Desabafo de um bom Marido
Te escrevi duas vezes: a primeira saiu uma coisa sincera, mas lamentativa demais, um saco. A segunda saiu “madura e controlada”, mas extremamente falsa.
MURMÚRIO
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!
CARTA DE UM AMARGURADO CORAÇÃO
Prezado Sentimento
Já há longa data, Vossa Senhoria tem batido sem permissão a minha porta e tirado meu sono, meu sossego. Pior que isto: tens me torturado e dado muito prazer ao mesmo tempo, como uma droga agindo sobre um viciado.Seus representantes - cupidos - já não me deixam em paz e, aliás, parecem ter escolhido a mim como "Vítima" principal, pois estou constantemente dominado pelo seu intrépido vírus.
Desde que começastes a me contaminar com sua volúpia maleficência, minha vida parece ter se transformado em um complexo quebra-cabeça, onde estão faltando as peças principais. E estas peças não se compram, nem se encontram simplesmente na rua. Às vezes, quando acho que as encontrei, percebo que fazem parte de outro jogo, não se encaixam no meu. Estas mesmas peças são seres que "catalisam" a ação de seu vírus. Seres imensuravelmente superiores em sua plenitude e beleza. Incomparáveis em sua forma e maneira de nos cativar e após, dominar completamente.
Enfim, prezado sentimento, chego a finalidade desta e lhe comunico extraordinariamente :
“- Amor, suspenda seus cupidos, guarde suas flechas: estou de férias por tempo indeterminado. Tempo suficiente para me recuperar e preparar-me para a próxima”.
Assim espero e não aguardo deferimento "
Amorosamente, Coração Desafortunado da Vida !
PEDRAS NO VASO
Numa aula de filosofia, o professor queria demonstrar um conceito aos seus alunos. Para tanto, ele pegou um vaso de boca larga e dentro colocou, primeiramente, algumas pedras grandes. Então perguntou à classe: - Está cheio ?
Pelo que viam, o vaso estava repleto; então os alunos, unanimemente, responderam: - Sim !
O professor então pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então ele perguntou aos alunos: - E agora, está cheio ?
Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu: - Sim !
Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos. E, pela terceira vez, o professor perguntou: - Então, está cheio ?
Agora, a maioria dos alunos estava receosa, mas novamente muitos responderam: - Sim !
Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor perguntou para a classe: - Qual o objetivo desta demonstração ?
Um jovem e "brilhante" aluno levantou a mão e respondeu: - Não importa o quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá "espremer" dentro mais coisas !
- Não exatamente, respondeu o professor. O ponto é o seguinte: a menos que você, em primeiro lugar, coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá colocá-las lá dentro. Vamos, experimente, disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro, com a mesma quantidade de pedras grandes, pedregulhos, areia e água. O aluno começou a experiência, colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e, por último, tentou colocar as pedras grandes. Verificou, surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisas menores. Então, o professor explicou para o rapaz:
- As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se aberto para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos, suas obrigações, profissão, seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, então aquelas que são realmente importantes nunca terão espaço em sua vida.
Recomece. É uma boa sugestão. Esvazie seus vasos (mental, emocional) e comece a preenchê-los com as pedras grandes. Ainda há tempo. Ainda é tempo. Sempre é tempo.
Colaboração enviada por: Ana Cintia Souza Gomes
Quando você passar por um período difícil, quando tudo parecer se opor a você, quando você sentir que não pode sequer suportar mais um minuto, não desista! Porque esse será o momento e lugar em que o curso do rio irá desviar!
Tenho fé de que Deus irá lhe mostrar a resposta. Mas é preciso entender que, às vezes, leva um tempo para conseguir reconhecer o que Deus quer que façamos.
Mãe, você tem um dos exemplos mais bonitos de altruísmo, perdoando a ingratidão e as palavras ditas pelos filhos em momentos de frustração, para não permitir que a família se separe.
O ser humano possui um importante valor... Por mais que o rotulem e o avaliem, ele continua sendo, acima de tudo, uma pessoa.
Estudar o que gosta é meio que cuidar de um filho na madrugada. Sempre vai tratá-lo com carinho e atenção, independentemente do sono.
Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas
um espetáculo aos nossos olhos...É dialogar com
os amigos...
Elogiar as pessoas...
Amar os desafios da vida...
É admirar as crianças...
Ouvir as histórias dos idosos...
É descobrir as coisas lindas e ocultas
que nos rodeiam...
É admirar as nuvens...
O canto dos pássaros...
O baile das folhas sob a orquestra
do vento...
É perceber além das imagens e das
palavras...
Poucas pessoas sabem contemplar o
belo...
Quem despreza essa lei tem uma alegria
fugaz...
uma emoção superficial“...
Há uma verdade absoluta: a que cada um tem a sua própria verdade.
Há pessoas, no entanto, que vivem à procura da verdade nos outros. E há outras que procuram impor sua verdade aos outros.
Umas querem ser escravizadas. Outras querem escravizar.
Quem precisa de senhor, tem vocação de escravo.
Quem escraviza, precisa de escravos.
E se precisa de escravos, é porque não alcançou a liberdade.
Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado).
O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?
O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura -- só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.
O que é que eu faço? -- perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! -- diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.
Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele -- se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.
Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.
Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.
- Relacionados
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- 27 poemas de bom dia para celebrar uma nova manhã
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
