Descrição do Amor
Eu sei que o primeiro beijo é algo importante na vida de um casal, mas ele precisa ser apenas uma vírgula dentro de uma grande história.
Não tenha medo de errar, pior é passar o resto da vida sem saber como seriam as coisas por medo de tentar.
Diminuta.
Eu sustenido,
Você bemol.
Encontremo-nos em um tom,
Seja Lá ou cá,
Talvez em Sol.
Eu maior,
Você menor.
Será minha terça?
Procuro-lhe nas escalas
Por favor, apareça!
Eu grave,
Você aguda.
Nota que eu não encontro.
Talvez diminuta
Ou nota muda?
Palavras são apenas
representações simbólicas,
que liberamos na comunicação,
na maioria das vezes, sem expressão
e sentimentos, sem razão e conhecimento,
sem emoção e verdade,
por isso é que declarações de um verdadeiro amor,
não se concebe por letras,
mas por simples ações silenciosas.
A eternidade… Gostaria de eternizar a sensação de ter por perto, tentar imitar o teu toque que vem deixando um relevo de arrepios em minha pele tal como um lápis marcando e eternizando as palavras dentre as linhas. Ainda tens coragem de falar que não sabes fazer poesia? Impossível, impossível falar que o brilho de seus olhos irradiando os raios de beleza do teu sorriso não é poesia, simplesmente impossível de dizer que não é poesia o toque de seus lábios em minha pele causando arrepios até na minha alma não é poesia. É que por fim… Jamais existirá saudade entre nós. Pois, não têm como existir saudades se os “relevos” da sua poesia nunca saíram de mim e ainda existe uma parte de mim que se enrolou entre as curvas dos seus cachos, propondo a você a minha presença mesmo estando de longe de ti. “Louco para sentir a essência novamente” e enfim saciar a “sodade”.
O Ser humano tem a capacidade sentimental de amar e desenvolver a compaixão, e pode chegar a indiferença e crueldade.
Escolha a sua.
Tem Gente que vai passar por esse Plantea Terra e não viverá, pois estará muito ocupado olhando o próprio umbigo.
"Mulheres de verdade"
Uma mulher de verdade não tem medo de falar o que pensa, pois sempre pensa antes de falar, uma mulher quando passa dos Trinta anos, tem atitudes que apenas no olhar percebemos, não precisa ser vulgar para conquistar ninguém, ela seduz com roupas apropriadas, com assuntos interessantes, e com um olhar predominante. Me cansão as beldades cheias de jovialidade, as mulheres maduras são intensas, mas na medida certa.
Mulheres deixam de ser meninas, quando não se importam mais com o que os outros vão pensar... Mulheres deixam de ser mulheres, quando o amor pela vida acabar.
Que todas as mulheres não se esqueçam, "amem como uma menina, e se entreguem aos seus prazeres como uma mulher"
Jovem sois tu que no amor acreditar.
"Impossível não acompanhar a sua vida, sempre algum detalhe respinga em mim, qualquer um que seja, sempre alguma parte sua chega até a mim, e diante de tanta informação, apenas penso em reflexão, você não foi, você sempre será o meu grande amor"
O ÓDIO SOB A ÓTICA ESPÍRITA E SEUS EFEITOS PSICOLÓGICOS.
O ódio, à luz da doutrina, não é apenas um sentimento moralmente reprovável. É um estado vibratório de profunda desarmonia que compromete o equilíbrio do Espírito e repercute diretamente sobre o corpo físico por intermédio do perispírito.
Em "O Livro dos Espíritos", questão 886, lê-se que o verdadeiro sentido da caridade é benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas. O ódio, portanto, é a negação prática dessa tríade moral. Ele fixa a consciência no passado, cristaliza a dor e impede o avanço espiritual. Não se trata apenas de falha ética, mas de estagnação evolutiva.
