Dever de Sonhar
Eu sonhei com você, mas fiquei cansada, porque com você eu só consigo parar de sonhar quando vou dormir e desta vez emendei..
Quando sonhar, não desista, nem faça ninguém te impedir, apenas vá em frente e conquiste seu sonho...
PARA SER SÓ TEU
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já deixei de verdades pra sonhar contigo;
pra querer um momento, quem sabe uma vida,
ou não seja uma vida; um momento que valha
pelo tempo já findo e pelo que virá...
Que será que serei, ou que será de mim,
se no fim do sem fim que se tornou meu sonho,
descobrir que só foste um fantasma em meu sótão,
foste assombro causado por minha carência?
Por enquanto me deixo, não sei não fazê-lo,
sob o selo insitintivo da imensa paixão;
sem um chão que sustente as quimeras afoitas...
Já parei de parar nas estações do meio;
já não tenho mais freio e me atropelo em ti;
já deixei de mim mesmo para ser teu carma...
Da vida a gente leva a vida só, aproveite você tem uma vida só pra sonhar, sofrer, tentar, fazer errar, aprender a viver.
Nunca desista de seus sonhos, pois se você tem capacidade para sonhar, capacidade terá para torná-los realidade.
Querido Deus,
Que eu saiba mais agradecer do que pedir. Que eu possa sonhar sabendo que é preciso agir. Que eu possa aceitar as perdas com dignidade. Que eu possa ter visão para enxergar os disfarces da inveja e que eu tenha sensibilidade para te sentir, mais e mais a cada dia.
Sonhos,quem realizou metade deles?
Acredito que ninguém,mais sonhar não é errado,errado é não tentar realizar os sonhos.
"Sonhar mesmo que seja impossível
Lutar mesmo que o inimigo seja invencível
Suportar a dor, mesmo que seja insuportável
Correr, mesmo onde o bravo não ouse ir
Transformar no bem o que é mal,
mesmo que o caminho seja de mil milhas
Amar o puro e o inocente,
mesmo que seja insistente
Persistir, mesmo quando
o corpo não mais resista
E, afinal, tocar aquela estrela,
mesmo que seja impossível."
-Fernando Pessoa-
Cheiro de Amor
De repente ficou rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E, confesso, tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E, confesso, tive medo, quase disse não
E, meio louca de prazer, lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo, meu amor
Esquecer-te?
Esquecer-te? Se sonhar à noite e contemplar-te durante o dia;
Se toda a louca e profunda devoção que o coração do poeta dedicaria;
Se as preces ditas em teu favor ao poder que o Céu tem de proteger;
Se pensamentos alados a mil por hora que a ti vão ver;
Se devaneios te misturam ao que está por vir na minha vida...
Se isto chamas de esquecimento, tu, de fato, serás esquecida!
Esquecer-te? Que os pássaros da floresta esqueçam sua doce melodia;
Esquecer-te? Que o mar, sob a lua, esqueça das ondas a sincronia;
Que as flores sedentas se esqueçam de beber o orvalho refrescante;
Tu mesmo te esqueças de tua terra adorada, e seus montes deslumbrantes.
Esqueces cada rosto, velho conhecido, cada ocasião tão querida...
Quando estas coisas forem por ti abandonadas, tu serás esquecidas!
Guardas, se quiseres, tua paz virgem, sempre calma e despreocupada,
Não permita Deus que tua alma feliz por minha causa se veja desolada;
No entanto, enquanto essa alma é livre, ah! que a minha não saia a vagar.
E, sim, que alimente a fé humilde e a capacidade tolerante de amar;
Se estas, por anos resguardadas, no fim não me tiverem valia...
Então me esqueças; mas não acrediteis jamais que tu podes ser esquecida!
Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbito me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.
Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste...
E, a cada parada uma pancada,
o coração – exausto, ainda insiste.
Insiste em quê? Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro... eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se
numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce...
Como também disfarce é a minha vida!
