Desculpas Amor Nao Correspondido

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O que foi àquilo que fizemos ontem?
Foi uma dança?
Foi uma música?
Talvez uma poesia com os nossos corpos?
Aquilo tudo foi envolvente, encantador.
Pronto, sei bem o que foi.
Foi um ritual para nos transformar em apenas um!

Gratidão em ter tido você!

Com sorriso no rosto
Escrevo pra ti
Infelizmente acabou
Talvez não pra sempre,
Minha tão grande felicidade
Motivo maior tem
Não por ter te esquecido
Nunca esquecerei
Deveria estar triste
Talvez seja o final
Mas triste não posso estar
Pois eu vivi,
Eu senti
Eu amei
Desde o primeiro beijo
O primeiro toque
Sentimento tão maravilhoso
Não deve virar tristeza
Mas felicidade
Melhor ainda
Gratidão
Gratidão por te sentido
Mesmo nos poucos instantes
Eu te amei.

Vou contar um segredo
Eu quebrei meu relógio
Só conto os segundos
Se eles forem nossos

Lembranças são como passaportes que nos permitem viajar na máquina do tempo para reencontrar pessoas e reviver momentos. Na bagagem, levamos a mesma saudade.

E a vida é feita de tentativas... de acertos e de erros, de esperanças com surpresas e decepções, de alegrias e tristezas, algumas vezes de sofrimentos que não valem a pena, mas que o coração insiste em esperar e sofrer... mas o que realmente importa é não desistir de viver, de buscar a felicidade em cada momento, em cada segundo que vivemos, é saber que a felicidade não está no outro e sim dentro de nós mesmos, e que por mais que você se decepcione e sofra a vida continua com muitas magias acontencendo em diversos outros lugares e que basta se libertar e se entregar pra poder enxergar a beleza de tudo o que está a nossa volta e poder viver intensamente o melhor que a vida tem a oferecer!

Me apaixonar por você foi sem duvida o melhor banho de chuva que já tomei e causou o maior resfriado que já tive.

E é suposto eu esperar enquanto você sai com meninos e se apaixona por outra pessoa, se casa...? - Sua voz estreitou. - E enquanto isso, eu vou morrer um pouco mais a cada dia, observando.

Cuidado! Rótulos bonitos enganam com frequência.

Existe tanto relacionamento que ambos se traem, que e
estão juntos só por estar, até mesmo por algum "status" imaginário, sem um pingo de amor na relação, até mesmo, as vezes morando de frente para o outro. Mas comigo é diferente, enfrento dias de angústia por excesso de saudade, alguns meses sem poder se ver, enfrentando horas e horas dentro de um ônibus só pra ver meu amorzinho, coisa boa!

Converta escuridão em Luz, amargura em doçura.

Tá espalhando por aí que eu esfriei, que eu tô mal
Que eu tô sem sal, realmente eu tô
Sem saudade de você
Eu já fiz foi te esquecer

Acho que foi em 1993. Numa entrevista _ histórica_ pra MTV, Renato Russo disse a Zeca Camargo que achava lealdade mais importante que fidelidade. Eu era menina, mas lembro que gravei a entrevista numa fita VHS e revi inúmeras vezes, me intrigando sempre nessa parte.
Eu entendia pouco acerca do amor, dos afetos, da durabilidade das relações. Mas Renato Russo me influenciava _ numa época em que meu pensamento ainda estava sendo moldado_ e eu tentava, imaturamente, entender aquela declaração.

Isso foi há vinte anos. De lá pra cá, relações se construíram e desconstruíram na minha frente. E vivendo minha própria experiência, finalmente consigo entender, e de certa forma concordar, com Renato Russo.

A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados mas temos que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. Já a lealdade_ permeada pelo vínculo, vontade e emoção_ é o pacto que se firma não por valores morais, e sim emocionais. É conexão "wi-fi: fidelidade sem fio", que faz com que eu permaneça unida a você independente da existência de condutores ou contratos. Permaneço em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.

