Desabafo de um bom Marido

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É isso que eu amo na leitura: uma pequena coisa o interessa no livro, e essa pequena coisa o leva a outro livro, e um pedacinho que você lê o leva a um terceiro. Isso vai em progressão geométrica - sem nenhuma finalidade em vista, e unicamente por prazer.

Por vezes a melhor réplica é o silêncio.

Não é sempre assim? Preparamo-nos para enfrentar os problemas de frente e eles surgem sempre por trás.

Não quero me casar só por casar. Não consigo pensar em solidão maior do que passar o restante da minha vida com alguém com quem não possa conversar ou, pior, com quem não possa ficar em silêncio.

Para ela, acreditar era tão bom quanto saber.

DESABAFO DE UM CORAÇÃO!

Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.

Brasília, 04 de abril de 2012

É um ciclo de vida. Um desabafo, sabe? Quando a gente fala sem parar, sem pensar e tudo faz sentido. Eu preciso mesmo escrever um livro, eu preciso de um amigo, plantar uma árvore e visitar um abrigo. Vou adotar um cão, ter um filho, me casar no verão e fazer uma festa a noite. É como saltar sobre a humanidade e salvar meu coração, colocar todos esses sonhos no papel, e eternizar a minha verdade, é falar tudo o que eu tenho vontade, e nessa rima tola encontrar a minha cara metade. To na fissura de um amor e bem cansada dessa dor, que vem me acompanhando sem errar o meu caminho. Ah essas rimas fáceis de passarinho que constroem seus ninhos e são felizes pra sempre, quem dera eu ser uma andorinha, pra não ficar sozinha e sentir o calor do verão, quem dera eu apagar o fogo de gota em gota, do meu coração. E esse fogo que queima, mas não esquenta, e ai...solidão.

B.

Escrevo pois esta é
A minha maneira de falar
É um desabafo
Uma conversa até um tanto íntima
Ou um relato
Onde converso com o teclado
Lápis e caneta
Através das minhas palavras
E dessa maneira
Consigo tirar o que está
Na minha cabeça
Sejam sentimentos bons ou ruins

Tem dias que amanheço
com vontade de gritar,
de fazer um desabafo,
mas uma gota de esperança
trazida pelo orvalho do céu
me faz perseverar em silêncio.

Quando pinto a doença e o vício, isso supõe um saudável desabafo. É uma reação saudável da qual se pode aprender e segundo a qual se pode viver.

UM SIMPLES DESABAFO

Ta difícil viver neste mundo de hoje, pois sempre há alguém que vai te criticar pelos seus defeitos sem ao menos tentar ver suas qualidades.

Este aqui é um desabafo. Mais um entre tantos outros. Um desabafo de uma jovem que luta contra a depressão, que luta pra não perder as esperanças nesse mundo ensandecido.
Faço parte de uma geração cada vez mais doente e perdida (ou que está encontrando o verdadeiro caminho, e, por isso mesmo, sofre), frustrada com o padrão de ensino desumanizador das universidades e a massiva produção científica ilógica, massacrada pelas exigências de enquadramento nos moldes capitalistas de um planeta enfermo. Encontro nas palavras e nas páginas em branco minha válvula de escape. Então, vamos lá.
Infelizmente estou inserida em um sistema que não me contempla e que não deveria contemplar ninguém, pelo simples fato de ser destruidor. Uma organização burocrática, hierárquica, opressora, exploradora, indiferente. Nessa lógica, seres vivos sem cifrão não são seres vivos, são lixo, pobres almas que só dão despesa.
É muito difícil colocar em palavras o tamanho da minha dor. A tragédia anunciada em Minas Gerais acabou de triturar meu coração. 62 bilhões de litros de lama contaminada, eu disse 62 BILHÕES, esmagando o rio, a vegetação, casas, animais, destruindo a principal bacia hidrográfica do Sudeste. E agora o estrago está chegando na mais antiga reserva natural dos mares brasileiros, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul do litoral da Bahia. Tudo pela ganância de uma mineradora que ganhou o prêmio de pior empresa do mundo em 2012 pelo Public Eye People´s”, premiação realizada pelo Greenpeace da Suíça e pela ONG Declaração de Berna, que escolhe as empresas com pior atuação em relação aos direitos humanos e ao meio ambiente. Em 2013 a barragem já havia sido condenada em um laudo solicitado pelo ministério público, e nada, NADA foi feito a respeito. A terceira barragem que não se rompeu está com um trinco de 3 metros. Dizem que providências já foram tomadas (agora).
A multa dirigida à Samarco (VALE) pelo Ibama foi de 250 milhões (e pode cair praticamente pela metade caso paguem até a data proposta), isso é preço de bala pra eles. Essa assassina deveria ser FECHADA, o mínimo esperado.
Depois de tudo isso veio o terrorismo em Paris e com ele a polêmica nas redes sociais sobre as tragédias. Vidas são vidas, em qualquer lugar do planeta. Porém, tenho que concordar que o direcionamento da mídia foi discrepante, e foi triste ver brasileiros trocando a foto de perfil pela bandeira francesa. Vamos abrir um pouco a mente e enxergar além do que os grandes meios de comunicação nos propõe. A Europa tem um histórico vasto de destruição do Oriente Médio junto aos EUA. Milhares de pessoas inocentes, crianças de colo, morrem todos os dias nas zonas de conflito. Alguém vai troar a foto de perfil pela bandeira da Síria após as bombas lançadas pela França? Claro que não. Não estou falando que isso justifica. Guerra nenhuma se justifica, massacre nenhum se justifica. Só quero dizer que devemos, sim, nos indignar pelas vidas perdidas (independente do número e da nacionalidade), pela origem das tragédias, mas não sejam solidários ao Estado que, historicamente, principiou esse ciclo violento.
Enfim, meu peito está apertado há muito tempo. E ficou ainda mais depois de todos esses acontecimentos. Pelo menos a minha doença significa que não compactuo com tudo isso, que me revolto, que tenho empatia, que reconheço a dor da minha Mãe Terra, que não sou mais uma pessoa preocupadíssima em trocar o modelo do Iphone porque já está fora de moda, obsoleto.
Eu sangro junto com as florestas e tribos dizimadas, com os rios mortos e pálidos, com as vidas perdidas nas mineradoras, com a lama tóxica que invade os pulmões, brânquias e raízes, eu sangro pelos bombardeios, tiroteios, pelas crianças dizimadas em massa, pela miséria africana e suas guerras civis, sangro pelas mulheres violentadas, estupradas, sangro por toda a exploração repugnante da América Latina. Sangro pelo asco de pertencer a uma espécie que é a peste negra do planeta.
Por enquanto eu estou aqui, buscando o mínimo de esperança pra seguir em frente, procurando ressuscitar meu espírito subversivo. Sei que ele está lá, num sono profundo e conformista, exausto, mas resiste. Resiste por amor. E canta, com as forças que sobraram:

