Desbravar
Pode desbravar meu mundo, vasculhar meu coração.
Não há sobras de amor arrendado,
nem ódio vingativo,
nem ponte naufragada pela distância de você.
O mundo em transe, imerso na verdade, sonha em despertar para a realidade —
livre para desbravar segredos, desvendar mistérios, libertar enigmas,
e conhecer a verdade oculta,
aquela que nem os pensamentos ousaram atravessar nas paredes do tempo.
Caminhos seguem, rumando a direções onde poucos têm a audácia de carregar seus próprios passos.
O teu perfume conseguiu embriagar minha alma como o teu charme desbravador.
Busquei o teu olhar em outro olhar alheios não tinhao teu brilho, outro corpo não soube aquecer meu coração com a mesma ternura.
Tentei encontrar os teus carinhos, a tua alegria, o teu encanto em outros sorrisos, mas todos se apagaram diante da tua luz.
Tu és melodia que ecoa nos meus silêncios, fascinação que me prende, desejo que me consome.
És a poesia que não se escreve, mas se sente; és o fogo que não queima, mas arde eternamente dentro de mim.
Em ti encontro o infinito, em ti descubro o sentido, em ti repousa a minha verdade.
Mulher do amanhã
E ela foi sozinha...
Desbravando os horizontes
Ela por si só já se basta,
Sem dependências emocionais baratas
Que a enraíze e petrifique
Suas crenças arraigadas
Na luta para vencer
Para se autoafirmar,
Sempre com o olhar no amanhã
Sem esquecer do presente,
Descendente de um clã de mulheres fortes
Não desiste dos seus sonhos
Na batalha da vida, ora luta...
Ora recolhe suas armas,
Sabe se empoderar mas
A empatia e a resiliência a moldaram
Mulher do novo amanhã
Mulher que faz seu destino,
Não descansa nem esmorece,
Sempre de cabeça erguida
Essa ou ... essas mulheres,
Essas amazonas que se apoiam
Tornam- se juntas imbatíveis
Mulheres do meu clã
Vocês são a minha vida!
Amor de outras vidas
Almas que se encontraram
Irmãs mais que benditas!
Vocês são minhas heroínas!
De signos, eu não entendo,
mas se eu pudesse,
com um sentimento ascendente,
desbravaria teu vasto universo,
tentaria avivamente
fazer contato com teu coração,
Feito alcançado,
Os anéis de saturno seriam de fato
o símbolo da nossa União.
O aventureiro que se aventura em viver
Nasci, certamente, para ser um aventureiro e desbravar o mundo, principalmente pelos tantos atributos da natureza, viagens emocionantes e inesquecíveis.
Pois, em cada aventura, posso me sentir mais vivo e livre, quando lembro que viver não é apenas existir; assim, preciso restaurar o corpo, a mente e o espírito
Espero, então, continuar me aventurando do jeito e pelo tempo que O Senhor me permitir, vivendo o máximo de aventuras — daquelas animadoras, curiosas e únicas.
Comigo não, mademoiselle, deixe de amadorismos, estás num campo a desbravar, onde comandam generais.
[Desbravando as entranhas
da positividade delirante]
basta pensar
positivo,
a positividade
é o X da quextão,
alinhando
nossos chakras,
traçando
nosso mapa astral,
realizando
uma profunda
meditação.
contemplar
o mundo inteiro
ardendo,
enquanto enviamos
uma boa vibração.
04/03/23
Michel F.M.
Às vezes,
é bom nos permitir temer os que temem desbravar a nossa Casca de Proteção.
Porque há algo muito inquietante em quem recua diante da simples suspeição da profundidade alheia.
Não pelo medo em si — afinal, temer é humano — mas pela escolha de permanecer na superfície, onde nada exige entrega, onde tudo é seguro demais para ser verdadeiro.
Quem teme atravessar a casca do outro, muitas vezes também evita confrontar a própria.
Nossa proteção não nasce por acaso…
Ela é feita de silêncios acumulados, de experiências que nos ensinaram a medir palavras, de afetos que não vieram quando deveriam.
Não é apenas defesa: é memória estruturada.
E desbravá-la exige muito mais do que curiosidade — exige coragem, cuidado e, sobretudo, disposição para lidar com o que pode não ser tão simples.
Por isso, há um certo risco em quem não ousa ir além.
