Depois

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Eu não sei se é amanhã
que você chega em fúria, desgovernada por dentro,
ou se é depois de amanhã
que você parte, levando o silêncio embrulhado na raiva.
Essa incerteza me confessa um medo antigo,
uma alucinação lúcida de quem ama sem controle do tempo.
Não sei qual versão tua atravessa a porta,
nem qual mulher decide ficar ou fugir.
Há dias em que você é abrigo,
noutros, tempestade que não pede licença.
E eu aqui — firme, vulnerável —
tentando decifrar teus gestos antes que virem ausência.
Não sei qual será tua atitude,
mas sei da minha:
continuar verdadeiro,
mesmo quando teu coração oscila
entre ficar hoje, ir amanhã
ou nunca mais voltar depois de amanhã.
Porque amar, às vezes,
é permanecer mesmo sem garantias,
é enfrentar o caos com o peito aberto
e chamar isso, ainda assim, de amor.

“Primeiro os cadarços, depois o caminho.”

E se no final , eu me Apaixonar ?
Vai descobrir que depois se Torna Amor .

Só conte seus planos para alguém
depois que realizar-los.

E eu sei que crescer é se perder
É cair pra depois entender
Que o amor é o chão e o céu
Que segura e faz voar o véu _ Frase da música È eu sei do dj gato amarelo

Depois de uma certa idade você começa a ter preguiça de historinhas tristes. A história de todo mundo tem partes ruins, ou você se levanta, ou a vida te passa por cima!

Não sei explicar a dor de você se olhar no espelho depois de ver a pessoa que você ama agarrada em uma mulher linda, magra, de cabelos longos, e pensar "o que eu fiz?" Porque você era essa mulher linda, e agora tem milhões de ondas na barriga, um corpo flácido, um cabelo ressecado e curto, o que aconteceu???

⁠Depois de tudo o que está a acontecer, virá o governo mundial, que será o Anticristo! Depois será o Armagedom!

Cansado de viver em um mundo onde acordo antes do sol para trabalhar e retorno apenas depois da lua.
Cansado de seguir padrões que em nada me favorecem, moldes que não me cabem.
Cansado de um mundo típico, estruturado para a repetição, mas não para a minha sobrevivência.


Tudo o que desejo é o contrário — e isso soa como loucura.
Mas louco, de verdade, é perceber que a multidão que me julga por pensar e ser assim
carrega, em silêncio, os mesmos desejos que eu

O sensato sabe que é preciso semear para depois colher. O sábio aprendeu a arte de regar e esperar.

Depois da queda do nosso amor
Tudo veio ao chão de repente.
As muralhas não aguentaram
O impacto devastador do que a gente fingia ser.
O que era promessa virou ruína,
Palavras ocas soterradas no silêncio.
Nós não suportamos o caos lastimável
De insistir onde já não havia verdade.
Depois da queda não adianta lamentar.
Juntar os cacos não refaz o que morreu.
Colar pedaços não devolve o inteiro,
O que quebrou por dentro não revive com adeus.
Não há ponte, não há volta,
Não há fé que sustente o fim.
O amor caiu — e ficou no chão,
Sem sinal de recomeço em mim.
Tentamos chamar de fase, de erro,
Mas era o fim pedindo coragem.
Às vezes partir não é desistir,
É só respeitar a própria dignidade.
Hoje não espero nada do que fomos,
Nem do que você promete ser.
Depois da queda do nosso amor,
O resto é aprender a não mais sofrer.

Depois, lágrimas não vão fazer voltar no tempo!!

⁠Pessoas são assim:
Primeiro fazem partes dos seus sonhos e depois fazem partes dos seus pesadelos.

O Serviço Humano é uma criatura muito estranha, ele primeiro apedreja a cruz, depois, diante das consequências, ele se senta e se faz de vítima e pede perdão a Deus.

Só quem já escreveu um livro sabe, que depois do ponto final, qualquer acréscimo, não fica em consonância com o texto.

Um avanço tecnicista inicial precisa ir da gramática para a aritmética e depois pra cibernética.

Não te quero mais.
Não é fingimento, nem soberba.
É lucidez depois do cansaço.
Não te quero mais.
Não é lembrança, nem dor tardia.


É silêncio onde antes doía.
Não te quero mais.
Não é aparência, nem mentira ensaiada.
É a verdade cansada de se explicar.


Não quero mais é.
Ter a certeza de de liberdade.
Não quero mais é.
Sabe que estou bem.
Mesmo estando longe e só.


Não te quero mais.
Não é engano, nem jogo emocional.
É o fim do teatro onde eu sempre fui plateia.


Não quero mais verdades que não existem,
nem memórias que nunca viraram saudade.


Não quero a paz que não é amor,
nem o abraço que não carrega confiança.


Não te quero mais.
E, dessa vez,
é definitivo como quem se encontra
e não volta atrás.

"Em minhas meias verdades, depois de tudo que vi não posso mais esquecer": tanta coisa que o mundo oferece, e sem ter tantos padecem até sem querer!
Não era um brinquedo frágil, mas sim uma máquina exigente; às vezes querendo deixo de querer, quando um sonho deixa de me querer também!
Nenhuma ausência é mais funda do que a do riso, enxergando decepção em todos os rostos... rendição, não garante resistência!
Defeitos temos mais união é para poucos; aprendendo a esculpir o próprio ser, não há hesitação e apenas propósito,
nas lições da vida para o crescimento!

Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio


Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.


Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.


Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.


Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.


O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.


Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.


Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.


Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.


Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.


Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.


No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.


O leite estava lá.
O Danone.
O pão.


Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.


Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.


Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.


Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.


Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.


Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.


Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.


Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.


Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.


Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.

Engraçado depois de tanto tempo e o sentimento não mundou