Desculpas Amor Nao Correspondido
O Encontro com o Trem Amigo
Certo dia, Leo está muito frustrado porque não consegue parar um tique de piscar os olhos. Ele abraça seu boneco de trem favorito.
Na sua imaginação, o trem ganha vida. Era o Vaporinho, um trem gentil, de apito suave e rodas coloridas.
Vaporinho diz:
“Sabe, Leo… às vezes eu também solto vapor sem avisar ou dou um solavanco nos trilhos. Trens não precisam ser perfeitos para seguir viagem. Eles só precisam continuar.”
Thomas ensina Leo a lidar com a ansiedade”
"O trem amigo mostra a Leo um jeito carinhoso de se acalmar quando o corpo fica agitado."
Momentos
A vida não se mede em anos,
mas nos instantes que tocam o coração.
Na mesa compartilhada, no riso solto,
no abraço que cura sem explicação.
Amizades chegam, outras mudam,
a família cresce, se transforma, se refaz.
Cada ano é um novo desenho do tempo,
nada igual ao ontem, tudo aprendizado de paz.
Tudo passa — é verdade.
As dores, as festas, os dias difíceis também.
Mas fica a força que nos sustenta,
e a fé que nos faz ir além.
O segredo da vida é simples e profundo:
saber estar inteiro no agora,
guardar momentos como quem guarda luz,
e agradecer — hoje, antes que vire memória.
Porque a vida é feita de momentos únicos,
e amar é o jeito mais bonito de viver.
Educar não tem prazo de validade.
Experiência não envelhece — amadurece.
Uma escola inclusiva também inclui quem educa.
Gotinhas de Amor
Cada encontro é único.
Cada história acontece no tempo certo.
A agenda não é corrida — é cuidada.
Gotinhas de Amor que Acolhem
onde a educação acontece com presença, afeto e sentido.
Pensamentos🌹
Quando sobreviver não basta
Sou uma mulher de fé.
E fé não me impediu de sofrer — me impediu de desistir.
Amei, construí família, cuidei de quem precisava de mim.
Perdi pessoas, perdi um casamento, perdi um negócio, perdi o chão.
Houve momentos em que não vivi — apenas aguentei.
Aprendi que nem tudo que acaba foi fracasso.
Algumas histórias terminam porque só um lado continua sustentando.
Não carrego raiva.
Carrego saudade do que foi bom e luto pelo que poderia ter sido.
Isso não me enfraquece — me humaniza.
Hoje, aos 60 anos, não busco glamour nem aplauso.
Busco dignidade.
Um lugar simples para viver.
Contas que caibam no bolso.
Silêncio que cure.
E paz no espírito.
Entendi que recomeçar não tem idade.
Tem coragem.
Não preciso provar nada a ninguém.
Só preciso continuar fiel a quem eu sou.
E sigo.
Com fé, com cicatrizes e com vontade de crescer.
Às vezes a gente acha que ajudar é ter tudo resolvido, mas não é.
Ajuda de verdade vem de quem atravessou e continuou humano.
Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira
O aprendizado não é só da criança — é do adulto também, que aprende a persistir, perguntar e continuar mesmo quando o caminho parece difícil.
“O futuro não se vê inteiro.
Ele se constrói passo a passo.”
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨
Marés da Adolescência
Voz, Identidade e Projeto de Vida
Porque educar não é apenas ensinar conteúdos —
é construir caminhos, dar voz e transformar vidas.
A força de Sansão não estava no "cabelo", mas do segredo no secreto... se não há vida no secreto, haverá morte publicamente.
Se a maior arma de alguém for a paciência (lembrando que não é normal elogiarem munição) por que razão fazer de pressa uma bala de canhão?
Não se dá um bumerangue à um peixe.
Não se mergulha um gorila ao oceano.
Não se dá asas à um leão.
"Você não é o que carrega nas mãos, é o que pulsa no peito.
Respirar não é rotina, é privilégio.
Ver, ouvir e sentir não são garantias, são milagres.
Não espere perder o fôlego para entender o valor de cada suspiro."
