Desconfiar das Pessoas
Coisas que evito na vida, diante das pessoas que admiro, adoro, respeito e amo, são o maus tempos como nevoas, trovoadas, dilúvios, neblinas. Não sei quanto tempo de vida me resta, por este e outros motivos tento manter dias de sol, brisa fresca, noites de luar e muitas estrelas na companhia dos que dmiro e amo.
Ando tão distraído, tão viver por viver. As cores perdem o brilho com o tempo. As pessoas somem ou mudam para um mundo desconhecido. E eu vivo aqui, vivendo por viver. Caminhando por caminhar. Talvez eu mude-me para outro mundo, talvez eu suma. Estou cansado de falsidades, de pessoas que nunca queiram ver-me feliz, pessoas mal-amadas. Eu ando por aí, vivendo por viver. Esperando que talvez em outra vida, eu seja uma pedra. Sem sentimentos, sem mágoas.
Às vezes você precisa saber diferenciar amigos de pessoas falsas. Os amigos não são aqueles que passam a mão na sua cabeça e são todos melosos, não, eles são o oposto disso.
Vivemos num mundo onde as pessoas estão fazendo as coisas cada vez mais cedo: se apaixonando, amando, sofrendo, morrendo. Por isso eu deixo tudo seguir seu curso, seu tempo, seu momento. O que a vida me reserva um dia virá, pra que apressar tudo?
Já cansei dessas pessoas que vivem criticando tudo e todos. Quem não sabe voar morre de raiva até de quem flutua.
Incrível como algumas pessoas preferem dar valor e atenção a quem as fez mal e pouco se importam, ao invés de perceberem quem as quer felizes e bem!
Numa sociedade que não enxerga as pessoas com deficiência, o trabalho de aceitação começa do zero todos os dias.
Quando você crescer, vai perceber que a família não é apenas sangue, são as pessoas que você escolhe.
Cheguei á triste conclusão, de que, afinal, as pessoas só querem ficar do lado de quem não precisa delas.
Você vai se deparar com pessoas em sua vida que vão dizer todas as palavras certas em todos os momentos certos. Mas, no final, é sempre pelas suas ações que você deve julgá-los. São as ações, não as palavras, que importam.
As pessoas enxergam o que desejam, independente da verdade. Quantas vezes você vai insistir no erro?
Não tente entender o coração das pessoas, não tente entender atitudes ou palavras que não condizem com a sua realidade. Seja feliz com suas convicções e com a sua fé
Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.
Talvez eu tenha cansado de conhecer e desconhecer pessoas. talvez eu tenha cansado de ter que ficar redescobrindo a confiança nas pessoas que me circulam. Hoje só quero paz, tranquilidade e sorrisos sinceros. Na verdade, quero tudo sincero. É só isso que eu preciso. Você e sua sinceridade, o resto a gente decide amanhã no café da manhã.
Nossos espaços
Sempre tive a seguinte filosofia: as pessoas vão até onde a gente deixa. Sou eu que coloco os limites. É você que diz até onde a outra pessoa pode ir. Ninguém pode forçar a barra ou uma situação. Ninguém pode forçar amizade, cumplicidade ou intimidade. As coisas precisam ser naturais, simples, saudáveis, afinal, todo mundo está aqui para ser feliz, para conquistar todo dia alguma serenidade. É ou não é?
Percebo que hoje em dia tudo anda meio sem limites. Um se mete na vida do outro, o outro se mete na vida do um. Assim, sem a menor cerimônia, sem pedir licença. E não gosto. Sabe por quê? Sou reservada. Quem me vê por aí dizendo nas redes sociais hoje-comi-risoto-de-aspargos ou essa-é-a-Junoca ou estou-de-férias ou estou-na-Jamaica ou olha-que-linda-minha-sapatilha ou qualquer outra coisa não me conhece. Isso não é me conhecer. Para você ter uma ideia, não é todo mundo que convido para ir na minha casa. Acredito naquele lance de energia. Gosto que sente no meu sofá quem tem energia boa. Gosto que conheça minha intimidade quem eu quero.
Apesar de escrever tanto e sobre as coisas de dentro, me revelo para poucos. E acho, de verdade, que a internet dá margem para as pessoas acharem que conhecem as outras. Só pelo que falam. Só pelo que tuitam. Ninguém se dá conta que o "conhecer" é olho no olho, é tom de voz, é muito mais do que um bando de palavras perambulando por aí. Mesmo porque na internet todo mundo é lindo e feliz. Ou é chato e reclamão. Essas duas categorias são as que mais se destacam: o que reclama de tudo ou o que diz que tudo é lindo e maravilhoso. Extremos.
Quer saber um fato curioso? Fiz aniversário na segunda-feira. Recebi muito carinho e vários parabéns. Mas sabe quantas pessoas ligaram? Poucas. Poucas mesmo. A maioria usou a internet (Facebook, Twitter, email, MSN) ou mensagens no celular. Fiquei feliz com tantas felicitações, não estou reclamando, apenas fazendo uma observação: pouca gente ligou. Pouca gente ouviu minha voz. Antigamente, o telefone era o maior meio de comunicação. Você atendia e do outro lado alguém cantava "parabéns pra você". Você atendia e tinha uma telemensagem (lembra?). Hoje em dia a internet deixa tudo mais rápido. E mais impessoal. Desculpa, mas eu acho. Adoro cartão, carta, bilhete. Toque. Fico pensando como vai ser no futuro.
A internet aproxima e afasta, já falei sobre isso uma vez. É prática, sim. Mas até que ponto é realmente um meio de aproximação? Em um email você não sente a pessoa. Em uma carta, sim. Vê a letra, sente a emoção. Palavras digitadas são frequentemente mal interpretadas. Dia desses aconteceu isso comigo. Facebook. Falei uma coisa, uma pessoa interpretou errado e veio dando voadora. Feio. Não entendeu o que quis dizer. Mas como diz minha mãe "explicação a gente dá para porteiro".
Quem me conhece sabe exatamente como sou. E não tenho, mesmo, que me explicar para ninguém. Mesmo porque as pessoas juram que nos conhecem. Acham que podem sair palpitando a torto e a direito na nossa vida, nas nossas coisas. Quer um exemplo? Ontem, do nada, uma pessoa me chamou no MSN. Uma pessoa que eu não conheço e não fazia a menor ideia de como tinha meu MSN, afinal, uso ele para trabalho. Pouca gente tem, apenas amigos, colegas e família. Então, era de manhã, eu estava bem atrapalhada trabalhando e resolvendo pepinos gigantes. A pessoa chegou sem bater na porta, perguntei quem era, ela se apresentou e perguntou "é difícil publicar um livro?". Falei que sim, é. E ela automaticamente (por eu não ter dado atenção ou explicado melhor a dificuldade, talvez) disse "você parece menos seca nos seus textos". Como assim? Percebe o absurdo? Eu estou TRABALHANDO. Chega uma pessoa do além, que nem sei como tem meu MSN, faz uma pergunta e quer que eu ofereça um chá com biscoitos?
Insisto no seguinte: todo mundo tem que ter noção. De espaço. Aqui termina o meu, ali começa o seu. Não sou seca, pelo contrário. Só não gosto - e nunca gostei - de invasão, você gosta? A gente não consegue nada forçando as coisas. Ninguém vai gostar de mim se eu forçar uma situação. Mas você vai gostar (ou não) de mim se eu for natural, verdadeira, honesta. Se eu for exatamente como a vida é: simples.
