Despedida Alguém que Faleceu
Não é algo, é Alguém — é o Santo de Deus,
Que faz nova todas as coisas, até os sonhos teus.
Deixe-O entrar, deixa Ele agir…
O Espírito Santo pode tua história ressurgir.
Não é algo que sentimos de vez em quando,
É Alguém que habita, que vai transformando.
É conselheiro, amigo fiel,
É a presença viva vinda do céu.
Pai, eu não quero ser só alguém que deseja,
quero ser alguém que busca de verdade.
Não quero apenas sentir emoção,
quero viver transformação.
Chamado Não É Palco, É Cruz
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”
(Lucas 9:23)
Ele não olha como os homens veem,
Não mede com olhos frios de alguém.
Jesus vê o choro que ninguém percebe,
O coração que, em silêncio, se arrepende.
É uma afronta para DEUS alguém tentar engana-lo, DEUS quer que você seja o que você é diante DELE, e diante das pessoas, não precisa se apresentar com ornamentos, tira as máscaras e os ornamentos, nasce de novo se for preciso.
A sua saúde mental jamais vai ser prioridade de alguém, porque cada um tem os seus carregamento e carrego para lidar.
Mesmo não sabendo existe alguém que se preocupa com você, mesmo não entendendo existe alguém que te entende, e te defende, que sente a necessidade de interceder todos os dias por você.
Se alegra se alguém te despreza, e te lança fora, é sinal que não terminou, ser amado(a) por Deus, incomoda os homens e o inferno.
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar.
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.
O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas, quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
