Depoimentos p Pessoas q Nao Conhecemos
Não adianta me oferecer o discurso de faculdade-emprego-família como verdade absoluta. A gente não aprende a viver sentado numa carteira de colégio. Não é a fórmula de Pitágoras ou a definição de pronome oblíquo que vai fazer com que eu seja mais ou menos inteligente. Saber organizar informações burocráticas em série e ser programado roboticamente não faz de ninguém um ser humano repleto. Isso tudo só rende uma possível colocação relevante numa prova de vestibular, um êxtase momentâneo. A vida se aprende nas perdas. É perdendo a liberdade que a gente descobre que não se encaixa, é perdendo alguém que a gente descobre que não vale a pena lutar por futilidades, é perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo. Então eu deixo algumas coisas passarem incompletas porque tenho consciência de que certas palavras ainda não têm tradução. Por mais que eu grite, vai ter quem não entenda, não aceite. O que eu não aceito é ter nascido num mundo tão grande e conhecer só uma pequena parte. Vou voar. Quem conseguir compreender, que me acompanhe.
Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo, mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir por quê.
Hoje, algo não muito agradável me despertou uma imensa reflexão a respeito da existência humana...esse curto momento que passamos na terra, que a primeiro momento parece ser eterno, torna-se tão cômico e trágico que não percebemos que as coisas são tão rápidas, tão intensas, tão tristes, felizes...
Sempre foi cheio de objetivos, e isso se perpetuou durante toda minha adolescência: vestibular, universidade, provas, trabalho, na busca de uma vida um pouco melhor. Por incrível que pareça, nunca me liguei muito em felicidade pessoal...pensei sim em realização pessoal, o que é totalmente diferente. Talvez a questão seja essa: nunca refletir que as duas coisas são totalmente distintas...
Hoje aprendi uma coisa muito importante, que talvez eu leve como bandeira de defesa para todos os dias de minha vida: há coisas mais significantes no mundo que o nosso próprio mundo...nossas realizações, objetivos, modo de vida, convicções, atitudes, ideologias, filosofias, sentimentos....tudo isso não se resume em tudo....há sempre algo novo a ser conquistado e que por alguns segundos se transforma em realização pessoal, FELICIDADE.
A felicidade nem sempre está nas coisas boas, férteis. Às vezes é necessário a tristeza, a saudade a solidão para percebermos que ela existe, e mais ainda... para percebermos que ela não é algo transcendental, longe, intocável, pelo contrário...ela estar tão perto, mais tão perto que nem a percebemos.
Às vezes tenho uma imensa vontade de fazer-me pensar de que as coisas podiam ser bem mais fáceis, sei lá...a vida podia ser bem mais aproveitável! Pra que viver num sistema ignorante que nos leva ao trabalho, ao estudo, as regras sociais, por que não ser livre??...pois bem....graças a Deus que isso é apenas uma vontade psicótica, e não uma vontade realística, menos mal.
Confesso que tinha uma velha convicção. Confesso também que pensava que convicções eram convicções: irrefutáveis. E mais uma vez a vida me ensinou que nada é para sempre, as coisas mudam, o mundo muda...e porque não as pessoas?
Por muito tempo vivi isolado. Pensava que o isolamento, talvez era de certa forma normal. Mas o mundo é imenso!! Existem tantas diversidades, tantas culturas, tantas pessoas...quanta gente!
Hoje meu dia valeu por anos já vividos! Descobrir o verdadeiro valor da felicidade! Descobrir que a verdadeira felicidade não estar no meu trabalho, na minha casa, nas minhas convicções, na minha posição social e até mesmo na minha liberdade! Hoje descobrir que a verdadeira felicidade está nas pessoas! E são nelas que encontramos os verdadeiros motivos de seguir em frente, de continuar a luta pela existência e mais ainda...é nas pessoas que descobrimos o verdadeiro sentido da vida, aquela força que te faz levantar todos os dias e enfrentar tantos desafios, certas vezes, da nossa própria ignorância.
Hoje aprendi que a felicidade está no amor, e que o amor está aí...solto, livre, de portas abertas, como uma piscina imensa que te convida a se jogá-la.
