Desabafo de um bom Marido
Vamos fazer uma análise crítica e objetiva de um pressuposto tido como verdade, peça para um teísta de qualquer divindade para que materialize seu deus e faça ele aparecer no mundo físico e real usando seus poderes mágicos, caso nada mude e não apareça ninguém, isso só demonstra de forma incontestável que não existe divindade alguma.
O ser humano em sua essência anseia por ser guiado como ovelha em um rebanho sob um pressuposto irracional e sem prova alguma em sua dimensão sensível de realidade.
A fé é um método miseravelmente falho, corrompido e irracional na busca de obter desejos e anseios, mediante ilusões platônicas. A realidade a destroça e mostra que esse método não funciona, afinal de que adianta possuir fé enquanto é um eterno dependente do conhecimento científico, é pura hipocrisia. Se isso que digo é uma falácia, faça um teste, na hora de uma emergência, não ligue para a polícia ou não vá para um hospital, siga para igreja para usar o seu método da fé, se você recorre ao conhecimento do homem e corre para o hospital, então sua fé não vale nada, fica nítido que é uma ilusão vã, que não muda nada, independente de ter ela ou não.
"As pessoas não percebem que estão dentro de um prisão ideológica e egocêntrica que os prende em um sistema onde não são capazes de enxergar, pois sua percepção e compreensão limitante da realidade se curva perante as falácias de sofistas contemporâneos e seus discursos persuasivos de paz e eternidade em suas fantasias platônicas de idealismo, com o fim de tornar os indivíduos gregários e cegos quanto a esta vida".
Os crimes hediondos, ao destruírem vidas e abalarem a confiança na justiça, geram um profundo impacto na sociedade. A resposta penal a esses crimes deve ser proporcional à gravidade do delito, visando tanto a punição do criminoso quanto a prevenção de novos atos violentos.
Com um gesto fulgurante o Arcanjo Gabriel
Abre de par em par o pórtico do poente
Sobre New York. A gigantesca espada de ouro
A faiscar simetria, ei-lo que monta guarda
A Heavens, Incorporations. Do crepúsculo
Baixam serenamente as pontes levadiças
De U.S.A. Sun até a ilha da Manhattan.
Agora é tudo anúncio, irradiação, promessa
Da Divina Presença. No imo da matéria
Os átomos aquietam-se e cria-se o vazio
Em cada coração de bicho, coisa e gente.
E o silêncio se deixa assim, profundamente...
Mas súbito sobe do abismo um som crestado
De saxofone, e logo a atroz polifonia
De cordas e metais, síncopas, arreganhos
De jazz negro, vindos de Fifty Second Street.
New York acorda para a noite. Oito milhões
De solitários se dissolvem pelas ruas
Sem manhã. New York entrega-se.
Do páramo Balizas celestiais põem-se a brotar, vibrantes
À frente da parada, enquanto anjos em nylon
As asas de alumínio, as coxas palpitantes
Fluem langues da Grande Porta diamantina.
Cai o câmbio da tarde. O Sublime Arquiteto
Satisfeito, do céu admira sua obra.
A maquete genial reflete em cada vidro
O olho meigo de Deus a dardejar ternuras.
Como é bela New York!
Aço e concreto armado
A erguer sempre mais alto eternas estruturas!
Deus sorri complacente. New York é muito bela!
Apesar do East Side, e da mancha amarela
De China Town, e da mancha escura do Harlem
New York é muito bela! As primeiras estrelas Afinam na amplidão cantilenas singelas...
Mas Deus, que mudou muito, desde que enriqueceu
Liga a chave que acende a Broadway e apaga o céu
Pois às constelações que no espaço esparziu
Prefere hoje os ersätze sobre La Guardia Field
Vinícius de Moraes
Crepúsculo em New York
Rio de Janeiro , 1954
“Dar um boi para não entrar em uma briga e, se for o caso, uma boiada para dela sair, o quanto antes. Isso, sim, é sabedoria e coerência.”
Pouco importa se a vida é dura, os sonhos são muitos e o tempo é pouco. Depois da curva, há um rio.
DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO
Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;
Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;
Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;
Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;
Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;
Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;
Depois da curva, há um rio.
“Ouvi, certa vez, e jamais me esqueci: quando um amigo, do nada, se distancia da gente, quase sempre, é para nos poupar de algum problema que o esteja afligindo.”
''Vista a sua roupa mais bonita,
veja o quão charmoso fica
E então se dê um abraço
E sorria diante da certeza
De que na caminhada contra a tristeza
Você já deu o primeiro passo''.
''Não é a estatura que exibe a grandeza de um homem,
Apesar de serem as grandes árvores as que dão mais sombra,
Pois das pequenas vêm o alimento que o homem consome
E são muitos os mortos quando uma sequóia tomba''.
''Acaricie para ser acariciado,
Sorria para receber um sorriso,
Ame para ser amado,
Mas se nada disso lhe for ofertado,
Não julgue, deixe que Deus faça o juízo''.
A vingança de um artista que sente dor
Manifesta-se no desejo de construir,
Afirmando ter aquilo do que não é detentor,
Simplesmente para em meio às suas lágrimas fazer alguém sorrir.
Eduardo de Paula Barreto
Se amar o próximo
É um negócio
Difícil de ser feito
Não tem problema
Esqueça o amor, mas tenha
Pelo seu próximo, respeito.
O amor é um vírus que infecta o coração, inflama, causa dor e faz o doente jogar fora o telefone do médico.
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