Desculpas aos Pais
Nenhum país cresce alimentando a violência: defender a lei e a moral é o único caminho para a verdadeira liberdade.
Construir um país melhor exige integridade e responsabilidade fiscal, priorizando o bem-estar da população acima de interesses particulares e ilícitos.
Ter um bom caráter e cultivar boas condutas no dia a dia é o verdadeiro legado que pais e mães deixam para seus filhos e para as futuras gerações.
"A maior herança que os pais podem deixar aos filhos não são riquezas materiais, mas o exemplo de uma vida de integridade, fé e oração."
"O verdadeiro orgulho de um país não vem do tamanho do seu Estado, mas da dignidade, da fé e do trabalho do seu povo."
"Pátria é a terra dos nossos pais, a história das nossas famílias e o compromisso de deixar um país mais forte para quem ainda vai nascer."
"A verdadeira transformação de um país não vem da força, mas da união entre valores morais sólidos, educação de qualidade e oportunidades honestas para todos."
"Um país forte se constrói com cidadãos de caráter nobre, onde o trabalho justo devolve a esperança e a dignidade a cada família."
O país das maravilhas estava em uma toca de coelho.
O Reino de Agartha dentro de um buraco terrestre.
O mundo encantado de Nárnia dentro de um guarda-roupa.
O paraíso prometido pode estar onde menos imaginamos?
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
O Mito dos "Pais Gente Boa"
Alinny de Mello
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Uma das maiores ironias da convivência em sociedade é a facilidade com que as aparências conseguem silenciar os fatos. O julgamento público é, por definição, superficial; ele se alimenta do espetáculo, da cordialidade de fachada e do verniz social que os piores tiranos domésticos costumam manejar com maestria cirúrgica. Nada ilustra melhor essa miopia coletiva do que o comentário displicente dos de fora: *“Nossa, os pais de vocês são gente boa demais.”*
Essa frase, proferida por vizinhos, conhecidos ou parentes distantes, funciona como um tapa duplo na cara de quem sobreviveu ao inferno. Primeiro, porque revela a total incapacidade do observador casual de enxergar além do óbvio. Segundo, porque expõe a genialidade perversa do opressor, que sabe perfeitamente quando guardar o chicote e o facão para vestir a máscara da simpatia, da simplicidade ou da conveniência comunitária na calçada. Para o mundo, o monstro é um homem trabalhador, um vizinho pacato, um acumulador exótico ou apenas um idoso pitoresco. A cúmplice é vista como uma senhora sofrida, uma mãe de família dedicada, alguém de fala mansa.
O que a sociedade se recusa a entender é que o sadismo raramente se exibe em praça pública. Ele necessita das paredes de casa, do isolamento e do silêncio das testemunhas para operar em sua potência máxima. Quem vê o aperto de mão caloroso no portão não imagina o crânio vibrando com o impacto da lapada na madrugada. Quem elogia a "simplicidade" daquela dinâmica familiar não faz a menor ideia da terra cavada na sala para servir de pira funerária, nem do sal jogado na carne crua de uma criança de oito anos sob o pretexto de cura.
Essa desconexão entre a percepção externa e a realidade factual produz um tipo muito específico de isolamento para as vítimas. Ouvir que os seus torturadores são "gente boa" é uma tentativa involuntária do mundo de invalidar o seu sofrimento, como se a dor experimentada fosse um delírio, um exagero ou um desrespeito à sagrada instituição da paternidade. A sociedade tem um medo quase patológico de admitir que existem pais que odeiam, que destroem e que usam os filhos como laboratório de suas próprias frustrações e loucuras. É mais confortável para o senso comum acreditar na bondade ensaiada do agressor do que encarar o abismo da perversidade familiar.
No entanto, a validação da nossa história não depende do diagnóstico de quem olha de fora. O tribunal dos vizinhos é irrelevante diante da crônica irrefutável das cicatrizes. Deixar que as pessoas elogiem a fachada sem se dar ao trabalho de corrigi-las é, também, uma forma de distanciamento cínico e saudável. Eles que fiquem com o teatro; nós ficamos com a liberdade de saber exatamente quem são os atores quando as cortinas se fecham e as luzes se apagam. Os dois, afinal, encontraram o público que merecem para a peça que decidiram encenar.
Como o julgamento alheio consegue ser tão facilmente manipulado por uma encenação de bondade? Até que ponto a necessidade da sociedade de acreditar na pureza dos pais a torna cega e conivente com a barbárie que acontece do outro lado da parede?
É, ISSO QUE SEMPRE OUVIMOS DAS PESSOAS: 'SEUS PAIS SÃO GENTE BOA...'
QUANDO O ESTADO VIRA A COSTAS PARA FILHOS COM PAIS INSANOS
Alinny de Mello
Agradeço a cada um de vocês por acompanharem esta anatomia das relações mais densas da nossa existência. Antes de encerrarmos esta sequência de reflexões, reitero o convite para que conheçam a minha página no Pinterest. É lá que mantenho o acervo dos meus e-books e organizo os tópicos que debatemos aqui. Não deixem de acompanhar as atualizações semanalmente para que possamos continuar jogando luz sobre as engrenagens ocultas do comportamento humano.