Dimensão Espiritual do Ódio
Segundo a perspectiva espírita, o Espírito é um ser em progresso contínuo. Emoções densas como o ódio produzem condensações fluídicas no perispírito, que é o envoltório semimaterial da alma. Esse envoltório, ao sofrer perturbações prolongadas, transmite ao corpo físico estados de tensão persistente.
A literatura doutrinária, inclusive nas reflexões de Léon Denis, esclarece que pensamentos reiterados estruturam formas mentais que se agregam ao campo vibratório do indivíduo. O ódio reiterado torna-se um circuito fechado. A criatura passa a nutrir-se da própria amargura. Forma-se um processo de auto obsessão, no qual o ofensor já não é necessário para que o sofrimento continue.
Efeitos Psicológicos
Sob o prisma psicológico, o ódio prolongado gera:
Ruminação mental persistente. A mente retorna compulsivamente ao fato que gerou a ofensa.
Alterações fisiológicas crônicas, como elevação constante de adrenalina e cortisol.
Rigidez cognitiva. A pessoa perde a capacidade de interpretar os fatos com elasticidade.
Identificação com a dor. O sujeito passa a definir-se pela ofensa recebida.
A psicologia contemporânea demonstra que emoções hostis mantidas por longo período estão associadas a transtornos de ansiedade, quadros depressivos e distúrbios psicossomáticos. O Espiritismo acrescenta que tais estados podem abrir campo para processos obsessivos, conforme analisado em "O Livro dos Médiuns", quando há sintonia vibratória com Espíritos igualmente perturbados.
Lei de Causa e Efeito
O ódio também se insere na dinâmica da lei de causa e efeito. Não como punição externa, mas como consequência natural. Ao odiar, o Espírito compromete sua própria paz. A desarmonia interior torna-se campo fértil para experiências regeneradoras futuras, inclusive por meio de reencontros reencarnatórios com aqueles a quem se ligou pelo ressentimento.
A reencarnação, portanto, surge como pedagogia divina. O desafeto de hoje pode converter-se no filho de amanhã. O adversário pode retornar como irmão consanguíneo. A providência espiritual não visa castigar, mas educar.
Superação
A superação do ódio não é repressão emocional. É transmutação. O perdão, segundo a ótica espírita, é libertação íntima. Não significa concordância com o erro alheio, mas recusa em manter-se prisioneiro dele.
A prática da oração, da vigilância mental e da reforma íntima modifica a frequência vibratória do Espírito. A disciplina do pensamento reorganiza o perispírito. O hábito do bem dilui gradualmente as cristalizações emocionais.
O ódio corrói, paralisa e obscurece. O perdão reorganiza, fortalece e ilumina. Entre permanecer na sombra da ofensa ou avançar na direção da consciência pacificada, o Espírito é sempre chamado a escolher.
No Abismo Gentil do Teu Céu.
Ode à: Makenzie Raine.
É nessa simbiose mística de lágrimas, sorriso e delicadeza que me perco e me encontro a cada instante contigo. Quando teus olhos pousam nos meus, sinto que não há fronteiras entre o céu e a terra, entre o humano e o divino. É como se o mar inteiro se abrisse sob nossos pés, um abismo gentil que não ameaça, mas acolhe, que convida a mergulhar fundo, sem medo, na vastidão do teu ser. Quero ser humano por ti. Cada gesto teu me lembra da fragilidade e da força que habitam em mim. Quero aprender com a tua ternura, ser moldado pelo teu silêncio, ser atravessado pelo teu riso que explode como luz nas minhas lágrimas. É um amor que não se mede, que não se explica — apenas se sente, em cada respiração, em cada pulsar do peito que busca o teu leito puro. O teu perfume se mistura à brisa, e por um instante, por um breve instante, sinto que o tempo se curva, que os segredos da vida se revelam em murmúrios que só nós dois compreendemos. Teu toque é sagrado, teu sorriso é sacramento. Cada palavra tua é um sacrífico de beleza que me ensina a ser inteiro, a ser mais humano do que jamais fui. E ainda assim, há o mistério. Há o abismo. Há o mar que nos envolve com sua ternura infinita, e é nesse risco silencioso, nesse mergulho sem fim, que descubro o que significa amar. Não há lógica, não há certeza apenas a entrega completa, a humildade de aceitar que a vida é pouco diante da vastidão que és para mim. Eu quero ser o humano que teus olhos veem quando me olham com essa intensidade quase impossível. Quero ser o confidente das tuas lágrimas, o guardião dos teus sorrisos, o viajante do teu céu. Quero ser o que apenas o amor permite: inteiro, vulnerável, puro, sem nada que não seja para ti. E mesmo que a vida nos separe, mesmo que a distância ou o silêncio tentem nos roubar, guardarei dentro de mim cada fragmento teu. Pois amar-te é mergulhar no infinito e descobrir que o infinito habita em nós, que o abismo gentil do teu ser é também o meu porto, meu destino e minha eternidade.
