Desejo
As estrelas riscam o chão,
E escrevo sobre o amor
Na palma da minha mão,
És Universo e intimidade
Vou reverenciar cada minuto
Em nome da nossa paixão.
As estrelas iluminam
Os teus tontos passos...,
Porque no fundo és menino
Pleno e do mundo desprotegido;
Precisando dos meus afagos,
Para não temer o infinito.
Segue os meus passos
Como o Sol descobre a sombra,
Sinal de que não havia percebido
Da libertinagem com pompa,
Rimado pelas estrelas aos estalos.
Pecado inconfessável,
Chama secreta,
Perfume inefável,
Rosa mística,
Oásis no deserto,
Ilusionismo perfeito,
Soneto d'alma,
Porão aberto,
Algema quebrada,
Coração inteiro,
Flutuação perfumada,
Estou hipnotizada,
Completamente dominada.
A chuva de prata anuncia:
o amor que você confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitória de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que você acredita
É flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mão saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mão,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chão,
O Sol projetando o amanhã,
a vida é sempre uma promessa.
O teu coração tem asas
Batendo ao vento,
O teu amor não passa
Seguindo em círculos,
Levitando o teu corpo
Que é ferro e brasa.
A tua oração denuncia
Coração estremecido:
- Orgulho de joelhos
Moro nos teus segredos
Voltados para o sul,
Sou o teu melhor dos medos.
Estou na tua mão,
Se me tocas, sou cítara,
Jardim recurvado,
No profundo dos desejos,
Arco em busca da flecha,
Descrita pelo Zodíaco,
Lida nos arcanos,
Composta pelos poetas,
Prevista pelos profetas,
Sou o maior amor da tua vida.
Abraça a tranquilidade do amor,
Que te faça sentir bem vivo,
Removendo toda a neblina,
Navega em águas mansas,
Entregando-se de vez ao desejo,
Que cresce dia após dia;
Não desiste, e no peito cadencia
No ritmo das ondas do mar...,
Esse amor existe, e ele não vai passar.
Ninguém me contou,
Você virá ao meu encontro,
Eu te sinto, e nos pressinto,
Brindando como reis a tua vitória;
Não duvide, faremos história.
Você não precisa me contar
Confias em mim
Ao ponto da tua vida me dar
De tanto me adorar
Em raios de luar e me ver
Sempre e em todo o lugar.
Persiste o rastro deste amor sofrido,
A tua voz pairando na memória
Sempre me tranquiliza;
Mesmo no meio da noite surgida,
Ela vem me cobrir de todo o (frio).
A lembrança das horas é o destino
A reavivar o tempo que nos amamos;
A minha fé sempre me reanima,
A ternura redesenha o novo caminho.
O brilho trêmulo das estrelas sinalizam,
Para que tu nunca emudeças de mim,
Que ainda há o vestígios desse amor
Fulgurante, cálido e perfumado;
Como o aroma das rosas que plantamos,
Neste nosso canteiro cultivado por anos.
A intensidade deste beijo jerez,
A bondade que me conquistou,
A carícia que você me fez,
A tua loucura você me entregou.
O infinito sempre nos consola,
Somos artesãos da nossa vida,
Médicos especialistas para curar
Toda e qualquer indiferença;
Escolhemos nos (amar)...
Tece quem se entrega,
Cura todo aquele que ama,
O amor cura com o tempo,
Quem ama não engana,
E jamais se engana;
O amor é puro
Poema aberto a todo momento.
Esconde o teu olhar cor de mel
Tímido no meio da neblina,
Sabe, meu amor, a vida ensina.
Esconde o teu olhar cor de mel
Lindo no auto da compadecida,
Sabe, Ariano sempre é poesia...
Esconde, mas não me falte
Este olhar infinito;
Carregue-me para o jardim protegido.
Onde eu possa olhar para nós
No espelho do riacho,
Bem mais do que íntimos...
O teu olhar castanho cheio da cor
Do tronco da [araucária,
É digno de todo o meu amor,
Estou em tua companhia sempre,
É assim que me sinto,
Até quando elogio o teu sorriso,
- mesmo estando a [distância
Por mim você jamais será esquecido.
A tua vontade talvez tenha me esquecido,
Ou talvez tenha passado,
Não tem problema, tudo passa,
Só eu é que não desisto de estar ao teu lado.
Porque me inspiro num poeta,
Que não me repara,
E talvez nunca tenha me lido;
Sim, eu me inspiro em você,
E também sobre o nosso encantamento
Que Carpinejar adoçou bem
Com a doce palavra pertencimento.
Floração poética,
Mais amor do que emoção,
Rosa imortal em esplendor,
Assim sutil me apresento,
Cubro-te com o meu amor,
- o maior sentimento
Pinto a nossa constelação,
- íntima e luminosa
Descoberta e estrelada,
- autêntica
Floração em movimento,
Uma contemplação mútua,
- ao extremo
Do pico do amor tremendo.
