Digas com quem Andas
Ditado para a terceira década do século vinte e um do calendário gregoriano:
Digas que figurinhas tu envias que eu te direi quem tu és!
Não digas o que não sabe podendo ou não tentar chamar por alguém que dê total certeza para suas tolices;
Não me digas o que eu já sei, pois dos sentimentos que desordena o coração sei bem, mas nem sempre sei me defender do amor;
Eu tento não errar em um caminho perigoso que me faz esquecer as minhas regras e intensificar o pecado de querer seu corpo sobre o meu;
Me faça brinquedo de seus desejos na longitude ou na proximidade que queira sentir o que mais ninguém sentiu;
Para que lado o real se perdeu dos sonhos? Me digas! Que mundo é esse que não tem mais importância com os sentimentos verdadeiros;
Nem pensa como os mudos ou como os cegos brutos do silêncio perturbador;
Mas a cada chuva que lava a minha alma são correntezas acalentando os meus receios de viver a ilusão perdida;
Não digas adeus, pois não me esquecerás para se perder do que se fez bom a vida;
Não vire as costas com lágrimas nos olhos, no qual se arrependa ao bater a porta;
Não tire suas conclusões precipitadas para que reconheça o erro e machuque seu próprio coração;
Não me digas que está tudo perdido se é a esperança que tudo vê nos desejos a possibilidade de acontecer;
Percebo antes que me digas que a tua estrela brilha com certa intensidade fazendo-se única na vida e com tanto beleza ofuscou seletas beldades a que viesse aparecer;
Tens preciosidade no coração e o sorriso de diamante entre os lábios tão desejado por quem a admira com tanto gosto;
Teu jeito de menina inocente me encanta, mas tenho certeza que o seu lado mulher há de me surpreender;
Cuidado onde pisas, pois nem todo lugar se é confiável;
Cuidado o que digas por que nem todo ouvido é compreensivo;
Cuidado com quem lhe cerca por que nem toda verdade tem toda sinceridade;
Vigiai, orai e entender o que lhe convém para que não sejas derrotado sem sentidos;
"Não digas à sua capacidade o problema que tens, mas digas ao seu problema o tamanho da sua capacidade para resolver;"
O COMA DA ESPERANÇA
Não abrace
Não beije
Não digas juras de amor;
Assim, até o que parecia eterno
Perde o encanto.
É aos poucos que se perde as grandes fortunas.
Em pequenas partículas que a água evapora e secam os rios.
De árvore em árvore se derruba as grandes florestas.
Na esperança adiada a alma adoece.
Nunca digas o que tem e nem se elogie, o melhor é aquilo que os outros verem o que tem e os elogios que eles te dão.
Não digas que me ama enquanto toca um bolero,
Não me mostre tudo que eu quero,
O que eu preciso,você não tem pra dar.
O que quero dizer com meus poemas?
O que interpreto?
Ora, me digas tu.
Minha liberdade poética,
És sua liberdade de pensar.
Nunca digas
de uma só vez tudo
aquilo que sabes...
Cuides unicamente em bem
dizero que necessário
destina-se a cada
momento!
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