O conceito de liberdade, quando forjado no interior de um ambiente de destruição sistemática, difere substancialmente da definição idílica dos dicionários. Para mim e para os meus irmãos, ser livre não significou a ausência de cicatrizes, mas a conquista da autonomia sobre os nossos próprios destinos. Nós vencemos os pesadelos, domamos os traumas e estabelecemos uma distância profilática do epicentro do caos. Sobrevivemos ao que chamo, sem qualquer receio de exagero analítico, de um holocausto familiar. Contudo, a independência factual não nos concede imunidade diplomática contra a insanidade alheia; a libertação está consolidada, mas a necessidade de vigilância permanece intacta.
É profundamente doloroso constatar que, mesmo após termos reconstruído as nossas vidas longe daquele perímetro, a proximidade daquelas duas figuras ainda represente uma ameaça latente. A dor não vem mais do chicote ou do facão mecânico, mas da certeza racional de que a perversidade e a loucura deles são forças dinâmicas, perfeitamente capazes de articular novas conspirações sob qualquer pretexto, a qualquer momento. Nós conhecemos a engenharia daquela aliança neurótica; sabemos que o ódio que partilham entre si é frequentemente canalizado na tentativa de nos destruir.
Essa vulnerabilidade é amplificada pela falência gritante das instituições que deveriam oferecer salvaguarda jurídica. Quando decidimos acolher e cuidar da nossa mãe no período mais agudo de sua degradação mental, fomos confrontados com o ápice do perigo: ela empunhou uma faca na calada da madrugada, tentando desferir golpes contra um dos meus irmãos. Diante da ameaça de morte iminente e concreta, buscamos o Estado. A resposta que recebemos na delegacia de polícia foi o silêncio burocrático e a negligência institucional. O delegado recusou-se a registrar o boletim de ocorrência, negou-se a lavrar uma simples nota, demonstrando a total incapacidade das autoridades de decodificar a violência quando ela se apresenta sob o manto da senilidade ou do transtorno psíquico. Ficamos por nossa conta, como sempre estivemos na infância.
É nesse vácuo de proteção oficial que opera a inversão mais perversa da nossa história. Diante da cegueira social e da inércia estatal, os papéis são magicamente trocados pelo senso comum: os verdugos históricos são promovidos a vítimas indefesas, enquanto os filhos, que sangraram na infância e estenderam a mão na velhice, são carimbados como os vilões frios e ingratos. Ninguém na vizinhança, na delegacia ou nos círculos sociais distantes se dá ao trabalho de compreender o contexto estrutural do nosso calvário. Desconhecem o peso do sal na carne viva, as madrugadas de tremor involuntário e a tentativa de homicídio no útero. Julgam a nossa legítima defesa utilizando a régua hipócrita de uma moralidade que nunca precisou ser testada em um porão de torturas.
Deixar este relato registrado não é um ato de apego ao passado, mas um documento de autodefesa e um manifesto de sobrevivência. Nós saímos daquela trincheira por mérito próprio, arrancando a nossa sanidade das garras de um sistema doméstico feito para nos aniquilar. Estamos livres da tirania diária, mas permanecemos atentos às fronteiras do nosso sossego. Se o mundo prefere comprar a narrativa vitimista de quem nos agrediu, que compre; a nossa verdade não necessita do aval de burocratas ou de espectadores casuais para permanecer irrefutável.
Como lidar com a constatação de que as estruturas do Estado são frequentemente analfabetas para ler a mecânica do abuso familiar? Até que ponto o preço da nossa paz definitiva exige que aceitemos o papel de vilões no teatro da ignorância alheia?
Tomem nota!
Todos querem ser Presidentes do país, mas poucos estão dispostos a ser verdadeiramente Presidentes do povo. Porque liderar não é apenas ocupar uma cadeira de poder, mas assumir a responsabilidade de servir, ouvir e defender os interesses de quem confiou em nós.
O poder é um cargo; servir o povo é uma missão! Gelvandro Ngola ✍️
O Brasil é gigante.
O Brasil é um país gigante,
e não do tamanho de quem
com outros olhos o vê.
Se és alguém que crê
que ele é um país pequeno,
o minúsculo é [você].
É uma piada de extremo mau gosto que, em um país onde carecemos de coisas tão básicas como saúde, segurança e dignidade, políticos gastem milhões em campanhas justamente para encobrir todas essas carências.
“Um país que não valoriza seus professores está condenando o próprio futuro à ignorância.”
Feliz dia dos Professores!
Crianças sem educação e que fazem o que querem, com pais e mães omissas e subimissas molengas sem didáticas, deixam de alinhar-se com os planos de Deus, como assistentes do capeta.
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