Floração extremada,
- externada
Consentida, indiscreta
E assanhada...
Floração perfumada,
- e apaixonada
Por causa dessa paixão
Secreta que tenho por você.
Senhora de todas as letras,
Escrevo para o amor que virá,
Como um canto baixinho
- embalando -
O amor que comigo está.
Poetisa intimista,
Escrevo sobre o amor que virá,
Lindo me iluminará,
Mais brilhante do que as estrelas,
E tão vibrante quanto o luar,
Creio que comigo você ficará.
Senhora do meu próprio destino,
Sonho com o teu amor divino,
Com o arco-íris do teu olhar,
- magistral -
Com a delicadeza das minhas
- letras -
Irei te encantar...
Para escrever,
- basta crer
No amor que está para nascer,
E no fermento poético,
Que é capaz de fazê-lo alvorecer,
Acredite no amor como eu acredito,
- ele vive dentro de você
Só assim você fará o amor acontecer.
Revelo-me em rebento de amor,
Em convergência ao que sente,
- estou aqui presente
Outonal de tanto amor...
Dobro-me em doce louvor,
Em inefável contentamento,
- estou aqui tremendo de amor
Inefável é o teu esplendor...
Anseio por cada minuto seu,
Amor inefável amor meu,
- o meu coração -
É todo teu!
Tudo vivo em você,
Na mais serena das noites,
E nos mais altivo amanhecer.
Sopra o vento, ondula o mar,
A onda se dissipa, e se renova,
Eu jamais deixarei de te amar.
Amor: escuta!
As montanhas aos falam,
Não calam, eternizam...,
- pacificam
Elas nos ensinam:
olhar de cima,
e para cima.
Cada montanha é um poema,
- é celebração de vida
Que traz o carinho que serena.
Amor: entenda!
As montanhas aos olhos brilham,
Escrevem, são histórias...,
- registros
Dos triunfos e glórias,
- da nossa existência
Elas nos concedem:
o olhar sublime,
a visão do limite.
Cada montanha é oração,
Que eleva o coração.
Amor: reflita!
As montanhas nos aproximam.
Nos elevam, conduzem
Para mais perto do universo,
- reafirmam a coerência
Da paciência, da fé,
Que o ser humano tanto precisa
Para ficar em pé...,
Diante das auroras e dos poentes,
Assim devemos ser como elas:
Pujantes e persistentes.
Porque quando lhe chamo amor:
eu chamo por mim mesma.
Chamo pela fé ao teu esplendor,
Que me levará aos pés de León,
De joelhos e com as mãos em prece,
O meu coração é um carmelo,
A minh'alma não se prosta,
- não esmorece
Pelo bem do ser humano,
Trabalhar por Ele é o meu plano;
Virar o jogo, mudar o rumo,
Plantar mil primaveras,
Semear vitórias,
Aprendendo com a tua beleza,
- e a tua firmeza
Ir além do Mosteiro de São Marcos,
Transformar todos os desafios,
em obstáculos superados.
Respirando a brisa noturna,
E a leveza de todo o amor;
Olhei para o universo,
Procurando pelo meu amor.
Ainda vive no peito,
Nem o tempo acabou,
Com esse grande amor,
Que um dia ainda toma jeito.
O verbo se fez presente,
Emanado pelo coração,
Pedindo o teu amor ausente,
A tua volta através da oração.
As estrelas são letras do céu
Como as tuas letras feitas de mel,
Você é a calma que me falta
Sem você perco até a alma.
Ainda vive aqui dentro
Como rosas de todas as cores,
A lembrança e o soneto.
Por ti ainda morro de amores,
Mas sempre em poesia,
Nascendo, morrendo e ressuscitando
Em letras e com todas a letras,
Para que me guardes e nunca me esqueças.
Um sopro de amor
Um barulhinho do mar
Gostinho de tardinha
Pairando leve pelo ar
Tardinha de brisa
Cheiro de amor
Carinho a tardinha
Em pleno fragor
Tardinha sertaneja
De ternura e beleza
Colocando na mesa
A doçura de amor
Tardinha tão suave
Tão sua e tão minha
Tardinha, ai que maldade!
Já está deixando saudade...
Percebo o amor chegando macio,
Bem devagarzinho, ao jeito,
Ao ponto de me fazer crer nele,
E no universo íntimo e acalorado.
Eu busco no calor das tuas mãos,
No aconchego das tuas letras,
Ser mulher, ser poesia e ser alma;
Ser tua – nua – e com muita calma.
Sinto como nunca tivesse ido,
Bem devagarzinho, ao ponto,
É o jeito de me fazer crer nele,
E no juramento sussurrado.
