Difícil
Por que dizer não as vezes é tão difícil? Talvez seja por que fomos ensinados
a dizer sim desde pequeno, e crescemos, mas ninguém disse para nossa criança interior que agora ja podemos dizer não, talvez esta seja a hora de reavaliar nossas prioridades.
José Luís Gonçalves de Sousa
Psicólogo
A coisa mais difícil do mundo é olhar para outro ser humano sem julgá-lo pela aparência, pelo caráter ou pela inteligência. Julgamos o tempo todo, muitas vezes sem perceber. Quem afirma nunca julgar talvez esteja apenas julgando sem perceber.
É muito difícil — quase impossível — a Sororidade incomodar alguém que não se identifique com o Machismo Estrutural.
Porque aquilo que nasce da empatia raramente pode ameaçar quem aprendeu a conviver com a igualdade.
O incômodo quase sempre surge quando a solidariedade feminina deixa de ser silenciosa, obediente ou ornamental, e passa a confrontar privilégios históricos tratados como naturais durante séculos.
Há quem confunda sororidade com blindagem moral, quando, na verdade, ela frequentemente nasce da necessidade de sobrevivência emocional, social e até física.
Mulheres aprendem cedo que o julgamento coletivo costuma ser mais cruel com elas, que a violência muda conformemente o ambiente, e que muitas disputas femininas foram incentivadas por estruturas que sempre lucraram com a desunião entre elas.
Talvez por isso tanta gente se incomode quando mulheres começam a se apoiar sem pedir autorização cultural para isso.
Porque o Machismo Estrutural não vive apenas em agressões explícitas; ele também se esconde nas ironias, nos desconfortos seletivos, nas piadas normalizadas e na estranha necessidade de deslegitimar qualquer movimento de acolhimento feminino como exagero, vitimismo ou ameaça.
Curioso é perceber que ninguém costuma se irritar com alianças masculinas historicamente normalizadas — políticas, econômicas, corporativas ou sociais.
Mas basta mulheres defenderem ou orientarem umas às outras com mais consciência para surgir a acusação de parcialidade.
Como se o privilégio pudesse se organizar livremente, mas a resistência tivesse obrigação permanente de se justificar.
No fundo, a sororidade não assusta quem acredita na dignidade humana compartilhada.
O que realmente incomoda é o enfraquecimento gradual das estruturas medonhas que sempre dependeram do silêncio, da rivalidade induzida e da submissão disfarçada de tradição.
E talvez seja exatamente por isso que ela continue sendo tão necessária.
Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.
E comprar cabeças não exige dinheiro em espécie.
Exige, antes, acessos…
Acesso às emoções, aos medos mais íntimos, às esperanças mais frágeis…
Exige repetição até que a mentira soe familiar, e familiaridade até que a dúvida se torne desconfortável.
Aos poucos, não se impõe uma ideia — planta-se.
E, como toda semente, ela cresce melhor quando o terreno já foi preparado.
A compra de algumas consciências inaugura o ciclo.
São vozes estratégicas, rostos confiáveis, figuras que inspiram pertencimento, quiçá instrumentalização da fé religiosa.
Elas funcionam como pontes: ligam o estranho ao aceitável, o absurdo ao plausível.
Quando essas vozes falam, não parece imposição; parece consenso.
E é aí que o aluguel começa — quando pensar por conta própria passa a ser mais difícil do que repetir.
Nenhuma mente é tomada de uma vez.
O processo é gradual, quase imperceptível.
Pequenas concessões aqui, uma simplificação ali, uma narrativa conveniente acolá.
De repente, o que antes causava estranhamento passa a ser defendido com fervor.
E o que era questionamento vira ameaça.
Mas talvez o ponto mais inquietante não seja o ato de comprar algumas cabeças — e sim o silêncio das demais.
Porque onde há ausência de reflexão, há espaço de sobra para a ocupação.
E onde há medo de discordar, o aluguel se renova automaticamente.
No fim, não se trata apenas de quem compra ou de quem aluga.
Trata-se de quem resiste a vender — e, mais ainda, de quem insiste em pensar com a própria cabeça.
Nada é tão difícil e penoso quanto habitar um mundo que gira em torno do umbigo de alguém.
Há pessoas que tentam transformar a própria existência no centro de gravidade de tudo o que acontece.
