Desejo Carnal
No frio invernal,
um coração
esquenta o outro
coisa e tal.
No calor veranil,
sinto o desejo
de despir minha'alma
e esfriar meu corpo.
O cristão genuíno tem o desejo de aprender os princípios do evangelho de Jesus. Sua capacidade de testemunhar e perseverar resume à profundidade de sua conversão. Se somos realmente convertidos ao evangelho de Cristo, nossas escolhas serão inspiradas pelo Espírito Santo.
AMOR E DESEJO
"Não desejo você, pois o desejo foi atrelado a morte, para que os homens pudessem matá-lo, entrego a você o meu amor, pois foi atrelado a vida, para que pudéssemos vivê-lo."
Corresponda aos olhos que vislumbrarem nas imperfeições estéticas o desejo, que não se cala pela insignificância dos detalhes superficiais.
Saibamos: o homem é um erro!
Porque não há limites para o desejo e apreciamos o que nos foi proibido.
Fontana do Trevi
Caem as moedas como migalhas de brilho,
partem das mãos com o desejo de se tornarem sonhos,
e o fundo as acolhe como silêncios,
esperando que o tempo lhes devolva voz.
A fonte, imensa em sua mudez,
de costas, recebe pedidos que não ousam gritar.
Em Trevi, o desejo pactua entre águas,
como se um murmúrio pudesse concretizar o devaneio.
Cada moeda que afunda carrega um preço,
um desejo que custa a esperança.
É um pacto entre a moeda e o homem: ele joga, e a fonte o dissolve em segredo,
restituindo-lhe um pouco de vazio,
como se o vazio fosse tudo que temos.
O que desejamos, na verdade, não é sermos atendidos — mas sim que o mistério siga impenetrável,
e, no reflexo da fonte, o que buscamos ver
é apenas o eco de nós mesmos,
profundo e mudo.
Carrego nas costas algumas décadas e, no peito, a certeza de que há muito a caminhar. Desejo ainda ser lido, mesmo depois de, enfim encontrar minhas origens. Até lá, espero que meus olhos pareçam mais sábios aos que me descobrirem. Não sou proprietário do que é meu. Tudo o que tenho e fiz só faz sentido se puder ser apropriado pelos outros, de alguma forma. Sou poeta, e a poesia não tem dono; cada um que a ressignifica torna-se coautor. Essa é a forma que encontrei para me tornar eterno, cada vez que for recontado.
“Já tenho algumas décadas e sei, tenho muito a caminhar. Desejo ainda ser lido mesmo depois quando enfim for encontrar minhas origens. Espero até lá parecer mais sábio aos olhos dos que me descobrirem. Não sou propriedade da minha propriedade. Tudo que tenho e fiz só faz sentido se puder ser, de alguma forma apropriado por outros. Sou poeta e a poesia não tem dono cada um que a ressignifica se torna co-autor. Essa é a a forma que encontrei de me tornar eterno a cada vez em que eu for recontado.”
“Se desejar é pecado,
desejo.
Desejo um corpo.
Não apenas um corpo.
Não apenas pelo corpo.
Não que esse corpo não seja
um bom motivo de desejo.
Além do corpo,
esse repositório do meu desejo,
almejo a essência que nele habita.
Desejo cada pedaço do corpo.
Este corpo em que repousa tudo
o que mais desejo.”
O que é pra sempre?
Quem é capaz de medir?
O pra sempre é tempo ou desejo?
Não me interesso em saber.
O inesquecível basta.
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
"Sinto saudade do teu perfume e do teu afago. Sinto e morro de desejo quando estou longe dos teus braços!"
Tenho um desejo insano.
É meio conturbador;
Em, querer sem poder.
Afeta minha alma.
Me faz enlouquecer.
Porque tem que ser assim?
Distâncias e medos
Não fazem sentido.
É um embaralho entanto.
Conturbado? Sim! Fico.
O pior tipo de bêbado é aquele que repudia sua própria embriaguez, mas não combate o desejo de beber e ainda culpa o fabricante de sua bebida por lhe apresentar a sua maior fraqueza.
