Depressão
Se Algum Dia
Se algum dia eu pudesse te amar como eu amo a mim mesmo,
Pelas sombras você ira caminhar com um profundo desprezo.
Peço agora que você se vá sem ao menos um beijo,
Pois nem comigo eu posso lidar e é por isso que eu lhe deixo.
Se algum dia eu pudesse prever tudo que não da certo,
Talvez eu nem escolheria nascer e sobraria o resto.
Como agora não posso morrer os meus olhos eu fecho,
A espera do que acontecer sentimentos eu presto.
Aos olhos de quem pode enxergar ninguém parece surpreso,
Variações de um mesmo lugar e um profundo desejo.
Se algum dia eu pudesse andar e seguir com a minha vida,
Sair do estado de se lamentar por uma alma sofrida.
Quero agora uma fonte de luz que me leve aos céus,
Mas as trevas é o que me seduz, sentimento cruel.
Se algum dia eu pudesse dizer a você o que sinto,
Talvez seria por puro prazer, não sei dizer quando minto.
Se algum dia eu pudesse querer.
Se algum dia eu pudesse ter tudo.
Se algum dia ninguém mais sofrer.
Se algum dia eu mudar o meu mundo.
Se algum dia você volte a me ver.
Se algum dia eu estar de luto.
Se algum dia eu pudesse viver.
Se algum dia eu puder tomar algum rumo.
A incerteza é o pior
Ela corta o futuro
Destroe os caminhos
Queima as possibilidades
Deixo de respirar no agora
Me paraliso
Porque penso demais
Questiono demais
O 'talvez' me assusta
O 'quem sabe' me aterroriza
E me afogo em angústia
Preso no medo de um futuro que talvez nunca aconteça
Tenho que aceitar.
Meus sentimentos estão embaraçados em uma escuridão (desconhecida) por mim mesma. Lá no fundo não sei bem explicar o que está acontecendo, as pessoas à minha volta não percebem que meus dias estão sendo de trevas. Prefiro calar-me. As vezes é melhor do que tentar explicar o (inexplicável)
Ninguém entende muito bem o que se passa dentro de mim, é algo barulhento, e solitário que apenas (eu) sei narrar. Por alguns instantes me sinto leve, por outros me sinto carregada à ponto de sair gritando por apenas (um) motivo; me encontrar.
Lixo de vida.
Lixo de humanos.
Lixo de sol.
Lixo de luz.
Lixo de ar.
Lixo de dia.
E assim acaba minha poesia.
Que é um lixo, todavia.
"Somos quimeras biológicas, meioses e mitoses. Somos Repositórios; (que como o próprio nome diz, precisam ser repostos), de endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina. Somos mais que Corpo. Somos a própria alquimia.”
Já se passaram 29 paginas e não sei mais o que escrever nelas. o sol me pede para continuar e a lua para desistir.
grande amigo sol venero tua presença
Inestimável lua,és tu minha eterna guia.
O amargor do crepúsculo
Novamente os sintomas da angústia explodem em meu peito, uma dor tão forte e incessante.
O ar me falta, a lua cresce, nada me desce, o frio entra, o coração padece, o dia amanhece, mais uma vez acontece, o triste ciclo da tormenta, de um ser que tanto lamenta e carece de uma nova versão de si.
Quem insiste em culpar os outros, só tende a repetir para si mesmo e para os outros que é incapaz de ser feliz.
Quando tentei ser feliz me maguei.
Quando tentei sorri chorei.
Quando amei fui desprezado.
Quando procurei amigos fui abandonado.
Quando depressão veio chorei.
Pelo jeito essa e minha sina e e asim que viverei.....
O Ultraje da solidão
Um coração custodiado
Não sabe o que é aflorar-se mais
Em mansidão aparente, Um rosto tanto calmo, por dentro pandêmico, quem diria se o visse?
O exílio é perigoso, mas é onde encontro o meu eu mais próximo do gênese,
Viciante, tanto pensar, pra que me culpar?
Deveis apenas seguir o rebanho?
Só busco ascender, conectar e talvez desafrouxar os laços que me confinam ao pretérito
Porém tão fácil dizer
E difícil demais compreender cada dia minha existência
E o que tanto me amarguras
É tão lindo ver alguém se tornar um anjo para nós. O problema é a dor de ver ela virar seu demônio pessoal...
