Depois
Depois da chuva cair,
seguir os teus passos,
Sentir a delícia que é
o aroma de petricor,
Dançando o Cacuriá
no ritmo do tambor,
que faz o nosso amor.
Tocando na varanda
para a vizinhança ouvir,
Não conhecemos mais
outro ritmo a seguir,
O que queremos traz
só o que ancora e faz.
O mundo lá fora para
tanto faz, e não perfaz
sobre o que importa,
E nunca será diferente
porque amamos amar
avassaladoramente...
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
Qualquer gatilho de agressividade mesmo que transitório é perigoso, depois fica muito difícil para voltar a se habituar com a tranquilidade. Nada é mais curativo do que a paz.
Ter um relacionamento harmonioso comigo é simples; difícil é conviver comigo depois que sinto mentira no olhar.
O GURU SENTOU-SE E PEDIU QUE OS DISCÍPULOS FIZESSEM O MESMO.
E DISSE DEPOIS.
O AMOR É UM INVENTO DIVINO
QUANDO UMA NUVEM BEIJA O CÉU.
E OS DISCÍPULOS ENTENDERAM
PORQUE UM DIA CLARO É BONITO
E VOCÊ É O TESTEMUNHO DESSE EVENTO.
Não tente ler as entrelinhas das linhas que escrevo.
A compreensão pode estar depois das reticências.
A queda do rei Salomão ocorreu porque ele priorizou a emoção, depois a razão e a fé. O correto é: fé, razão e emoção.
📖 Provérbios 4:23 (ACF)
Governo algum jamais agradou todo um povo, mas depois que a política-influencer temperou a polarização com a paixão, o mundo se cansou da própria complexidade.
Talvez porque a complexidade exija esforço — e esforço não viraliza.
Pensar com nuance, reconhecer contradições, sustentar dúvidas: tudo isso demanda um tipo de paciência que já não cabe mais nos intervalos acelerados de um feed.
Em vez disso, optamos por versões simplificadas da realidade, onde tudo se resolve em lados, rótulos e certezas prontas para consumo.
Tudo ou quase tudo que é do outro lado é reprovável.
A opinião contrária, que antes poderia ser um convite ao amadurecimento, passou a ser vista como afronta pessoal.
Não se debatem mais ideias, defende-se identidades.
E quando a identidade entra em cena, qualquer discordância soa como ataque — não ao argumento, mas à própria existência.
É assim que o diálogo se esvazia e dá lugar ao ruído.
A política, que já foi espaço de construção imperfeita, tornou-se espetáculo de convicções absolutas.
Não há mais espaço para o “talvez”, para o “depende”, para o “vamos ver”.
A dúvida virou fraqueza, e a certeza, mesmo quando rasa, virou virtude.
O resultado é um ambiente onde pensar virou um ato de resistência silenciosa.
No fundo, o cansaço do mundo não é da complexidade em si, mas da responsabilidade que ela nos cobra.
É mais confortável habitar narrativas prontas do que encarar a inquietação de não saber completamente.
Mas é justamente nessa inquietação que mora a possibilidade de evolução — individual e coletiva.
Talvez o verdadeiro gesto revolucionário dos nossos tempos não seja gritar mais alto, nem vencer debates, mas reaprender a escutar sem a urgência de refutar.
Porque, no fim das contas, a convivência não depende de unanimidade — depende de maturidade para lidar com o desacordo inevitável.
Depois que meus pais se foram, já aconteceu tanta coisa que me oportunizou louvar a Deus pela partida deles…
O mundo se abarrotar de santos se apoderando da verdade é uma delas.
Gente que não viveu o silêncio das perdas profundas, mas que fala como se tivesse atravessado todos os desertos da alma.
Há uma pressa em se declarar dono da razão, como se a dor não ensinasse justamente o contrário: que quase nada nos pertence, nem mesmo nossas certezas.
Quando meus pais partiram, eu imaginei que o vazio seria definitivo.
Que a ausência deles abriria um buraco impossível de contornar.
Mas o tempo — esse mestre paciente e muitas vezes incompreendido — começou a revelar algo incômodo e, ao mesmo tempo, libertador: a vida não pede permissão para seguir.
Ela continua, com ou sem a nossa concordância.
E é nesse seguir que a gente aprende.
Aprende que o amor não termina com a morte, apenas muda de forma.
Aprende que a saudade não é um peso a ser descartado, mas uma presença que nos molda.
Aprende, sobretudo, que a verdade não grita — ela sussurra, quase sempre nos momentos em que estamos mais vulneráveis.
Talvez por isso me cause estranheza ver tantas vozes cheias de convicção, tão seguras de si, tão rápidas em julgar, tão prontas para ensinar.
Porque quem já perdeu muito sabe: a vida não é um palco para certezas absolutas, mas um caminho de constantes revisões.
Hoje, ao olhar para trás, eu percebo que a partida dos meus pais me arrancou ilusões que talvez eu nunca tivesse coragem de abandonar sozinho.
E, paradoxalmente, foi nesse arrancar que encontrei uma forma mais honesta de fé — menos barulhenta, menos exibida, mais íntima.
Louvar a Deus, então, deixou de ser apenas agradecer pelo que eu compreendo.
Passou a ser também confiar no que eu jamais entenderei por completo.
E talvez seja isso que falte a esse mundo cheio de “donos da verdade”: a experiência de reconhecer que há perdas que não se explicam, apenas se atravessam — e que, ao atravessá-las, a gente não sai maior nem menor, sai mais humano.
A nova arte depois de 1910, no mundo inteiro não possuem todas as cores primarias originais mas sim aquelas que são permitidas. Muitas delas produzidas anteriormente por pigmentos naturais e minerais, foram banidas e descartadas pela Matrix e repostas com cores semelhantes artificiais, que não possuem e nem emanam as antigas vibrações em hertz. Por isto obras, abaixo desta data se encontram geralmente em visitação publica em museus, por que através da iluminação e distanciamento, a Matrix tem a capacidade total de controle.
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