Depoimentos de agradecimento
A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.
Eu estou diante de você, e não é por acaso. Eu sei o que é sentir que existe algo maior me chamando. Eu sei o que é ter um sonho estranho, intenso, quase inexplicável, e acordar com a sensação de que aquilo significava mais do que parecia. Eu já estive nesse lugar. E talvez, assim como você, eu tentei entender se aquilo vinha de fora… quando, na verdade, vinha de dentro.
Eu sonhei com algo que não cabia na lógica comum. Um ser que descia dos céus, que mudava de forma, que me olhava como se soubesse exatamente quem eu era antes mesmo de eu me tornar. E quando ele disse o nome, Mamu, eu não senti medo. Eu senti fascínio. E foi ali que tudo começou a mudar.
Porque o fascínio não mente.
O medo paralisa, mas o fascínio aponta. Ele revela aquilo que a gente deseja, mas ainda não teve coragem de assumir.
E naquele momento, sem perceber, eu estava diante da minha própria expansão. Não era um ser externo. Era uma representação daquilo que eu poderia me tornar. Algo mais consciente, mais estratégico, mais livre.
Mas liberdade não vem do excesso. Liberdade vem do controle. E foi aí que eu entendi algo que mudou completamente a minha forma de viver:
O suficiente é luxo.
Sim, o suficiente é luxo. Porque em um mundo onde todos querem mais, mais coisas, mais validação, mais reconhecimento, escolher o suficiente é escolher poder.
Mas me responde com sinceridade: você sabe o que é suficiente para você?
Ou você está apenas correndo atrás de algo que nunca termina?
Eu precisei parar. Eu precisei encarar o vazio que existia entre o que eu queria e o que eu realmente precisava. E não foi confortável. Porque o excesso disfarça a insegurança. Ele ocupa espaço, preenche o silêncio, evita que a gente encare a verdade.
Mas quando eu comecei a remover o excesso, algo curioso aconteceu.
Eu comecei a me enxergar.
Minimalismo nunca foi sobre ter pouco. Minimalismo é sobre ter clareza. É sobre olhar para a própria vida e perguntar: isso aqui tem propósito ou só está ocupando espaço?
E essa pergunta não serve só para objetos. Ela serve para tudo.
Para os pensamentos que você repete.
Para os conteúdos que você consome.
Para as pessoas que você mantém por perto.
Para as metas que você diz ter, mas não executa.
Eu comecei a eliminar. E no começo deu medo. Porque parece que você está perdendo. Mas não está. Você está abrindo espaço.
Espaço para o que realmente importa.
E foi nesse espaço que eu comecei a construir algo real. Eu parei de tentar fazer tudo e comecei a fazer o essencial. Eu parei de postar por postar e comecei a comunicar com intenção. Eu parei de querer agradar todo mundo e comecei a falar com quem realmente precisava me ouvir.
E aí entra algo que muita gente não entende:
Eu não vendo e-books. Eu vendo transformação.
Ninguém acorda pensando “vou comprar um e-book hoje”. As pessoas querem mudar. Querem se sentir melhores, mais leves, mais confiantes, mais no controle da própria vida.
E se você não entende isso, você não vende.
Mas se você entende… você constrói algo que cresce.
Eu comecei a observar. Testar. Ajustar. Errar. Melhorar. Repetir. E repetir de novo. Sem glamour. Sem atalhos. Sem esperar motivação.
Porque motivação é instável. Mas decisão é sólida.
E foi aí que eu percebi que enriquecer não tem a ver com fazer muito. Tem a ver com fazer certo, de forma consistente.
Você não precisa de 100 estratégias. Você precisa de uma que funcione… e repetir.
Você não precisa de mil ideias. Você precisa de uma clara… e executar.
Minimalismo é isso. É cortar o excesso de esforço desorganizado e focar no que gera resultado.
Mas deixa eu te perguntar algo que talvez você esteja evitando:
Você quer enriquecer… ou você quer parecer que está tentando enriquecer?