Não porque sejam perigosos em essência, mas porque podem tentar transformar o outro em algo raso, reduzido, confortável demais para caber na própria limitação.
E ser reduzido é, de certa forma, uma violência muito sutil: é ter sua complexidade ignorada em nome da conveniência.
Temer essas pessoas, então, não é fraqueza.
É um instinto que nos lembra do valor daquilo que guardamos.
É reconhecer que nem todos estão prontos para acessar o que há de mais sensível — e que isso não diminui o que somos, apenas revela onde não devemos insistir.
No fim, permitir-se esse temor é também um gesto de respeito consigo mesmo.
Porque nem toda presença merece travessia, e nem todo olhar está preparado para enxergar além da superfície.
E tudo bem.
Há profundidades que não foram feitas para qualquer um alcançar.
Quem é você que na face oculta da noite desbrava o chão dos versos a tecer um poema controverso? Sou sua face dúbia que não encontra espaço no chão da sala para me fartar de palavras inebriadas. Falo do amor que pode ser qualquer morada. Se esta rua fosse minha eu mandava ladrilhar com poesias antigas para eu mesma me fartar. E muito pouco cumpro daquilo que prometo, pois eis que esqueço sua face mascarada e me perco em palavras pesquisadas, que não alcançam meu vocabulário, que caminha qualquer estrada, pois a liberdade há de encontrar também a palavra. E muito mais falo ao peixes se meu poema não sabe a hora de parar e anda devagar a espreitar um novo conceito nas colchas de retalho que eu costuro e são maiores do que minha estatura. Vendo meus versos solenes a qualquer vivente que a linguagem experimente. Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é, nas ondas da vida eu sou a maré, que te convida a escutar minhas rimas de uma vida que ultrapassam minha sina. Sei do pouco o muito e cobra juros se perdida na colina suspira a existência perdida. E longo caminho se faz, o que para muito tato faz, mas meus passos têm pressa se a poesia se esvai e tenho nas mãos peixes numerosos que me escutam com atenção. Nada se faz além de andar em círculos e as verdades que eu não mais acredito, se está ausente a luz solar e sou visitante do meu próprio lar. Morre incongruente o passado obsoleto e já não protegem os amuletos, se nada se sente no momento presente e são incipientes todas as obras inacabadas, se não há mais pés que caminhe a estrada. O dia escureceu em minha mente e não há argumentos que me façam mudar de pensamento se já foram plantadas todos as sementes e estou abruptamente descrente de qualquer fruto que brote no chão. Eis uma canção que não se escreve, pois entardece o poema ausente de beleza plena a vagar no solo da realidade a inquietude de minhas mãos incertas se a face deslumbra o ardor frenético de um forte remédio que descortina o tédio e fazem os olhos verem o estático minuto da aurora que foi outrora festiva e convidativa, mas agora se farta de rima que muito pouco dizem e me resigno se minha sina é comprar uma passagem só de ida e esquecer o passado de minhas madrugadas. E há de haver novas estradas para fazer raiar minha alegria distante que não encontra rios de água cristalina a desviar a íris de qualquer lembrança fria. Novamente se faz despedida na inconstância do amor que morre todos os dias. Chamaria isso de vida.
Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.
Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.
Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.
Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.
Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.
A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.
Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.
Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.
Enquanto Houver chão, andarei no teu caminho....Enquanto houver mar, desbravarei teus horizontes...Enquanto houver ar, aspirarei o teu amor....Enquanto houver luz, iluminarei teu coração....Enquanto houver água, provarei o meu amor....enquanto houver vida, meu amor por voçê será eterno....
Quando as melhores palavras do mundo não são capazes de mudar, conquistar, desbravar,moldar, mexer ou fazer refletir, então são melhores guardadas.
Travando guerras e desbravando corações alheios, você vai vivendo emoções intensas e atemporais, enterrando cada dia mais o passado que um dia te feriu.
Encontrei uma nova razão para acreditar, um novo horizonte para desbravar, um novo sorriso para me encantar, um novo sonho para sonhar, um novo coração para me apaixonar, um novo concurso para estudar, um novo pássaro para ouvir cantar, um novo amigo para incomodar, um novo dia para viver, um novo voou para qualquer lugar, um novo desafio para vencer, um novo medo para superar, uma nova poesia para escrever, uma nova vida para viver... Pois não adianta viver tudo de novo, precisamos viver tudo novo!