Amor nenhum se atualiza sozinho. O tempo passa, a gente muda, o amor modifica. E nessa evolução toda, a única tecla capaz de atualizar e permitir a duração do amor, é a tecla da lealdade. É ela que conta ao outro que estou mudando, que não gosto mais daquele apelido, ou que aquela mania de encostar os pés gelados em mim embaixo do cobertor ficou chata. É ela que diz que eu gosto tanto do seu cabelo jogado na testa, por que é que não deixa sempre assim? Ou que traduz que tenho medo de te perder, mas ainda assim preciso lhe contar que na época da faculdade usei drogas, pratiquei magia ou fiz um aborto. É ela que permite que coisas ruins ou não tão bonitas encontrem um refúgio, um lugar seguro onde possam descansar em paz.
É ela que faz o amor se atualizar e durar...

Lealdade é não precisar solicitar conexão. É conectar-se sem demora, reservas ou desconfianças. É compartilhar a senha da própria vida, com tudo de bom e ruim que lhe coube até aqui.
Leal é quem conhece as fraquezas, revezes, tombos e dificuldades do outro e não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta sua imperfeição e o ajuda a se levantar.
Leal é quem lhe defende na sua ausência.
É quem prepara seu terreno, se preocupa com sua dor, antecipa a cura;
Leal é aquele que é fiel por opção, atento ao amor que possui, zeloso com o próprio coração;
É quem não omite o próprio descontentamento, mas aponta o que pode ser feito pra não se perder...

Então sim, eu concordo com Renato Russo e acho que deslealdade separa mais que infidelidade. Pois não adianta não trair por fora, se traio o amor por dentro. Se tenho medo de arriscar e polpo meu afeto de se conhecer por inteiro; se não tolero meu caos e vivo uma mentira imaculada. Se não absolvo minha história nem perdoo meu enredo, desejando fazer dele uma fábula fantasiosa aos olhos de quem amo. Se contrario minha vontade e disposição e omito minhas intolerâncias pra não ferir _ me afastando silenciosa e gradativamente até a ruptura. Se me apresento por partes_ as melhores ficam aparentes, as nem tanto eu omito_ e não permito ser conhecido.

Finalmente, se não confio a ponto de compartilhar a poltrona do carona_ ao meu lado_ reservando apenas o banco de trás ( e olhe lá!) à minha companhia nessa viagem...

Podemos ter amigos, família, namorado, colega de trabalho. Sempre temos alguém ao nosso lado, mas no final das contas, somos solitário nesse mundo.

Se você não acredita em si mesmo, quem acreditaria em você?

Não adianta procurar em alguém aquilo que te falta. Pois não achá-la. Deve ser autossuficiente acima de tudo.

Sabe aquele rodízio de companhia? Achando que a pessoa não é para você? Talvez a problema seja si mesmo.

Valorize-se!

CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.

Ela é um diamante em meio a esse monte de bijuteria

Hoje é dia de sorrisos,
de abraços e beijos
de café com os amigos
trabalho e diversão
hoje é dia de encontros
hoje é dia de ser feliz...

“” O silêncio parece refúgio,
Quando a alma teima em gritar
E mesmo calado
O grito é apenas um eco do desejar
É só uma esperança que tudo dê certo...””

❝ ... e um dia de ternuras magníficas resplandece ... trazendo a divindade da paz e da alegria ... com o coração feliz ... com a alma em pleno estado de serenidade e harmonia ... recebemos este dia de bençãos abençoado pelo amor e pelo carinho de Deus ! ❞

Quando uma mulher fala muito é porque ela está preocupada.
Quando uma mulher está brava, é porque ela confiou em você e foi decepcionada.
Quando uma mulher faz perguntas, é porque está tentando esclarecer as coisas.
Quando uma mulher fica calma, apenas está deixando as coisas passarem. Está cedendo.
E quando ela não fizer nenhuma das coisas acima, basta saber que você a perdeu.

Estado civil
Solteiros: 1 e 1
Casados: 1+1=1
Separados: 1-1=0
Divorciados: 1-2=(-2)
Viúvo(a): 1-1=1