Porque existe uma diferença enorme.
Uma pessoa que quer enriquecer aceita o processo. Testa, falha, aprende, ajusta.
Uma pessoa que quer parecer ocupada fica presa no planejamento, no consumo de conteúdo, na comparação.
E eu precisei escolher.
Eu escolhi agir.
Mesmo sem garantia. Mesmo sem perfeição. Mesmo sem aplauso.
Porque no fundo, eu sabia: a versão da minha vida que eu desejava não viria até mim. Eu precisava construir.
E aquela figura do meu sonho… aquela que mudava de forma… era exatamente isso.
Adaptabilidade.
Quem cresce muda. Quem cresce se ajusta. Quem cresce não fica preso em uma única identidade.
Hoje eu entendo que aquele “Mamu” não era alguém vindo me ensinar. Era uma parte de mim dizendo: você pode ser mais.
Mas existe um preço.
E o preço não é dinheiro. É disciplina.
É fazer o que precisa ser feito quando ninguém está vendo.
É continuar quando não tem resultado imediato.
É confiar no processo mesmo quando a dúvida aparece.
E aqui está o ponto mais importante de tudo isso:
Você não precisa de uma vida gigante para ser feliz.
Você precisa de uma vida alinhada.
Uma vida onde o que você faz faz sentido. Onde o que você consome não te pesa. Onde o que você constrói te aproxima da liberdade.
Isso é riqueza de verdade.
Não é sobre ostentar. É sobre respirar sem peso.
Agora eu te deixo com isso, e eu quero que você leve a sério:
O que, na sua vida hoje, é excesso disfarçado de necessidade?
E mais…
Se você continuasse exatamente como está agora pelos próximos 2 anos… você estaria mais perto do seu suficiente ou mais longe dele?
Porque a resposta disso define tudo.
E talvez, só talvez… aquele sonho não foi estranho.
Foi um convite.
ALINNY DE MELLO
15 de Mello de 2026
UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026
O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO
Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.
Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.
Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.
Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.
Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.
Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.
Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.
Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.
Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.
Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.
Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.
Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.
Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.
Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.
Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.
Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.
E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.
Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.
Eu me tornei alguém livre!! Livre.
Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.
Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.
Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.
Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.
Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.
Eu nunca achei que fosse conseguir.
Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.
Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...
Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.
Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.
Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.
Eu sempre tive uma vida difícil.
Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.
Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.
Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.
Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.
Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.
Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.
Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.
Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.
Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?
As defesas não significavam nada.
Mas, o tempo é o senhor das conspirações.
E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.
Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.
A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.
Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.
Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.
Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.
Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!
Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.
Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!
Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.
Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.
Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.
Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.
Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.
Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026
O passado já foi e serviu como aprendizado.
O amanhã a Deus pertence.
O agora, é o único instante real.
Que possamos ser a melhor versão de nós mesmos, sempre.
Em cada amanhecer, em cada instante em que Deus ainda emana sua energia de vida, dentro de nós.
Que possamos ser gratos por cada respirar, e por sermos herdeiros da terra, porque Deus nos deu o planeta para vivermos plenamente nele!!
Para ele nos servir, e depois a gente gente servir ele.
É uma grande troca, assim como tudo o que há no universo.
Somos todos parte do outro!!
Deus vive em nós, nós vivemos nele.
Assim, somos oniscientes e onipresentes.
Por isso, os sonhos sempre nos mostram coisas além do que os nossos olhos podem ver, porque é uma dimensão espiritual, onde somente o nosso espírito tem acesso. Através da nossa consciência!!
Somos todos partes de um só!!
O tempo não existe. Ele é somente uma metáfora para se referir a nossa mera existência.
SOBRE SONHOS QUE TIVE NESSA SEMANA...
17 DE JUNHO DE 2026
Sonhar com malas, mudanças e a escolha do próprio vestuário é um prato cheio para a psicologia e para a análise do comportamento humano. Quando eu olho para esses símbolos sem o misticismo barato das previsões do futuro, o que sobra é um espelho bem nítido da minha própria dinâmica interna, da minha identidade e das transições pelas quais eu passo.
