Descrição do Amor

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O amor tem algo
de primavera:
regressa sem explicar
como venceu o
inverno da alma.

A poesia é a forma que o amor
encontrou para não caber só no peito.

O amor é onde a pele aprende a pensar, um enigma que respira dentro do peito.
É o que nos desfaz para que possamos ver,
e o que nos refaz
quando já não sabemos quem somos.
No fim, o amor é isto:
um silêncio que nos reconhece
antes mesmo de chegarmos.

O amor: ensina que nada floresce
sem silêncio, e quando verdadeiro,
é sempre uma espécie de primavera interior.

Um beijo de amor é:
a primeira casa onde
duas almas aprendem
a respirar juntas.

O amor é um mar que
não precisa de horizonte
para ser infinito.

Dias de outono: são cartas de amor que as árvores escrevem à terra.

Por vezes, a vida segue em frente enquanto o amor continua a olhar para uma porta que já se fechou.

Voo imparável e com intenção.


Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.


Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.


Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.


Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.

Sou a única capaz
de quebrar com amor
os teus termômetros,
Sou a mulher potente
vestida das auroras,
que o teu coração se rende:
Por ser a única estação
em ti permanente
da mais alta sedução.

Deixa que o amor e o impulso


falem mais alto, ou melhor,


cantem por nós o que tiver


de ser cantado sem se preocupar


com o que irá acontecer


para a gente nunca mais se perder.






Entrega o que o peito e o tempo


têm silenciado porque não há


motivo para manter segredado,


Embora não saiba quem é você,


de longe te sinto apaixonado.






Confia, não tens o que temer,


da minha parte só espero


o seu sinal para começar a viver.


Quero ver o seu rosto,


sentir a sua presença corpo,


e deste pertencer ter orgulho.






Não há o que ser consertado,


nada em nós foi quebrado,


apenas seguimos o curso


dos ventos, no Mataralcito,


e dançamos os ritmos bolivianos.






Não buscamos fazer planos,


nos entretemos com o tempo


e com o som da palma zunkha;


Os corações seguem intactos


não querendo viver mais


de compromissos adiados.

O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.


Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.


O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.


Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.

O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.


Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.

Encontrar no Araguaney em flor,
como prova de amor e lirismo
latino-americano no coração,
nas tuas mãos se entregar
no embalo emotivo do Joropo,
como o curso do Rio Orinoco.


Deixar que a urgência de amar
domine absoluta os sentidos,
e que se cruzem os destinos
no mesmo passo e ritmo,
para que não se conheça
mais os anteriores caminhos.


Entender que o amor é mistério
que não precisa ser explicado,
mas que precisa ser vivido
intensamente acompanhado
com desejo, entrega e calor,
contigo gamado aqui do meu lado.

A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.


Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.


Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.


Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.

Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.


Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.


Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.


O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.

Masers de água interestelar
para lavar e nos purificar
sob medida para pôr o que
é de amor no seu lugar.


[Nada irá nos parar.]

Perene
Amor
Imenso.

Reunidos no caminho:
amor, pétalas e destino.

Baixo eclipse solar,
amor de humano:
sem nenhum engano.