Suas dores sempre parecem maiores, suas conquistas mais importantes, suas ideias mais assertivas, seus problemas mais urgentes.
Quem vive ao redor delas, pouco a pouco, deixa de ocupar um lugar de sujeito para tornar-se apenas figurante em uma história que nunca lhe pertenceu.
Conviver com alguém assim é experimentar o desgaste silencioso de ser constantemente invisível.
É perceber que o diálogo se torna monólogo, que a empatia tem mão única e que o afeto passa a ser medido pela capacidade de alimentar as necessidades do outro.
Quem exige compreensão sem limites, muito raramente oferece a mesma disposição para compreender.
O egoísmo, quando se torna modo de existir, não desgasta apenas quem está por perto.
Também condena quem o cultiva a uma vida estreita, incapaz de enxergar a riqueza que existe na troca, na escuta e na vulnerabilidade compartilhada.
Afinal, ninguém cresce olhando apenas para o próprio umbigo.
Relacionamentos saudáveis não se sustentam quando apenas um ocupa o centro da mesa.
Eles florescem quando há espaço para diferentes histórias, diferentes dores e diferentes alegrias.
Amar, conviver e construir exigem um movimento constante de descentralização: reconhecer que o outro também carrega um universo inteiro dentro de si.
Talvez a verdadeira maturidade comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “o que isso significa para mim?” e passamos a perguntar “como isso afeta quem caminha ao meu lado?”.
Porque a vida não foi feita para ser um espelho onde admiramos incessantemente a própria imagem, mas uma janela pela qual aprendemos a enxergar o mundo através dos olhos de quem compartilha a caminhada conosco.
O vício em probleminhas
desnecessários
pode se tornar um hábito
difícil de se libertar,
Não permita que líderes
transfiram os problemas deles
para você porque seguir
como se fosse novelinha vicia,
e é inevitável você
se afundar junto com eles,
Mude o seu circuito,
não permita que a vida deles
seja mais interessante do que a sua.
Qualquer gatilho de agressividade mesmo que transitório é perigoso, depois fica muito difícil para voltar a se habituar com a tranquilidade. Nada é mais curativo do que a paz.
A paz é um bem que não há dinheiro que pague e quando se perde é muito difícil de se reconquistar.
Quem vive em paz tem por dever moral em estender a mão para quem quer conquistar a paz.
"Errar é fácil e não necessário. Pedir desculpas é difícil e pode ser muito necessário!"
Minha Frase 0070, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Exemplos de Fácil e Difícil de se ver? O entrevistado respondeu: registro policial sobre "Desacato à Autoridade" e idem sobre "Abuso de Autoridade". 'Muito fácil e muito difícil de se ver, respectivamente', disse o entrevistado!"
Frase Minha 0281, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Anunciar que pode trazer a pessoa amada em 24 horas é fácil. Difícil é ouvir que há humano que acredita nisso!"
Frase Minha 0289, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Todos temos sonhos. O meu, embora simples, está difícil de ser realizado. Meu sonho, como vi acontecer com um sujeito no ponto do ônibus, é ver duas (ou mais) mulheres, brigando por mim, na via pública e eu ali, assistindo tudinho!"
Frase Minha 0517, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não é porque queremos que teremos. Para alguns isso é custoso de entender, difícil de assimilar, impossível de aceitar."
Frase Minha 0631, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Criar Textos com Verdades é fácil. Difícil é alguns aceitarem as verdades contidas nos Meus Textos com Verdades!"
Texto Meu No.1130 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR
"Apesar de tarefa difícil e que precisa ser constantemente atualizada, assim mesmo submeti à Menina Jornalista a Minha Lista das 3 Mais Belas Músicas Brasileiras. Ela só tinha ouvido falar de uma delas e não sabia a letra nem o compositor. Mas ela pediu e eu a atendi. Foi assim!"
TextoMeu 1232
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"Difícil não é só filme de Godard, livro de James Joyce ou embrulhar, na mesma embalagem, um coco, um serrote, um cabo de vassoura e uma melancia inteira. Difícil é também escolher as 3 Mais Belas Músicas Brasileiras, conforme me pediu aquela Jornalista. Mas eu consegui. Por ora consegui! Por ora!"
TextoMeu 1233
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