O avião, para começo de conversa, é o deslocamento definitivo. Diferente de um carro, onde eu posso parar no acostamento a qualquer momento, o avião representa um movimento de ruptura: eu saio de um ponto A e, queira ou não, vou parar no ponto B. É o início de uma transição, uma jornada compartilhada que exige deixar o chão firme para trás.
Logo em seguida, o cenário muda para a casa da família dele. Psicologicamente, a casa da família do parceiro costuma representar o território do outro, as regras do outro, o espaço onde, por mais acolhida que eu seja, eu ainda sou a visita. Estar ali sozinha antes de ele chegar evoca uma sensação de autonomia em meio ao cenário do outro, mas o ponto central aqui são as roupas encaixotadas.
A roupa é a nossa segunda pele. É como nos apresentamos ao mundo, a nossa persona, a armadura que escolhemos para interagir com a sociedade. Quando eu peço para ele encaixotar as minhas roupas para voltar para casa, há um movimento claro de recolhimento de mim mesma. Guardar a minha própria identidade em caixas para retornar ao território comum de nós dois mostra o desejo de encerrar um ciclo externo e preservar o que é meu, organizando a minha essência para o retorno ao ambiente seguro.
E então chegamos ao tambor. O tambor, que lembra tanto uma máquina de lavar quanto um grande organizador, é um espaço de triagem, um turbilhão onde as coisas giram, misturam-se e são limpas. Ver-me diante desse tambor, escolhendo ativamente o que vou vestir, é o ápice da autonomia nesse enredo noturno.
Depois de voar, de transitar pelo espaço do outro e de encaixotar o que me pertence, eu não estou mais apenas guardando a minha identidade; eu estou selecionando-a. Escolher a minha própria roupa dentro de um turbilhão é o símbolo exato do livre-arbítrio sobre quem eu decido ser a partir de agora. Quais camadas servem? Quais padrões antigos eu vou deixar rodando no tambor e quais vou de fato vestir para me apresentar ao mundo?
Não há mistério cósmico aqui, mas sim uma belíssima crônica visual do meu próprio inconsciente sobre transição, preservação da individualidade e, acima de tudo, o poder de escolha sobre a minha própria narrativa.
Para continuar acompanhando minhas reflexões diárias sobre o comportamento humano, a nossa busca por autonomia e as ironias da nossa mente, convido você a seguir **Alinny de Mello** no Pinterest. Os temas são publicados, através dos MEUS livros digitais toda semana por lá.
A chamada "guerra de narrativas" sobre alienígenas durante a Guerra Fria é um tema fascinante porque envolve espionagem, tecnologia militar, propaganda, medo coletivo e mistério.
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética entraram em uma disputa tecnológica intensa. Novos aviões espiões, radares, mísseis e satélites começaram a surgir em segredo. Como muitos desses projetos eram altamente confidenciais, avistamentos de objetos estranhos nos céus tornaram-se frequentes.
Um exemplo famoso é o avião espião Lockheed U-2. Quando ele começou a voar em altitudes nunca antes alcançadas, muitas pessoas relataram luzes e objetos misteriosos. Na época, o público nem imaginava que tal aeronave existia.
Alguns pesquisadores argumentam que governos aproveitaram a confusão em torno dos OVNIs para esconder programas militares secretos. Se uma testemunha relatasse uma nave impossível, isso poderia desviar a atenção da tecnologia real que estava sendo testada.
Por outro lado, surgiu uma narrativa oposta: a de que governos estariam escondendo evidências de visitas extraterrestres. Casos como o suposto incidente de Roswell tornaram-se símbolos dessa visão.
Durante décadas, essas duas narrativas disputaram espaço:
1. Tudo seria tecnologia humana secreta.
2. Parte dos fenômenos envolveria algo não humano.
O interessante é que ambas foram alimentadas pelo mesmo ambiente de sigilo da Guerra Fria. Quanto menos informação oficial existia, mais espaço surgia para especulações.