“Tudo bem...até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem...seja o que for...
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas...”
(Dom Quixote, Engenheiros do Hawaii)

Um desabafo de ordem própria.
É fato que o Brasil está a cerca de um ano imergido numa crise financeira, econômica e política, que está ganhando patamares repercussivos inéditos na história do nosso país.
Crise que dividiu a população canarinho em dois lados bem antagônicos: De um, aqueles que em sua grande parte, atribuem à culpa de todas as intempéries a gestão atual (PT), e de outro aqueles que acreditam que o país está passando por uma tentativa de golpe, para que partidos menos expressivos e derrotados nas últimas eleições, consigam através de manobras políticas ilícitas, posições privilegiadas no comando do nosso país.
O que mais está me assustando em meio a tudo isso é a acentuação da raiva, da agressividade, da intolerância as diferentes formas de pensar, da imparcialidade, e principalmente da apologia à xenofobia, ao racismo, ao machismo, e a falta de conhecimento por grande parte da população, que acusa ou defende um dos lados, sem nenhum subsídio político dentro da sua grade de conhecimento científico. Pessoas que gritam por uma condenação e saem as ruas, sem ao menos saber o significado da acusação, pessoas que agridem ao próximo em defesa de uma causa que desconhecem.
Afinal de contas, de todos que arriscaram a ir para as ruas para derrubar o governo atual, quantas sabem o que são pedaladas fiscais? Quantas sabem como funciona o sistema tripartite de poder? Quantas sabem o que é, e para que serve uma constituição? Quantas sabem o que realmente foi o Período Militar ? Quantas sabem o significado de democracia?
Pois esses são os requisitos mínimos e imprescindíveis para a formação de qualquer opinião sobre o estado da nossa política atual.
É incrível como é fácil encontrar pessoas que até ficam ofegantes ao ouvirem ou lerem a sigla ”PT”, ou até mesmo de qualquer outro partido político, mas ao mesmo tempo não conseguem utilizar de aparatos racionais e legais para justificarem a existência de tanta aversão.
Vejamos o caso da maioria dos paulistas. A grande maioria justifica a sua tese enraivecedora na corrupção que assola o país, que através de seus olhos, tem sido de responsabilidade da má gestão de todos os membros do partido PT, mas são coniventes há vinte anos ao verem os três pilares de sustentação de uma nação (Saúde, Educação e Segurança) cada vez mais sucateados no estado de São Paulo por desvios de verbas, investimentos insuficientes, e tudo isso administrado por um partido hegemônico (PSDB). E eu não me lembro até hoje de ter ocorrido nenhuma manifestação para a derrubada deste partido ou de algum membro ligado a ele !!!
Roubar a nível federal não pode, mas se for a nível estadual e municipal tudo bem ????
Mas essas pessoas não são contra a corrupção???
Ora ora marionetes deste meu Brasil, a hipocrisia reina quando a ignorância torna-se o carro chefe de uma população preguiçosa, que prefere assistir novela a ter que aprofundar o seu conhecimento em algo que fará a real diferença em suas vidas.
Gritam não a corrupção, gritam pela queda do chefe do executivo do seu país, sem saberem ou se importarem quais são os verdadeiros caminhos que estão sendo tomados para que isso aconteça, assim como o quão corruptos são seus sucessores !!!
Mais uma vez questiono, mas vocês não são contra a corrupção?
Alguém gritou pega ladrão !!! e o povo saiu correndo na primeira direção em que viram um dedo apontado, não percebendo os ladrões que ali gritaram.
Hélio Junior

Quando escrevo me sinto livre, para mim é um desabafo, consigo expressar tudo o que sinto através da escrita, coisas profundas que não consigo falar, coisas que a alma começa a gritar e que dessa forma posso passar. Ah, e entre os versos, em cada parágrafo um pouco de mim, relato o que sinto de ou o que vivi tentando ajudar as pessoas através de simples palavras no papel, molhadas pelas lagrimas.

