Despedida de uma Pessoa Querida
Na véspera do dia de finados, liberaram a presença total de público nos estádios. Conforme manda o protocolo houve o respeitoso minuto de barulho.
CRENTES RESSUSCITANDO MORTOS ("As vezes temos que fingir de morto para ressuscitar na frente daqueles que estão achando que estamos mortos." — Leandro Isnard Cardoso Machado)
Hoje, dia dos finados, oportunidade para os religiosos enganarem muitos. Garantem que a morte não é o fim. E se baseiam na mesma bíblia que diz que a mulher tem de ser submissa ao seu marido (Ef 5:22; Cl 3:18 — estas passagens são válidas se a versão não for feminista); e elas não são: e fazem ganhar terreno a ideologia de gênero, são ativistas e militantes. Sim, não é o fim do organismo geral. Morre uma célula, nasce outra no lugar. É verdade, o mundo não acaba quando uma pessoa morre, porém esta se tornou o que era antes de nascer: NADA. Mas, para a defunta célula, coitada, jamais há ressurreição. A burrice do Deus humanizado da igreja é a mesma da de quem o criou, é refazer o que já desmanchou, isso fala de sua imperfeição, sendo que a natureza cria outro indivíduo novo e independente no lugar do que morreu. Como pode cinzas jogadas ao mar virar pessoas? O Deus do impossível é também incoerente? Hoje é dia de ressuscitar defuntos ideológicos. CiFA
CADEIA DE PENSAMENTOS: DESMATERIALIZAÇÃO ("A esperança é a materialização do nada." – Isabel Monteiro)
O homem só pensa o que já existe! O pensamento é o grito das coisas clamando por reconhecimento. Se fosse tão original assim, duas pessoas não pensariam igualmente a mesma ideia em pontos distantes do planeta. Se um mesmo evento acontece com duas pessoas, elas reagem diferente. O homem não cria nada, só copia da natureza! É tudo o contrário do que os charlatões de autoajuda dizem: você é Deus! Todas as coisas já estão prontas e por estarem prontas, Deus nos motiva o pensamento sobre elas, e esses fanáticos nos faz pensar que são nossos pensamento que criam as coisas. Também contradizem Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E eu intertextualizo com João Cabral de Melo Neto: Tecendo a Manhã
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
Veja que para formar meu conceito de pensamento, vali-me dos conceitos dos outros, isso dispensa o que disse a serpente a Adão e Eva no Jardim do Éden: "E serão como Deus conhecedores do bem e do mal". Eu não sou Deus, os eventos naturais são nossas causas. (Cifa
Geografia tresloucada essa,
de transgredir os territórios do
abstrato, vamos como lição,
percorrer cruzar o infinito.
(Nay Harrison)
Bonne femme
Alardes
do
âmago salada
de sensação
Não a tutano
que suporte
as cavidades do ócio
Coração desemboca
Sai por a boca
mundo a fora Saco de mulambo
respirar outro ar
aguardando o próspero cortejo do mar
(Nay Harrison De Lucena)
Direta
Minha realidade acadêmica
não é fruto do sistema
sou elemento componente
dos que estão a margem
e gravo com rastos gandaieiros
nas vielas valdevinas
o estro das esquinas
e toda a alunagem.
(Nay Harrison De Lucena)
Amor Inexplicável:
Deste amor oque posso dizer que sim ele é diferente, tão diferente que sequer consigo mensurar.
Difícil dizer-te quem somos, nossas madrugadas sem nem sequer um beijo rolar. Ah, realmente não sei explicar !
Não sei se sou eu, muito menos se é você, apenas sei que eu não posso te perder.
Encontrar você foi tudo que eu não pretendia.
De nossas madrugadas até o amanhecer saiba que em cada momento...eu amo você.
A nossa vida é como o jogo de xadrez. Quando o jogo acaba, o rei e o peão voltam para mesma caixa. Quando a vida acaba, o rico e o pobre voltam para o mesmo chão.
"RESPEITAR EM CADA HOMEM O HOMEM" ("O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade." — Albert Einstein)
Na escola de Gestão democrática é assim: Convocaram os professores para escolher o livro didático em uma reunião formal com direito a lanche e tudo mais, mas o livro adotado não será o que você escolheu, receberá outro; o da editora que negociar "melhor" com o ministério da educação. Fingir que contribui é meu papel! Por ocasião da formação do currículo mínimo, acontece o mesmo, sendo que tudo já está pronto. "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim." (Millôr Fernandes). Então, tudo isso está mais para ditadura educacional. Sempre acreditei que se não for possível serem respeitadas as pessoas pelas vias pacíficas, na base da tolerância, que alguém corajoso diga de forma trágica esta lição demais necessária. Assim, explico as tragédias na escola. (Cifa
O pintor que não enxergar antecipadamente sua tela concluída, nem adianta preparar os pincéis. Assim é tudo na vida.
