Deus Luz Escuridao
Há momentos em que a luz é lenta
tão morosa que inércia ela aparenta
especialmente quando comparada
à instantaneidade com que sua imagem
se apresenta em minha mente
sempre que o destino
impiedoso e insolente
faz lembrar a existência
da palavra saudade
palavra que ele traz só de maldade
e existem dias em que o vento
não tem força suficiente
se comparado àquela brisa
que soprou suavemente
levando embora
o meu amor da juventude
não vendo a bem valia
do amor que aqui dentro vivia
existem horas em que sou você
há dias que sou nós
há séculos eu sou um só
sozinho eu não sou eu
eu sou apenas alguém vivo
abrigando um coração
que já morreu
Você olha pro Céu
de vez eu quando
e a claridade
a vista ofusca
há coisas que a Luz oculta
e depois nem vai saber
Se foi rápida ou lenta
essa busca
Senta-se em frente
a um pedaço de papel
não sabe se desenha
ou escreve
viver
simplesmente tornou-se
uma espécie
de doença sem cura
Uma empreitada sem ganho
Uma janela onde se olha
e a paisagem é muito escura
Não há mais
porque prosseguir
na infinda procura
pela alegria sem tamanho
que sabes não existir
assim como a busca
Pelo lugar
onde nascem os sonhos
levou-te então a encontrar
apenas e tão somente
O ponto
Aonde morre a esperança
Você olha para o Céu
e descobre simplesmente
haver chegado finalmente
ao dia
Em que novamente
nasce o Sol
Porém
Não nasce alegria.
Qual é o Sentido da Vida?
E o propósito da eterna busca
Pela Luz, que quando alcançada
Há de ofuscar a vista
Por que a Eterna necessidade
Em buscar uma verdade
Que o coração impressione
Por mais que você questione
A vida sempre será
Uma infinita questão
Sem resposta ou solução
Apesar dessa natureza
De a gente sempre encontrar
Uma certeza duvidosa
Não há coração que guarde
Pra sempre com o mesmo frescor
Resposta obtida ontem
Para a pergunta de amanhã
Pensamentos isolados
Trazem respostas Malsãs
Sempre urge inserir novos dados
Extrair a raiz quadrada
Fazer novas apostas e buscar
Respostas
Que não conduzem
À nada
Nada haverá ao final da Jornada
Se na base da equação
Não for adicionada
A propriedade que há em tudo
E deveria fazer saber
Que todas as coisas
Sempre necessitarão
Através de comunhão
Ser divididas e fazer
Todas as pessoas
realmente se sentirem
Amadas em igual medida.
Desejo que a partir de hoje
Em nossos caminhos haja somente
A luz do Sol, Flores, amores de todas as qualidades
Dias felizes, solução para todas as crises
E uma cadeira de balanço
Nos finais de tarde
Eu vejo a luz do Sol descendo
Iluminando, aquecendo e clareando
A Terra, as raízes e as pétalas das flores
Eu vejo flores
A enfeitar nossos caminhos
A perfumar, A ornamentar, A tornar muito mais belas
A minha vida
A sua vida
E as vidas de todas aquelas
Pessoas que até a pouco tempo
Por viver uma vida de dor
Havia há muito
Se esquecido de algo que sempre vem por cor
Nos caminhos cinzentos pelos quais passávamos
Caminhando em silencio
Antes que os pássaros acordem
E uma cadeira de balanço
No final da Tarde
Eu quero que estejam bem próximas
As manhãs felizes
Que todas as nossas vidas merecem
Que esteja em nossos caminhos
O maior número possível de notas máximas
Que as pessoas que amamos
Estejam sempre bem pertinho
E que nunca recusem-nos abraços
E que possamos apoiar-nos
Uns aos outros
Na realização de cada passo desta dança
Que nos venha sempre
Aquele sonho de criança
Mas que venha sem fazer alarde
E que haja sempre uma cadeira que balança
Onde possamos nos sentar e gargalhar
No final de cada tarde.
Bom dia, Bento
Eu hoje orei por ti
Senti tua benção
Que veio junto ao vento
Tua Luz luziu
junto ao meu leito
Janelas fechadas, ainda
Pensei então
em teus preceitos
Naquele perfeito
Momento de Paz
Agradeci a Deus
a tua ordem
Neste primeiro
Momento do dia
Antes que os pássaros
acordem
Antes que o malho
do martelo
Coloque mais calos
nas mãos
deste teu
singelo operário
Antes que os trens
iniciem a jornada
pelos trilhos
Em
Mais um dia de trabalho
Neste momento
Tão
Lento e sonolento
te peço
São Bento
Abençoa
Teus filhos.
