Desabafo de um bom Marido
Desabafo de um narrador...
Chega, acabou, tudo aquilo que digo é inebriante demais, sufocante demais, não posso descrever tudo para todos, enquanto os meus ouvintes ou leitores se manifestam e eu tão pouco peço, não vivo nenhum resto dessa obra do universo. Logo serei mais direto, meus amigos me perdoem, mas ainda com educação não farei por vocês o que nunca por mim farão, e não me interpretem mau ou mal, estou apenas dividindo as aguas que me interessam, sendo mais sincero comigo mesmo e com todo o resto. Talvez injusto ao olhar alheio e ao leigo em relação a mim, porem se eu continuar descrevendo o que sobrará por vir? Amantes aos descritos, pensamentos em conflitos? Então chega, chega de tanta descrição bem feita, de altruísmo de esquerda e de reverencia a escrita, vou falar, vou agir, abrindo esse jogo o qual descrevo interesses, observação “meus interesses”, o que eu pretendo fazer, sem nenhum desmerecer, pelo contrário, pois todo trabalho o “amor” da minha vida, serei eu que irei colher. Então meus amigos, mantenham a calma e respirem fundo, pois as minhas descrições bem feitas ou minha paixão da vida, serei eu e apenas eu que irei conter. E se você quiser saber mais um pouco desta vida, não me incomodo nem me importo, só não esqueça que quando me ler, não se ponha como você, o principal deste viver.
Pois bem, voltemos a o que interessa, o meu trabalho. Sim, eu vou manter o foco, mesmo com muito esforço, correndo o risco de ser esquecido por quem eu amo e por quem eu vivo, mas qual o problema? Se não esqueço, não acaba e se não acaba ainda há. Mesmo que com pouco ardor, não posso desfazer algo que marcou. Perceba, eu só estou tirando os outros do contexto, refazendo ideais e reforçando os meus direitos, direitos de querer por descrever, de descrever por viver e de viver por ter você. E mesmo com a equação tempo/distancia em ação. Acredite! Não será em vão, esta breve e simples narração, para com todos os leitores que entreguei meu coração.
Envio esta carta porque nunca mais quero você na minha frente. E dessa vez falo sério. Nunca mais quero ouvir a sua voz, mesmo que seja se derramando em desculpas. Nunca mais quero ver a sua cara, nem que seja se debulhando em lágrimas arrependidas. Quero que você suma do meu contato, igual a um vírus ao qual já estou imune.
A verdade é que me enchi. De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia, o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Como nos permitimos deixar nosso amor acabar nesse estado, vendido e desconfiado. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser. Não quero mais nada que exista no mundo por sua interferência. Não quero mais rastros de você no meu banheiro.
Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar? O tédio a dois - essa é a minha parte no negócio? Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando. Mas antes faço questão de te dizer três coisas.
Primeira: você não é tão interessante quanto pensa. Não mesmo. Tive bem mais decepções do que surpresas durante o tempo em que estivemos juntos.
Segunda: não vou sentir falta do teu corpo. Já tive melhores, posso ter novamente, provavelmente terei. Possivelmente ainda esta semana.
Terceira: fiquei com um certo nojo de você. Não sei por quê, mas sua lembrança, hoje, me dá asco. Quando eu quiser dar uma emagrecida, vou voltar a pensar em você por uns dias.
Bom, era isso. Espero que esta carta consiga levantar você do estado deplorável em que se encontra. Mentira. Não espero nenhum efeito desta carta, em você, porque, aí, veria-me torcendo pela sua morte. Por remorso. E como já disse, e repito, para deixar o mais claro possível, nunca mais quero saber de você. Se, agora, isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.
Um cigarro, encurta sua vida em 2 minutos. Uma garrafa de álcool encurta sua vida em 4 minutos. Um dia de trabalho encurta sua vida em 8 horas!
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial.
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Nota: Adaptação de um pensamento atribuído a Albert Einstein.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Não tentes ser bem-sucedido, tenta antes ser um homem de valor.
Nota: Adaptação de citação atribuída a Albert Einstein, publicada no artigo "Death of a Genius: His fourth dimension, time, overtakes Einstein", em 2/5/1955, na revista "Life".
...MaisA cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
Não existe nada de completamente errado no mundo. Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia.
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