Desigualdade
A desigualdade está intimamente ligada ao desprezo ou falta de entendimento de que somos responsáveis pelos cuidados e compromissos mútuos para o bem da humanidade.
A desigualdade social no nosso país não é tão somente problemas estruturais.
É algo mais sério e nefasto,
Quase que incorrigível.
É que a grande maioria do povo
E nossos políticos são iguais.
É fato que existem muitas discrepâncias no mundo, com destaque para a desigualdade social, que é extremamente perniciosa. Contudo, não podemos esquecer a dura realidade política. Muitas nações enfrentam instabilidades, regimes ditatoriais ou democracias parcamente desenvolvidas, que também trazem consigo inúmeros problemas. É consternante ver povos de todas as partes, de boa índole, sem voz ativa, representatividade e participação alguma na condução administrativa dos seus países. O poder, nas mãos infames e desonrosas, gera a própria desigualdade e inúmeros outros prejuízos sociais.
Para pessoas que espalham ódio, esfregam desigualdade social nas caras alheias, agem com arrogância, não têm empatia, e muitos menos ajudam os necessitados, vocês fingem bem ter temor a Deus.
Em um mundo de tanta desigualdade existe algo que conecta todo ser humano ( A MORTE ). Ela é a única certeza que temos na vida e que não escolhe quem irá abraçar, todos provaram do seu sabor.
A desigualdade se apresenta como acaso, mas se perpetua como (e com) uma engenharia refinada de privilégios.
"A moldura muda, o quadro permanece: 500 anos de reconfiguração da desigualdade"
Há uma velha parábola sobre um rio que muda de curso, mas nunca de natureza: ora inunda, ora seca, mas continua sendo água que escraviza quem depende dela. Assim é a desigualdade humana. Cinco séculos atrás, correntes de ferro prendiam pulsos nos navios. Hoje, prendem currículos, códigos postais, sobrenomes. A moldura ganhou verniz de progresso, discursos bonitos de igualdade, leis elegantes no papel. Mas o quadro permanece intocado: poucos decidem o destino, muitos apenas obedecem em silêncio.
Imagine uma casa antiga, reformada por fora, pintada de cores vivas, mas com as mesmas paredes internas, o mesmo alicerce torto. É isso que fizemos com a exclusão ao longo dos séculos: trocamos os nomes, nunca as fundações. O senhor de engenho virou patrão, o cativeiro virou informalidade, o chicote virou juros.
Existe algo abstrato nisso tudo: a desigualdade não é um evento isolado, é uma sombra que aprendeu a se camuflar com a luz do seu próprio tempo. Ela nunca desaparece, apenas troca de roupa e discurso.
Enquanto isso, seguimos acreditando que a história caminhou, quando na verdade apenas girou em círculos. Acordar é reconhecer, enfim, que a moldura bonita jamais redime o quadro podre lá dentro.
A escravidão moderna,a desigualdade de gênero, o machismo e a misoginia devem ser combatidos através de cotas para mulheres negras, brancas, cis e trans, que devem ser implantadas nos vestibulares, concursos, polícias e forças armadas.
A desigualdade torna-se mais perigosa quando os ricos deixam de imaginar a vida dos pobres e os pobres deixam de imaginar outra vida.
"A desigualdade social não é a falta de recursos, é o bloqueio de destinos; é a tentativa vã do sistema de enterrar diamantes no concreto, esquecendo que a pressão das ruas é exatamente o que faz o carvão virar pedra preciosa."
O verdadeiro fracasso é um sistema que perpetua a desigualdade e ignora as necessidades básicas da população. O socialismo não é a filosofia do fracasso, mas a busca por um mundo mais justo e solidário.
Quem critica o crescimento dos outros usando a desculpa da desigualdade costuma ser a mesma pessoa que se recusa a movimentar a economia local ou a ajudar quem está na base batalhando para subir.
Usam a desculpa de que a busca pelo sucesso financeiro aumenta a desigualdade, ignorando que o comodismo e a recusa em criar valor coletivo prejudicam muito mais a sociedade.
A desigualdade não deve ser vista com a igualdade reducionista mínima a todos e sim como disparidade de impostos e aumento no custo de vida; mentira travestida de democracia.