DESABAFO DE UM SERTANEJO

Amigo você não me conhece
Então vou me apresentar
Sou de origem humilde
E humilde eu sou, até no jeito de falar
Mas com muito esforço e dedicação
Eu consegui me formar.

Não me chamo Zé Ruela, isso posso te afirmar
Domino o português, a gramática e suas regras,
Ponto e vírgula sei colocar
E se escrevo errado
não é por desconhecimento
E sim, por dessa maneira gostar.

Bem ao contrário destes impúberes
Que só se expressam em outros idiomas
Dizem net, set, hotmail, MSN
e que nem sabem o que significam
E quando abrem a boca
é só pra discriminar.

Não faço apologia
a qualquer forma de preconceito,
Negros, deficientes, velhos, sei lidar
todos trato com respeito
Até porque,
Velhos todos vamos ficar.

Se faço uso de algum verso
como da música “Amor de Violeiro”
é pelo romantismo que ela transmite
e que pessoas sensíveis sabem muito bem interpretar.
A viola é meu passatempo e dela não preciso pra me sustentar
Não sou empregado, sou patrão, dinheiro eu tenho pra gastar!

A pessoa que eu amar e que comigo se casar
O melhor plano de saúde terá, se acaso precisar
Pra beleza trago o Jassa e sua equipe pra cuidar
O carro pretendido todo mês ela pode trocar
Na Navelli, Texas, Motominas, Patrocar
Graças a Deus, em todas tenho crédito pra comprar.

A princesa da foto
é prenda de fino trato,
do fundo do coração, te digo, não duvide!
Falo sinceramente e não com sentido abstrato
Parabéns a você pai,
pela educação que nela reside.

Não é com insultos, frases coladas
e depreciações a terceiros
Que estes toscos a irão conquistar
Pois com minha filosofia, tenho sua simpatia e reciprocidade
E isso, nem em toda a eternidade
eles vão alcançar!

GALASSI

O meu desabafo.

estou cansado
bem esgotado e
acabado
porque me sinto um homem rejeitado
fora do amparo
e próximo da solidão
que invade o meu coração
hoje eu digo que acabou
ja não quero mais fingir que tudo ainda
está bom
vou partir para outra
pois eu ainda conheço a minha rota
com o coração partido
eu digo
ja te amei
ja te odiei
hoje te deixei
só lamento nos nossos beijos
nas caricias
e no amor que fazíamos
que foi tudo uma falsidade
eu que julgava que tu eras a minha
cara metade.
A outra metade da minha laranja
que hoje vira a metade de um limão
amargo e azedo.

Queria que entendesse

Cada letra é um passo e cada palavra um desabafo, minha poesia é exigente, respeita gente e não gosta de fantasia, talvez entenda um dia, o meu gosto por ti é pela admiração, não faço gesto de coração, tenho medo de lambança, a minha fidelidade é minha aliança e o objeto pode ser um projeto de enfeite, e queria que entendesse esse jeito, beijar, tocar e acariciar pertence a uma intimidade, mas existe outra verdade que os ventos podem participar, a coragem de lutar, ainda que a maré está violenta, continuar a remar, quando o barco atravessar, ai sim, podemos desapear, abraçar, comemorar por que houve a coragem de enfrentar as tempestades e deixar o tempo dizer que aprendemos a amar, Jana, rima com ama, entenda e não se engana, que na próxima esquina, Ina, você menina contemplará o vencer , o aprender do que o mundo ensina.

Giovane Silva Santos

⁠DESABAFO DE UM OPERÁRIO

Nós somos a voz que grita, sem ser ouvida.
Fomos a cantiga em choros, sem ser sentida.
Nós temos sido os mais miseráveis nesta vida,
Os mais tristes, encovados, e mais despresíveis.

Tu e eu somos pedaços partidos,
Nós somos um verso quebrado.
Míseros e não escrítos, encanecidos
No abismo de um papel esquecido.

Muitas vezes, o silêncio é um desabafo oprimido, é uma forma sábia de expressar sem pôr em palavras tudo que precisa ser dito.

Cobrança? Ah, não é isso... é que chega um momento em nossa vida que é preciso um desabafo. Tem pessoas que a gente estende as mãos para elas, se sacrififica, e são essas pessoas as quias ajudamos e depositamos confiança e afeto, que nos faz o mal. Portanto é melhor se afastar o quanto antes de pessoas ingratas.