Deus fez Vc para Mim

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Para mim, o necessário é aquilo que eu mesmo faço, aquilo que eu preciso para fazer e aquilo que eu preciso para sobreviver; mais que isso é exagero, posse, ganância.

Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.


Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.

O que o outro interpreta de mim geralmente faz parte do outro.

Geralmente, quando eu julgo o outro, o outro vira espelho de mim mesmo.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.

Por que eu teria ódio de alguém? Esse alguém é uma parte de mim...

Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.

Dentro de mim,
Dentro do planeta,
Dentro da galáxia,
Dentro da dimensão,
Dentro do universo,
Dentro de tudo,
E, ao mesmo tempo, dentro de mim.

Tudo o que está fora, também está dentro de mim. Somos reflexos do que nos cerca e, ao mesmo tempo, somos parte do que está além do nosso entendimento. Cada elemento, cada estrela, cada partícula do universo, reflete dentro de nós, e tudo o que somos é um reflexo de tudo o que existe. O que é grande no mundo é imenso também dentro da gente.

Não existe vazio, porque dentro de mim tudo está cheio. Cheio de artérias, cheio de veias, cheio de pulmão, cheio de coração, cheio de sangue, cheio de vida. O que é vazio? Não existe vazio, vazio é ilusão, porque aqui dentro tem tudo. Cheio de sentimento, cheio de amor, cheio de sangue, cheio de vida, cheio de tudo. Completo.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.

Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.

Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.

Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.

Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.

Para mim, a presença importa mais do que qualquer conversa.

Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.

Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.

Cada caso é único, mas estou falando de mim, da minha experiência.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, antes, um sinal, um alerta profundo para a necessidade de mudança.

Mudança de pensamentos, Mudança de crenças, Mudança de hábitos, Mudança de rotinas, Mudança de pessoas ao meu redor, Mudança de lugares, Mudança de mim mesmo, Mudança de vida.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, na verdade, uma negação de mim mesmo.

Quando finalmente aceitei quem eu sou, quando aceitei o que já foi, quando aceitei a realidade como ela é, tudo mudou. Aceitei as pessoas, o mundo, a vida... e, principalmente, aceitei a mim mesmo.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença", mas uma ilusão criada pela minha resistência à mudança e ao autoconhecimento. O que o mundo chamava de "depressão" foi, na verdade, uma busca por algo que eu já possuía dentro de mim — a aceitação de quem eu sou. E foi quando aceitei essa verdade que me encontrei novamente.

Às vezes, o que percebemos como sofrimento é apenas um reflexo da nossa resistência a viver de forma verdadeira. Quando nos permitimos mudar, aceitar e ser quem realmente somos, a dor se transforma em evolução.

Existem vários "EUs" dentro de mim.

Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.

E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.

Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.

Intenções que não me servem pra nada:

Não tenho a intenção de fazer ninguém sofrer por mim, esse ego é muito vazio, cru, não faz sentido, não preciso disso.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se arrepender por causa de mim, essa vaidade é superficial, mimada demais, é perder tempo atoa.

Não tenho a intenção de fazer ninguém correr atrás de mim, esse orgulho é muito arrogante, desumilde, fraco.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se sentir culpado, tento o máximo não deixar ninguém assim sem querer, esse comportamento é infantil, injusto, egocêntrico.

Não tenho a intenção de deixar ninguém pra baixo, senso de "superioridade" me da vergonha e só demonstra o quão inseguro eu sou.

Não tenho a intenção de prejudicar ninguém, essa intenção só mostra o quão frustrado minha vida é.

Não tenho a intenção de querer ser melhor que ninguém, isso só me torna uma pessoa pior.

Não tenho a intenção de fingir ser o que não sou para agradar alguém, é artificial, pessoas gostar apenas do fingimento e não do que de fato sou.

Não tenho a intenção de me orgulhar com o que eu tenho, não faz sentido eu me orgulhar do que consegui, do que tenho, sendo que alguns não tem, me da vergonha.

Não tenho a intenção de desmerecer o que o outro faz, eu não mereço isso.

Essas intenções não me servem pra absolutamente nada, é só atraso de vida mesmo, atrás de migalhas de ego ferido, é como se eu não estivesse evoluindo direito.

Para mim, é prioridade tudo aquilo que é justo e sincero; o resto é consequência disso.

Para mim, não existe pessoa "ruim" e nem pessoa "boa"; existem situações em que pessoas são ruins e situações em que pessoas são boas.

⁠Eu fico melhor "sozinha". Minha mente consegue focar nas coisas importantes para mim e não ficar perdendo tempo tentando me encaixar no mundo de alguém que no final não vale a pena.