Eu vi a luz que se apagou
Eu vi a morte flutuar no espaço
Algo ali surpreendeu
E fez com que de repente
Eu pensasse não ser eu
Eu vi o homem que galgava
Cada degrau daquela escada
A caminhar pro cadafalso
E cada passo dado em falso
Era uma aproximação verdadeira
Do seu derradeiro laço
Eu ouvia todos os hinos
Louvando e glorificando
A condenação simples e pura
de todos os juízes
Traídos, em suas sentenças
Atrelados e atados
Às duras barras, onde amarraram
Lado a lado
No lodo dos tribunais
Com sua justiça de barro
Eu vi a cara da fome
e suas irmãs, felizes
Eu vi sete celeiros cheios
Para alimentar sete juízes
Eu vi caírem
Todos os governos deste Mundo
Num lapso de tempo
Que não durou
Mais que um segundo
Estrelas que brilham no Céu
despertando-me a atenção
à Luz de tamanha essência
tornam injusta a interpretação
diante da excelsa justiça
pois ofuscavam-me a visão
e não permitiam que o coração
Percebesse que havia em mim
Um tanto assim de ingratidão
Por não ver a excelência
Do Deus, que na verdade
Em sua infinita bondade
Colocou-as no firmamento
Com o gesto de um pensamento
Simplesmente pra que a gente
Pudesse observá-las
Descobrí-las
Admirá-las
E, através dessa beleza
Perceber que o Pai nos fala
Conversa com a gente e ensina
Ocultando as divinas palavras
Por detrás de uma cortina
Pra que a gente então precisasse
dar um passo mais à frente
e sentisse o quente abraço
Na força do Eterno laço
Firmado com a Humanidade
como um quadro
Pintado no Espaço
"Faça-se a Luz"
E assim se fez
Próclise e ênclise
O Alfa e o Ômega
e desde o início
mesmo antes
que soprassem os ventos
Passou a ser reivindicado
como se fosse criação
de criaturas sem talento
criatividade
ou vergonha na cara mesmo
depois que inventaram
o "Copia e cola"
hoje em dia
quase ninguém dá bola
em apropriar-se
do trabalho alheio
Sem ter a menor ideia
do que o criador quis dizer
Nem no início
e nem no meio
Gente de inteligência curta
A Sabedoria vem de Deus
O diabo ensina toda essa gente
que depois vem
e furta
O poema e a poesia alheia
Anos atrás eu escrevia
Minha poesia rupestre
Escondida à luz do dia
Inexistia um guia
Não carecia de mestres
E também não havia
Erros mortais
A queimar em alguma pira
Como em qualquer
Livro que eu já tenha visto
Um misto de verdade e invenção
Me adentrou o coração
Um ser que tocava lira
E encomendou-me um poema
Que tivesse o amor como tema
E eu fui atender a tal pedido
Sem saber
Que o diabo é pai da mentira.
É o que tu és, uma infinita estudante da alegria, quem te magoa passa a sorrir contigo como a luz que transforma o dito em não dito e põe as sombras a caminharem por trás admiradas.
Numa fresta de luz passa um olhar de esperança, passa também todos nossos sonhos, numa velocidade infinda sem sofrer se quer um arranhão.
Apagar a luz e viajar nos sonhos, para ver a luz de Quem aninhou sua prole debaixo de suas asas misericórdiosas.
A noite cai e se faz vigília, na luz densa da espera procura-se um trovador, que afine um violão, que emita algum som ou desafine que seja, mas que venha e se apresente nesta ância a este ser.
Um que fale de amor, num verso ou numa moda, uma história antiga, pois o moderno adoeceu. Talvez uma cantiga ou uma prosa, desde que tenha sido alcançado, vivido, que foi lindo.
Que nos inspire a lutar e a acreditar que o amor não é fantasia, magia nem letras pra se comercializar. Um trovador que viveu e encorajado a passar a experiência do clássico ou do plebeu e na audácia de perpetuar possa acordar ou creditar corações ateus.
No seio da noite fios de luz se debruçam na lembrança de sentimentos frios, outrora quentes e afiados quando achei que tinha perdido o gosto na jornada, quando pensei que havia levado meu coração. Pensei que não havia mais mar alto a navegar, nada a explorar, nem mar, nem amar.
Mas meu coração está aqui, palpita ainda o dia que te conheci, atrelado a âncora, costeiro sonhando com mar alto. Você na verdade só conhece de orla, só se move pelas beiras, avistando a olho nú o litoral. Coragem pra desbravar novos mares nunca tiveste, quantas veses se viu encalhado? Nunca soube o que é perder a praia de vista, nem sentir o vento veloz no rosto, fica escondido na câmara.
Seus povoados íngremes desabam à falta de caráter, seus rios poluídos decompõe até as guéuras dos peixes, seu mapa de vida empobrecido e deserto, nada de amor, também não possui bússola, nem rota.
Mas você me deixou um legado, sim. Porque das duas colunas, uma é a amizade. Me disse que havia no caminho uma flor plantada, me falaste tanto dela. Então eu a procurei entre risadas e lágrimas nos damos conta que nada se perde quando se ganha e na amizade verdadeira eu posso de perto senti a fragrância.
A amizade é atemporal. Leonice Santos.
Caindo em mim cansada aprecio a Luz da Tua Egrégia Mansão, sem dia sem noite.
Luz tão alta, alcance-me por um fio a clarear as minhas periferias humanas.
Lua te peço: Não permitas que a tua luz em colisão com as estrelas, frature minhas esperanças...
Leonice Santos
As bocas falam, mas os olhos nem sempre enxergam além do véu. Sou luz para uns, sombra para outros. Cada um conhece a versão que despertou em mim. Não se engane: não é sobre quem eu sou, mas sobre o que você provocou. Se fui tempestade, talvez fosse tempo de colheita e não de sementes.
Fora dele
Num dia chuvoso
À espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristãos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusão.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagão.
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