Eu busco no calor do teu peito,
O alento que só ele pode dar,
No ritmo do teu jeito de amar,
Não canso de te buscar...
Amar é condição que se assume,
- é sopro de vida – é existir;
Um doce viver para alguém,
É dádiva de querer além do Bem.
Amar é santidade,
- liberdade
De viver de eternidade.
Amar é sobriedade,
- liberdade
De viver além da felicidade.
O tempo nunca será maior,
Do que o amor,
O tempo é senhor,
Mas tem princípio, meio e fim;
O amor é a eternidade dizendo
Que tu nasceste para mim.
Dizem que o tempo corrói o amor,
Contesto o que dizem sobre o tempo!
O tempo é o tempero do amor,
Ele é aliado – inefável – e o faz superior;
Não vire as costas para o tempo,
Ele é quem ressuscita o amor.
O tempo é senhor de sabedoria,
Ele tem didática própria,
Para nos ensinar a escrever,
- a nossa história;
Nos tira a retórica,
E faz de nós amantes da vitória.
Amor, escuta o barulhinho:
é o vento anunciando...
Que estou voltando...,
Para ter o teu carinho,
Estou novamente no caminho,
Que eu estava quase deixando,
Pensei que havia esquecido,
Dos nossos planos constituídos,
Dos sonhos e dos corais,
Do nosso profundo oceano,
E dos beijos mais fatais...
Trago este rimário,
Meu relicário,
Abrigado no tempo,
-de volta-
Ao berço do amor,
O nosso templo
Com cheiro de flor
- por nós protegido-
Feito um sacrário.
Amor, escuta o barulhinho:
sou eu que acabei de chegar!
Eu nunca deveria ter ido,
Por isso resolvi voltar...,
Para nunca mais ir embora,
Para amá-lo com gala e glória,
Eternizar a nossa história,
Em linhas intimistas,
De épica em épica,
A batalha poética,
Que a minha ousadia penou,
Só para docemente te conquistar.
Dulcíssimo sonho de amor,
Sigo contigo com louvor,
O meu coração ainda estremece,
- Por ti, só por ti!-
Fui que eu te escolhi,
Entreguei o melhor de mim,
Para você eu só digo sim,
Meu doce serafim,
Quero você inteiro para mim.
Ainda há de pousares como
ave gentil em minha mão,
Quero o teu coração!...
Ainda hei de ser tua
com sutil destreza,
E com toda a grandeza...
Temos todas as potências,
Recebemos todas as clemências,
Deus sempre perdoa um amor,
Trago em mim a tua cor morena,
Divina miragem que não dissipa
- e ninguém apaga
Loucura serena que me excita,
- e me deixa suplicante
Vou fugir contigo para uma terra distante...
Diante de ti nada se desmantela,
O teu amor é a minha segurança;
Você coloca os meus pés na terra.
A tua voz, oceano tranquilo,
O meu ciúmes um desatino,
És feito todo de carinho.
Diante de nós, o mundo se curva,
No coração carregamos brandura;
A nossa fé esbanja grande bravura.
Efígie e santidade,
Mar do Tahiti,
Nunca te esqueci.
Presença que não dissipa,
E nem faz a alma aflita,
É na eternidade do peito que tu habita.
Claríssima luz de Nosso Senhor,
Carinhosa Mãe do meu amor.
Carrego-te com todo candor,
Clariana oferenda assim eu sou.
Jardineira da devoção,
Cada vez que oro o ofício,
Bate forte o meu coração,
Numa clariana forte canção.
Carrego-te com doce louvor,
Carinhosa Filha do Senhor,
Claríssima luz em esplendor,
Clariana nasci, eu sou o que sou.
Orando no paraíso terrestre,
Persisto num mundo celeste,
Não desisto, persisto e insisto
Na oração eu encontro o sentido.
Caminhando pelo mundo sou peregrina,
Nada me prende, tenho o Deus da vida.
Caminhando pelo mundo sigo infinita
- semeando
A Palavra, a Verdade e a Vida.
Maviosa flor do meu amor,
Cintila em tom purpúreo,
Maravilhoso é o teu amor,
Refugiados do mundo,
Juntos escrevendo o verso
No universo íntimo, protegido.
Carinhosa trova sabor de beijo,
Passa, não passa e repassa
Pelo melhor que a língua tem:
- a tua suave e discreta boca
Que por ela morro, permaneço
Entrego-me em poesia quase louca.
Amorosa amante não desfaço,
Da minha posição extrovertida;
Pegue cada poema, toque a lira,
Determinada pelo destino, criativa,
A matar-te de amor no bom sentido
Não deixando-te nenhum pouquinho
Satisfeito sob o meu corpo feminino.