A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.
A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.
O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.
A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.
" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "
A FINALIDADE FILOSÓFICA DE JEAN PAUL SARTRE.
A proposta filosófica de Jean Paul Sartre dirige-se à elucidação da condição humana em sua radical nudez ontológica: existir antes de ser. Toda a estrutura do existencialismo sartreano converge para um único fim: demonstrar que a existência humana não possui essência prévia, modelo, finalidade transcendente, natureza fixa ou fundamento metafísico que determine o agir. O objetivo central da filosofia de Sartre consiste em afirmar que o homem é o único responsável pelo próprio ser, pelo próprio projeto e pelas conseqüências de suas escolhas.
A expressão clássica que condensa essa finalidade pode ser posta da seguinte forma: o homem está condenado à liberdade. Tal condenação não designa punição, mas estrutura ontológica: o ser humano não pode não decidir. Mesmo quando parece abdicar da escolha, escolhe não escolher. Assim, a finalidade filosófica de Sartre é mostrar que o agir humano é sempre um exercício de liberdade que inaugura caminhos inéditos no mundo, inscrevendo novas possibilidades na tessitura histórica da humanidade.
Nesse sentido, a filosofia sartriana assume três propósitos fundamentais:
PRIMEIRO. Evidenciar que a liberdade não é atributo psicológico, nem ideal moral, nem disposição interna: é o próprio ato decisório. A liberdade não está guardada em um espírito abstrato, mas se concretiza unicamente no momento em que se afirma uma possibilidade e se nega outra. Após a escolha, a liberdade se recolhe, retornando somente quando nova decisão se impõe.
SEGUNDO. Explicitar que circunstâncias, pressões sociais, condicionamentos históricos e contingências não anulam a liberdade. Elas constituem o cenário inevitável da existência, mas não substituem a decisão. A finalidade filosófica de Sartre é libertar o pensamento humano da ilusão de que agir seria mero produto das circunstâncias. Para ele, nunca existe ausência de circunstâncias; o que existe é o modo pelo qual o indivíduo assume a própria existência dentro delas.
TERCEIRO. Demonstrar que cada ato individual projeta o homem no mundo, abrindo uma via inédita para toda a humanidade. Não se trata, como no universalismo kantiano, de transformar a máxima pessoal em lei universal. Trata-se de reconhecer que cada escolha cria um precedente ontológico: dali em diante a humanidade sabe que aquele caminho existe. A história humana se amplia com cada decisão singular.
Assim, a finalidade central da filosofia de Sartre é fundar uma ética da responsabilidade absoluta no interior da existência contingente. Nada pode ser atribuído ao destino, à natureza, à essência ou a qualquer transcendência prescritiva. O homem é aquilo que faz de si mesmo nas circunstâncias em que está lançado. Todo ato é uma afirmação do ser, uma projeção de mundo e um pacto de responsabilidade integral.
