Depoimentos sobre Lições da Vida

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A vida é agradável e a morte é tranquila. O problema é a transição.

Ser ocioso é tornar-se estranho às estações e ficar afastado da procissão da vida que marcha majestosamente e com orgulhosa submissão em direção ao infinito. Quando trabalhais sois uma flauta através da qual o sussurro das horas se transforma em música. Amar a vida através do trabalho é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida. É dar a todas as coisas um sopro do vosso espírito. O trabalho é o amor tornado visível.

Douglas Adams escreveu uma vez que ele sentia como se toda a sua vida fosse um sonho. E às vezes imaginava de quem seria esse sonho ao invés de vivê-lo.

Bem aqui no ar frio que eu finalmente posso respirar
Eu sei que deixei uma vida para trás
Mas estou aliviada demais para lamentar

O homem nasceu para aprender, apreender tanto quanto a vida lhe permita.

Em tempos ruins e bons, eu nunca perdi meu senso de entusiasmo pela vida.

Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida...

então sente no meu colo.

A morte não está mais perto
do idoso do que do recém-nascido.
Nem a vida.

⁠Em toda a minha vida, não conheci pessoas sábias que não liam o tempo todo - nenhuma, zero.

PAI-NOSSO MEDITADO

Será inútil dizer PAI NOSSO, se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor;
Será inútil dizer QUE ESTAIS NO CÉU, se os meus valores são representados pelos bens da terra;
Será inútil dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo;
Será inútil dizer VENHA A NÓS O VOSSO REINO, se acho tão sedutor a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades;
Será inútil dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, se no fundo desejo mesmo é que os meus desejos se realizem;
Será inútil dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE, se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome;
Será inútil dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO, se não me importo em fazer injustiças,
oprimindo e magoando aos que atravessam o meu caminho;
Será inútil dizer E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, se escolho sempre o caminho mais fácil que nem sempre é o caminho certo;
Será inútil dizer MAS LIVRAI-NOS DO MAL, se por minha própria vontade procuro os prazeres materiais e tudo que é proibido me seduz;
Será inútil dizer AMÉM, porque sabendo que sou assim continuo e nada faço para me modificar.

Não é que eu não confie em você, é que a vida me ensinou a não confiar em ninguém.

Somos engraçados... Passamos a infância querendo crescer e passamos o resto da vida adulta querendo voltar a ser criança.

Realidade não me impressiona. Eu só acredito em intoxicação, em êxtase, e quando vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra. Nenhum muro mais.

Anaïs Nin

Nota: Diário de Anais Nïn, 7 de julho, 1934

A vida das pessoas não pertence a ninguém, a não ser a elas mesmas. (Zeng Ying)

Não existe nada melhor na vida do que fazer o que se ama, ter bons amigos, amar e ser amado, viajar o mundo, se abrir para o novo, aprender com os erros, viver intensamente cada momento que a vida nos proporciona!

Quando penso na pequena duração da minha vida, absorvida na eternidade anterior, no pequeno espaço que ocupa, fundido na imensidade dos espaços que ignora e que me ignoram, aterro-me e me assombro de ver-me aqui e não alhures, pois não há razão alguma para que esteja aqui e não alhures, agora e não em outro qualquer momento. Quem me colocou nessas condições? Por ordem e obra e necessidade de quem me foram designados esse lugar e esse momento? Memoria hospitis unius diei praetereuntis. (A lembrança de hóspede de um dia que passa. Sabedoria, V, 15.)

Ante a cegueira e a miséria do homem, diante do universo mudo, do homem sem luz, abandonado a si mesmo e como que perdido nesse rincão do universo, sem consciência de quem o colocou aí, nem do que veio fazer, nem do que lhe acontecerá depois da morte, ante o homem incapaz de qualquer conhecimento, invade-me o terror e sinto-me como alguém que levassem, durante o sono, para uma ilha deserta, e espantosa, e aí despertasse ignorante de seu paradeiro e impossibilitado de evadir-se. E maravilho-me de que não se desespere alguém ante tão miserável estado. Vejo outras pessoas ao meu lado, aparentemente iguais; pergunto-lhes se se acham mais instruídas que eu, e me respondem pela negativa; no entanto, esses miseráveis extraviados se apegam aos prazeres que encontram em torno de si. Quanto a mim, não consigo afeiçoar-me a tais objetos e, considerando que no que vejo há mais aparência do que outra coisa, procuro descobrir se Deus não deixou algum sinal próprio.

O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora. Quantos reinos nos ignoram!

Por que são limitados meu conhecimento, minha estatura, a duração de minha vida a cem anos e não a mil? Que motivos levaram a natureza a fazer-me assim, a escolher esse número em lugar de outro qualquer, desde que na infinidade dos números não há razões para tal preferência, nem nada que seja preferível a nada?

Blaise Pascal

Nota: Fragmento 72 do livro póstumo “Pensamentos”. Extraído do volume “Pensadores Franceses” da coleção Clássicos Jackson, volume XII. Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada.

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Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me
amavam, por isso sabia o que o Augustus estava fazendo. Você trinca os dentes. Você
olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los,
e você não vai ser nada mais que Uma Tristeza na vida deles. Você não deve se
transformar numa mera tristeza, então não vai chorar, e você diz tudo isso para si mesmo
enquanto olha para o teto. Aí engole em seco, mesmo que sua garganta não queira, olha
para a pessoa que ama você e sorri.

Como você vive a sua vida é da sua conta. Só se lembre: nossos corações e nossos corpos nos são dados uma única vez.

Sonhei com um amor de romance, acreditei que a alma gemea existia, vivi uma vida esperando, sonhando e um dia, enconteri você.

A dor que todas as pessoas experimentam na vida e a leveza que faz com elas vençam tudo isso, suas vidas e suas histórias e seu amor são o que me mantêm viva, o que me move a escrever.