ALUNOS QUE EVOLUÍRAM ("Conheci muitos canalhas no passado e hoje percebo que os mesmos evoluíram ao canalhismo." — Elias Torres)
Fico impressionado, como alunos desde a segunda fase do fundamental já não se intimidam mais diante do professor academicamente superior. Mas, a esquerda diz que "Ninguém é melhor que ninguém" — Paulo Freire. Talvez aprenderam essa lição nos braços de uma feminista. Agora, não se pode dar-lhes uma aula expositiva sequer, eles falam demais, interrompendo a todo instante para mostrar que sabem mais, e não precisam de nada mais: Aliás, só de nota. Essa postura arrogante, sempre justificou o comportamento de rebeldia dos "Laodiceianos"; desinteresse nas aulas de um professor velho "quadrado" de antigamente é compreensível, o que eu não compreendo ainda é porque chamam isso de modernidade. Eu já devia estar aposentado, mas a burocracia não ajuda, prejudicando o sistema por tabela, pois enquanto eu estiver na ativa, estarei ativo em desaceleração. O grande mal da educação é que ela se tornou apenas um "cabide de emprego"! E o comportamento desrespeitoso do alunado advém da possibilidade dos velhos conhecimentos se deixarem ser substituídos pelas novas verdades facilmente: O osso não é doce. (Cifa
Só será capaz de compreender-me aquele cuja a fonte de conhecimento é o coração, do contrário me verás como um mistério insolucionavel.
A Árvore da vida nos convida a compartilharmos os frutos de nossos aprendizados, nutrindo mutuamente vivências e inspirações para nos sentirmos saciados e integrados.
Assim começa o autoconhecimento, olhando para a terra em volta das raízes, começando nesta profundidade que fortalece o tronco, os ramos, as folhas, as flores e os frutos. Sem nos esquecermos de olhar o céu e a natureza, a terra e o Planeta, as águas e a Lua, o oxigênio e a vida, a chama que acende nossa mente e tudo que neles estão contidos, sustentados pela segurança e firmeza que adquirimos com os ciclos anteriores.
A Árvore da vida mostra seus frutos, mas tudo tem seu tempo para amadurecer. Não podemos ter pressa, cada estação determina seu tempo, é uma lição de paciência conquistada a cada dia. A espera do fruto amadurecer é um aprendizado da colheita em sua plenitude. Este é o tempo do autoconhecimento, descobrindo cada parte do que somos e como estamos conectados, interligados, principalmente agora, onde precisamos da união de todos para vencermos todos os desafios que estão diante de nós.
Este é o tempo para fortalecer nossa mente, nossos objetivos e compartilhar o melhor de nós com aqueles que nos cercam. Nossas habilidades, nossos talentos, nossos potenciais são genuínos e eles estão em nosso íntimo, precisamos conhecê-los para sermos capazes de manifestá-los ao mundo, renovando as sementes que plantaremos nos solos do futuro para novas gerações viverem com mais amor e sabedoria.
Venha conosco, nós estamos todos unidos neste mesmo propósito:
Conhece a ti mesmo.
Há momentos na vida que me fazem calar a alma. Instantes sutis de introspecção com a existência. Não que seja um fragmento de calma. Talvez seja por estar surpreendida pela tristeza em essência. Observando silenciosamente os acontecimentos diários. Pessoas que estavam nos lugares e nos tempos errados. Receptores acidentais dos seus destinatários. Vivenciando a morte ou quase morte dos desgraçados. Calada, questiono o significado do destino e da sorte. O sofrimento como herança de outra vida. Antes que os outros se calem por minha morte. Num jazigo qualquer de uma lápide esquecida. Não sei de mim e muito menos de ninguém. Não sei do amanhã e do tempo que me resta. Só sei que meu silêncio vai muito além. Ultrapassa a eternidade por uma efêmera fresta.
Do que me cala.
Ao Equinócio da Alma no Outono
Nesta paisagem interior da alma, a luz cruza o horizonte da esfera celeste do coração, eclipsando nossas emoções. Nossos olhos se voltam para as noites iguais da nossa mente, observando, silenciosamente, que uma metade da luz está acima do horizonte do coração, no mesmo momento que a outra metade está abaixo; aguardando por uma transformação interior. Nossas colheitas dizem o que plantamos na estação anterior. Que o leite derramado seja sempre um ato de agradecimento na terra dessa jornada, onde a vida continua a nascer em cada dia e morrer em cada noite. Os ventos levam as folhas secas dos nossos lamentos para o norte dos nossos olhos, em cada noite que esperamos pela volta de alguém que partiu. Seguimos plantando nas margens das nossas esperanças, as sementes que tiramos dos frutos dos nossos sofrimentos. Amadurecemos no mesmo tempo que eles, diante da luz que nossa fé irradiou no equilíbrio das nossas certezas mais lúcidas. Cada semente, para germinar, deixa-se morrer nas profundezas da terra, formando um novo grão de vida, pronto para novos ciclos da natureza. O equinócio do outono é a passagem da luz do amor na alma, no horizonte da esfera celeste do coração.
Que toda forma de amor tenha a proteção infinita do Universo, hoje e sempre!
