Depois
"Vou viver este amor enquanto ele durar.
Depois eu me recolho numa ilha deserta à recordar..."
☆Haredita Angel
Feliz ano novo!
Saúde, abundância, prosperidade e muita compreensão.
Depois da saúde a melhor coisa é a família.
Família é um prato quente, apimentado, difícil de preparar, mas uma nobre iguaria, que nem todos tem o prazer de saborear.
Bjo, amor, ficando sempre com Deus!
Haredita Angel
31.12.19
Ele parecia invencível. Mas depois das batalhas, quando o mundo dormia, o gigante chorava de saudades.
"Em minhas meias verdades, depois de tudo que vi não posso mais esquecer": tanta coisa que o mundo oferece, e sem ter tantos padecem até sem querer!
Não era um brinquedo frágil, mas sim uma máquina exigente; às vezes querendo deixo de querer, quando um sonho deixa de me querer também!
Nenhuma ausência é mais funda do que a do riso, enxergando decepção em todos os rostos... rendição, não garante resistência!
Defeitos temos mais união é para poucos; aprendendo a esculpir o próprio ser, não há hesitação e apenas propósito,
nas lições da vida para o crescimento!
Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio
Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.
Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.
Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.
Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.
O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.
Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.
Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.
Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.
Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.
Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.
No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.
O leite estava lá.
O Danone.
O pão.
Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.
Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.
Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.
Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.
Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.
Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.
Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.
Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.
Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.
Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.
O mundo ficou muito mais silencioso depois que eu conheci a sua voz, porque agora tudo o que eu procuro é o som do seu coração.
Esquecer você é impossível depois daquela noite. Ainda sinto a emoção de te ver pela primeira vez na Estação do Cabo, linda, com aquele corpo violão e um brilho no olhar que me hipnotizou. Eu não tive escolha: quando você chegou perto, tão encantadora, eu tive que roubar aquele beijo. Mal sabia eu que aquele seria o início da nossa história e que ficou Gravado na minha memória pra sempre.
O ser humano é engraçado: te abandona na pior fase da sua vida e depois te procura no seu melhor momento.
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
A saudade é o sentimento que ocupa o vazio que fica depois da perda irremediável de alguém. No entanto, por maior que a saudade seja, será sempre mais pequena que o vazio.
Os abraços têm aromas. Os que se espalham pelo corpo e depois desaparecem...
Os que se infiltram na alma e ficam para sempre.
"Não acredito mais no que você diz". Foi essa a frase dita por aquele rapaz, depois do júbilo sentido pela moça, ao receber a ligação de seu amado. Ela sorriu, seus olhos brilharam como há tempos não brilhavam; suas mãos gelaram, seu coração batia acelerado. Ela ia vê-lo. Contemplar o seu sorriso novamente. Ia ouvir os suspiros suave da voz de rapaz,mesmo que através de uma tela. Isso era um mero detalhe. Mas,tudo isso não passou de mais devaneio da jovem. Ele não mostrou o rosto;nem falou uma palavra se quer. Não concedeu nenhum sinal de interesse. Apenas indagou a frase dita no início. Foi como se tivesse quebrado um vidro,e espalhasse os pedaços. Despedaçou-se o coração da tão fragilizada moça. Desesperada, almejando ver o rosto do garoto,sendo que ele foi contraditório. Apenas era frio, apenas era rude. Contudo, a moça, com sua imensa fé e com sua concepção de que nunca se deve desistir do amor; ainda presumia que tudo entre eles iria se resolver. Ela vai dormir com o pensamento de que amanhã tudo seria diferente. Tola garota! Só mais uma de suas idealizações. No dia que excede, ela ver o rapaz pronunciar que seu coração não está gostando de ninguém. Todavia, a jovem se decepciona e fecha seu coração.
- Apesar de tudo, existiu amor
(S.F - uma jovem poeta)
Depois de nós, aprendi que o silêncio também faz barulho.
Ele acorda junto, senta à mesa, ocupa o espaço do que não foi dito e insiste em lembrar que algumas ausências não sabem ir embora.
Depois de nós, o mundo seguiu e eu fiquei.
Fiquei recolhendo pedaços de dias, juntando restos de coragem, tentando entender em que momento amar deixou de ser abrigo e virou travessia solitária.
Ninguém avisa que o amor, quando acaba, não vai embora inteiro.
Ele fica espalhado em músicas, horários, cheiros, lugares onde a gente nunca mais volta, mas nunca deixa de estar.
Depois de nós, as manhãs perderam o ritmo.
O café esfria na mesa enquanto o pensamento se alonga onde você ainda existe.
Não há pressa, nem conversa que sustente o calor.
Depois de nós, eu aprendi a disfarçar.
Sorrio em fotos, respondo “tá tudo bem”, faço planos pequenos porque os grandes ainda doem.
Carrego um cansaço que não é do corpo, é da alma tentando ser forte o tempo todo.
É exaustivo aprender a viver sem aquilo que dava sentido aos dias.
Depois de nós, eu ainda te reconheço em estranhos.
Na risada parecida, no jeito de segurar o copo, em frases que quase são suas.
E por um segundo curto demais, meu coração se engana, como se você pudesse voltar apenas por existir em alguém que não é você.
Depois de nós, descobri que seguir não é esquecer.
É aprender a caminhar com a falta, é aceitar que certas histórias não fecham capítulos, apenas mudam de forma.
O amor não morreu, ele apenas ficou sem endereço, sem colo, sem resposta.
E mesmo assim, sigo.
Não inteira, não curada, não ilesa.
Mas sigo.
Com esse amor quieto no peito, que não pede mais nada, só espaço para existir sem machucar.
Porque depois de nós, a vida não recomeçou.
Ela continuou, mais lenta, mais silenciosa, mais profunda.
E talvez amar seja isso no fim:
aceitar que algumas dores não passam…
mas nos ensinam a sentir o mundo de um jeito mais humano.
Se você não souber o seu valor,
as pessoas vão te dar
apenaso que julgarem suficiente,
depois de priorizarem a si mesmas.
O Início
Depois de alguns tropeços da vida, esbarrei em você e tudo ficou diferente, tudo mudou para melhor. Nada será como era antes! Chega de viver no mundo das ilusões e das desilusões, dei um basta no que me fazia mal, não tenho palavras para descrever o peso da minha gratidão e alegria por estar vivendo esse amor louco e inflamado por você. Eu sei que você é a minha luz, meu anjo, meu amor, minha Deusa, em fim meu tudo.
Quando eu resolvi me despedir da dor, a tristeza e a saudade resolveram pegar carona dando início a um novo momento no meu coração, corpo e mente, agora estou aproveitando o que a de melhor em um sorriso, estou aproveitando a melhor troca de sentimentos da minha vida.
Antes e depois
Antes de você o meu coração era uma densa neblina e olhando mais a fundo era escuridão,
tudo era difícil de lidar, as tentativas e erros eram medidas baseadas em manipulação, falsos julgamentos e culpa,
com você o meu coração achou o pote de ouro, a pintura da tela ficou vibrante, ficou colorida,
da tua água eu bebi, a tua compreensão eu senti, dos teus afagos me enchi, e agora, como bom "João de barro construtor" faço do meu coração uma lar para você morar.
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