A partir dos anos 1950, filmes, livros e programas de televisão também passaram a explorar o tema. Alienígenas viraram um elemento cultural poderoso, refletindo medos da época: invasão, espionagem, armas desconhecidas e perda de controle sobre o futuro.
Hoje, muitos historiadores veem a questão dos OVNIs como um fenômeno que mistura vários elementos ao mesmo tempo: tecnologia militar secreta, erros de identificação, fenômenos naturais, crenças populares e alguns casos que continuam sem explicação definitiva.
O ponto central da "guerra de narrativas" é que, durante a Guerra Fria, a informação se tornou uma arma estratégica. E quando informação e segredo se encontram, surgem histórias que atravessam gerações, alimentando debates que continuam até hoje.
Talvez a questão mais profunda não seja "por que as pessoas culpam Deus?", mas "que imagem de Deus elas carregam?". Quem vê Deus como um juiz severo tende a interpretar o sofrimento de uma forma. Quem vê Deus como amor incondicional tende a interpretar de outra.
Deus não é um governante que distribui castigos, mas uma presença que sustenta a vida, uma força de amor que habita todos os seres. Nessa perspectiva, o mal não nasce de Deus, mas das escolhas humanas, da ignorância, da violência, da ganância e da falta de consciência.
Uma das razões pelas quais tantas pessoas culpam Deus pelo sofrimento é que elas partem da seguinte pergunta: "Se Deus é bom e poderoso, por que permite tanta dor?" Essa questão é tão antiga que existe desde os primeiros filósofos e teólogos da humanidade. Não é necessariamente uma falta de compreensão, mas uma tentativa humana de encontrar sentido para tragédias, doenças, guerras, injustiças e perdas.
Vale lembrar que muitas pessoas que culpam Deus estão falando a partir da dor. Quando alguém perde um filho, um animal querido ou presencia uma injustiça terrível, nem sempre está fazendo uma análise teológica. Muitas vezes está expressando revolta, tristeza e desespero.
A grande discussão que acompanha a humanidade há milhares de anos é justamente esta: se Deus é amor, como devemos agir para refletir esse amor no mundo? Porque, independentemente da crença de cada um, boa parte do sofrimento causado aos seres humanos, aos animais e à natureza realmente vem das decisões que nós mesmos tomamos.
Existe uma pergunta que atravessa séculos e continua ecoando dentro da mente humana: se Deus existe, por que existe tanta dor no mundo?
Mas talvez exista uma pergunta ainda mais profunda que quase ninguém tem coragem de fazer: se recebemos a liberdade de escolher, por que insistimos em entregar a culpa das nossas escolhas para Deus?
Pense comigo. Todos os dias acordamos com a capacidade de construir ou destruir. Podemos alimentar uma pessoa ou humilhá-la. Podemos proteger um animal ou abandoná-lo. Podemos espalhar esperança ou espalhar medo. Podemos criar pontes ou levantar muros. O livre arbítrio é um dos maiores presentes já concedidos à humanidade, mas também é uma das maiores responsabilidades.
Muitas pessoas desejam um mundo perfeito, mas quantas estão dispostas a assumir a responsabilidade de ajudar a construí-lo?
Talvez o amor divino não esteja na ausência da liberdade, mas justamente na sua existência. Porque um amor verdadeiro não controla, não escraviza e não obriga. Ele permite a escolha. E é exatamente por isso que podemos praticar a bondade, mas também podemos praticar a crueldade.
Quando observamos guerras, violência, corrupção, abandono de animais, destruição da natureza e tantas outras tragédias, será que estamos olhando para a ausência de Deus ou para o reflexo das decisões humanas acumuladas ao longo das gerações?
É mais fácil perguntar onde Deus estava durante uma injustiça do que perguntar onde estavam aqueles que poderiam ter impedido essa injustiça. É mais fácil culpar uma força invisível do que reconhecer a própria responsabilidade diante da vida.
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