É menina
Aproveita enquanto ela ainda não engatinha, isso daí quando começa a andar é um inferno
É menina, que coisa mais fofa, parece com o pai, parece com a mãe, parece um joelho, upa, upa, não chora, isso é choro de fome, isso é choro de sono, isso é choro de chata, choro de menina, igualzinha à mãe, achou, sumiu, achou, não faz pirraça, coitada, tem que deixar chorar, vocês fazem tudo o que ela quer, isso vai crescer mimada, eu queria essa vida pra mim, dormir e mamar, aproveita enquanto ela ainda não engatinha, isso daí quando começa a andar é um inferno, daqui a pouco começa a falar, daí não para mais, ela precisa é de um irmão, foi só falar, olha só quem vai ganhar um irmãozinho, tomara que seja menino pra formar um casal, ela tá até mais quieta depois que ele nasceu, parece que ela cuida dele, esses dois vão ser inseparáveis, ela deve morrer de ciúmes, ele já nasceu falante, menino é outra coisa, desde que ele nasceu parece que ela cresceu, já tá uma menina, quando é que vai pra creche, ela não larga dessa boneca por nada, já podia ser mãe, já sabe escrever o nomezinho, quantos dedos têm aqui, qual é a sua princesa da Disney preferida, quem você prefere, o papai ou a mamãe, quem é o seu namoradinho, quem é o seu príncipe da Disney preferido, já se maquia dessa idade, é apaixonada pelo pai, cadê o Ken, daqui a pouco vira mocinha, eu te peguei no colo, só falta ficar mais alta que eu, finalmente largou a boneca, já tava na hora, agora deve tá pensando besteira, soube que virou mocinha, ganhou corpo, tenho uma dieta boa pra você, a dieta do ovo, a dieta do tipo sanguíneo, a dieta da água gelada, essa barriga só resolve com cinta, que corpão, essa menina é um perigo, vai ter que voltar antes de meia-noite, o seu irmão é diferente, menino é outra coisa, vai pela sombra, não sorri pro porteiro, não sorri pro pedreiro, quem é esse menino, se o seu pai descobrir, ele te mata, esse menino é filho de quem, cuidado que homem não presta, não pode dar confiança, não vai pra casa dele, homem gosta é de mulher difícil, tem que se dar valor, homem é tudo igual, segura esse homem, não fuxica, não mexe nas coisas dele, tem coisa que é melhor a gente não saber, não pergunta demais que ele te abandona, o que os olhos não veem o coração não sente, quando é que vão casar, ele tá te enrolando, morar junto é casar, quando é que vão ter filho, ele tá te enrolando, barriga pontuda deve ser menina, é menina.
Deve aconselhar-se apenas quando queres e não quando outros o queiram; deve desencorajar todos de fornece-lhe conselhos se não os solicitados.
Em outra vida, eu seria sua garota. Em outra vida, eu faria você ficar. Então eu não precisaria dizer que você foi aquele que foi embora... aquele que foi embora.
Faça todos os esforços para mudar as coisas das quais não gosta. Se não conseguir mudá-las, mude a forma como tem pensado. Você poderá encontrar uma nova solução.
Não existe nenhuma fórmula para o sucesso, exceto, talvez, pela aceitação incondicional da vida e do que ela traz.
Enquanto você paga de gatinha, eu me garanto como felina, porque não basta só miar, tem que saber arranhar.
Pior mesmo do que sofrer por amor, é sofrer por não amar. Um coração vazio sempre se sentirá sozinho,e não há nada mais doloroso que a solidão. É melhor viver na esperança, entre seus sonhos e pensamentos do que não ter no que esperar, imaginar e acreditar.
"Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo."
Não há vida sem morte, como não há morte sem vida, mas há também uma “morte em vida”. E a “morte em vida” é exatamente a vida proibida de ser vida.
Explosões
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
É evidente que o milagre não é produzido materialmente pelas relíquias, mas pela vontade de Deus sobre elas. Não há, pois, superstição alguma nas peregrinações do povo cristãos a certos lugares em que Deus obra milagres pelas relíquias ou imagens dos santos.
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