Desejo de Mudanca

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𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: Oculto Desejo.

Tento, por intento, guardar este sentimento:
manter segredo do meu oculto desejo
de me entregar pra você por inteiro,
sem medo, com o coração e corpo
em crescente e ardente emoção


"Quero te tocar, não te beijar"
Amar é para os fortes; já eu,
eu quero é contigo deitar.
Em lençóis brancos
neles afundar.


Talvez devêssemos ser só amigos mesmo,
mas, ainda assim, seria sem graça alguma
não poder jamais ceder a este luxo
de ter nós dois firmes, juntos,
tremendo de suor e prazer


Então, se eu não posso ter nós dois
te imploro para não me machucar
com seus charmes e encantos,
os quais não posso aguentar.


Sendo assim, digo isso por fim
para você, o meu eterno algoz:
"Mate-me logo então, Hamlet"
antes que eu mesmo o faça por nós.


Escrito por César Hioli.
03/03/2026.

"Não desejo mal a ninguém: que o diabo queime no inferno, mandá-lo para o céu seria uma tortura."

"Água que passa por baixo da ponte leva meu desejo, feliz aguardo o sonho a chegar”.

Quando o desejo de vencer é maior que o sentimento de perder, o sucesso é inevitável.

⁠o inesperado acontece, e quando vem é trem, é avassalador, o que fica é a vontade e desejo, o querer conhecer e ficando a se perguntar o que tem e vem do outro lado, descomplicado ou complicado, é treta para todos os lados, deve ser a flor da pele, a vontade de estar lá, ou de o outro lado vir para o lado de cá

⁠O desejo de possuir é melhor e mais forte do que o tédio de às vezes possuir.

Evitar o "primeiro" desejo ou ato pecaminoso é uma estratégia sábia para não desenvolver um hábito ou uma "vontade" de pecar, pois os desejos pecaminosos que não são controlados cedo tendem a se intensificar, tornando-se paixões violentas que consomem a mente e o corpo, dificultando o cumprimento de deveres de santidade.

É melhor resistir ao primeiro impulso para não dar margem para que o desejo se desenvolva e se torne um hábito incontrolável, o que é uma estratégia importante para a vida espiritual.

Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração.
A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la.
A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do oficial, aquilo que permanece criando, apesar de.
Salvador aparece como matéria viva, onde a memória não se impõe; ela insiste.
No traço, monumentos reaparecem não como réplica, mas como escuta.
Releituras de gestos de Márcia Magno, Nádia Taguari, Eliana Kertész, Iêda Oliveira e Conceição Dias, inscritas não para ocupar o centro, mas para seguir habitando o tempo.

⁠Bom dia, minha sogra...Te desejo um ótimo domingo cheio de alegria. Eu amo a senhora.

⁠entre o ver e o encontrar vem a saudade
olhos emocionados, horizonte vazio.
A vida como desejo e o amor como saudade.

DEIXA IR (nova versão)

Há instantes em que o destino fala mais alto que o desejo.
Queremos tanto, esperamos tanto,
e quando enfim chega, já parte…
tão breve, tão fugaz quanto um sopro de vento.
Ah, que mistério é a vida, que loucura é o tempo.

Se está saindo, deixa ir.
Se não soube permanecer, deixa ir.
Se não soube cuidar, deixa ir.
Deixa ir, deixa ir…

Permite-se chorar, sofrer, lamentar,
mas não se aprisione ao que não quis ficar.
Porque a lógica é simples:
se partiu, é porque nunca foi raiz,
talvez nem deveria ter sido chegada.

Para ficar, é preciso o mais profundo dos sentimentos:
amor.
E se não há amor,
apenas deixa ir.

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.


Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.


Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)


Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.

"O desejo sem o passo é apenas um rastro na areia; quem realmente busca, pavimenta a própria estrada."

Memórias


Eu me sujo com meu sangue
A nostalgia é como uma faca
O desejo de nunca esquecer-te é mais forte
Mais forte que toda a dor que sinto


O sangue faz tudo parecer mais vivo
Me trás de volta ao que me trouxe alegria
Você era meu conforto
Minha melhor amiga, agora sem vida


Faço meu sangue jorrar na busca pela nostalgia
Quero você, mas nunca mais posso tê-la
Minha mãe está sem vida, minha mãe se foi
Ela nunca mais vai voltar, minha alegria


Se eu não sentir a dor da lâmina
Sinto que vou esquecer você cada vez mais
Sua voz está desvanecendo nas minhas lembranças
Estou perdendo a vida junto com elas


O mundo me trás novas perspectivas
Mas a lembrança do seu abraço me assombra
Não tenho colo, não tenho mais você
Tudo que me resta são memórias frágeis


Preciso encontrar uma nova alegria
Mas só me restou melancolia
Vejo os outros seguindo em frente
Mas sempre estou aqui para todos


Não estou sozinha, me sinto sozinha
Busco na dor te reviver
Quero me sentir mais próxima do que me trazia alegria
Mas realmente de fato, você está morta.

A tua pele chama a minha,
num desejo sem recuo.
Cada gesto teu provoca
um incêndio quase nu.




O ar prende‑se entre nós,
como se o mundo parasse ali.
E no ritmo que inventamos,
é o meu corpo a guiar o teu,
sem pressa de fugir.




A tua respiração prende-se na minha,
num jogo que nenhum de nós quer terminar. E quando a madrugada vibra entre os nossos corpos,
é aí que o desejo fala mais alto,
a pedir que a noite não saiba acabar.




Sinto-te na alma inteira,
numa verdade tórrida
que percorre o meu sangue
e rasga o meu silêncio.

Será benção o desejo do coração, quando vier da Tua mão.

Desejo coisas que sei perfeitamente que jamais terei, mas as amo e desejo porquê também sei que posso decepcionar minhas certezas e conquista-las.

O fascismo é o desejo de eliminar a diferença de pensamento.