Desculpas Amor Nao Correspondido
Aprendeu o que era liberdade quando, pela primeira vez, nomeou as suas prisões.
Não foi um gesto suave: foi uma descoberta dura, como arrancar uma raiz que já se enraizou no peito.
Viu que ignorância não é ausência de saber, mas uma cela que nos impede de ver o mundo inteiro; que hipocrisia é a máscara que nos rouba a face e nos faz viver em duplicidade; que avareza transforma o coração em cofre e a vida em cálculo; que ambição sem limite é uma corrente que puxa para longe do que importa.
Reconheceu também as prisões mais íntimas: o ódio que corrói, a vergonha que paralisa, a vingança que envenena qualquer possibilidade de recomeço.
Liberdade, então, deixou de ser palavra vazia e passou a ser tarefa: desfazer nós, abrir portas, aceitar a dor do corte para que a respiração volte a ser inteira.
Não é fuga. É escolha. É olhar para dentro e recusar o que nos reduz. É aprender a viver sem trancar a própria alma.
A verdadeira liberdade não chega como presente. Nasce do trabalho de reconhecer cada prisão, nomeá‑la, enfrentá‑la e, quando possível, perdoá‑la.
Quem faz isso não se torna imune ao medo, mas deixa de ser prisioneiro dele.
E nessa saída, encontra-se o espaço onde a vida pode, enfim, ser vivida com coragem e verdade.
Aprendeu o que era liberdade quando descobriu quais eram Suas prisões.
Um dia quando eu me for não vá pensar; “Ela tentou e nunca conseguiu chegar em seus objetivos!” mas pense, “Apesar dela não ter conseguido chegar onde queria, ela nunca desistiu de lutar.” esse é o real sentido da vida, nunca desistir, mesmo com a inserteza de conseguir.
"Não existe nada melhor que o respeito à opinião alheia, fazê-lo, nos poupa o tempo de convencer um idiota, de quê está errado..."
Se você precisa se mostrar menos do que é, para ser aceita em um lugar, você não pertence àquele círculo.
Rubennita Olyndo
31/12/2025
As emoções e sentimentos não se distanciam da verdade pelo simples de nos guiar nas decisões que tomamos. Sendo, a maturidade o equilíbrio de sua aceitação.
Quando uma pessoa realiza algo fora da linha da normalidade mediana que outras escolheram e se acostumaram, fatalmente irá despertar nelas, seu pobre sentimento de avidez maquiado.
Digestão “Vs” Bulimia Mental
Às vezes suportamos as procuras, mas não conseguimos nos encontrar com a própria verdade que nos cabe enxergar e nos relacionar.
Devemos liberar o caminho para nossa verdade e fazermos amizade com a maturidade e assim, não nos apoiarmos nas transferências por sua falta.
Não sejamos os que alimentam a bulimia mental do que entra e sai, sem digestão!
A espiritualidade não é uma escolha humana, e sim uma de suas dimensões por ser ela mesma, nossa “condição do ser”.
Quando você descobre o que gosta de fazer, faça, e, se não souber como se expressar seu verdadeiro eu, peça uma orientação pois, não se conquista algo desejado sem paz de espírito!
Ser bom e não ser egoísta para algumas pessoas, infelizmente, não é um estado permanente, mas um esforço diário pois, ao se recusar dialogar com o próprio interior, torna-se medíocre e prisioneira de sua própria sombra; mesmo sob a luz.
Responsabilidade não é discurso. É o que sobra quando o álibi cai — e a verdade incomoda quem construiu a própria imagem sobre conveniências.
O Engodo da Perfeição
Da glória o cume, íngreme e isolado,
Não cobiceis com sôfrega loucura;
Que a perfeição é pérfida tortura,
E o esforço extremo, prêmio malfadado.
Melhor é o posto nobre e afeiçoado
Entre os eleitos, com maior ventura,
Do que ser o "Primeiro" em amargura,
Por um só fito ser escravizado.
A lei do pouco ganho e muito custo
Castiga quem o topo almeja, insano,
Tornando o viver breve e o fardo injusto.
Sede, pois, sábio, ó passageiro humano: Diversificai o dom, tornai-vos robusto,
Que a paz reside longe do tirano.
Não faço contas com o que restou de mim.
O que sobra não me define, não me exige,
não é raiz nem sombra — é apenas pó disperso.
O tempo não é um espelho retrovisor,
é um rio que arrasta lembranças até o mar do esquecimento.
E eu, navegante, aprendi a não confundir
os dias que florescem agora
com os fantasmas que já foram apagados da memória.
O passado não me prende,
não me dita, não me molda.
Sou feito da chama que insiste em arder no presente,
sou o instante que se ergue,
sou o corpo que se recusa a carregar ruínas.
O que ficou para trás é silêncio.
O que pulsa aqui é verdade.
E a verdade é que sigo inteiro,
mesmo sem as partes que o tempo devorou.
