Depoimento para uma Garota que eu Amo
Minhas palavras muitas vezes são perdidas, minhas promessas esquecidas, mas o sentimento que eu sinto por você permanece.
“Ficção”
Hoje, joguei fora meu passado
Tudo o que um dia vivi
Eu hoje me desfaço,
Assim, não me sinto mais alienado.
Sou livre de tudo
Que um dia sofri,
Das tristezas, amarguras...
Agora, já posso sorrir...
Não vivo a vida sem sentido,
Minhas lembranças já não existem.
Meus dias são invenção
Daquilo que foi por mim vivido.
Meu passado, já é escuridão,
Meu presente estou inventando,
O amanhã, não sei o que será.
Meu futuro é ficção.
20/07/2010
Estou sorrindo. Não,você se enganou,eu não estou sorrindo pra você. Você não vai ver isso tão cedo,não de verdade. Eu nem sei se ainda sei fazer isso,sorrir por sorrir. Sorrir por gostar,sorrir por plena felicidade. Começo a pensar que preciso de ajuda. Ei,você ai... Pode me ajudar a sorrir?
Eu finjo. Finjo o tempo todo, finjo pra tudo, finjo para os outros, finjo até mesmo para mim. Quando você fingi tudo fica mais fácil, mais solucionável. É mais fácil conversar se você fingir prestar atenção, é mais fácil ter amigos, agradar, fazer sorrir. Basta só imitar certas ações e não sair do normal. Fingindo, ainda espero perceber que ao fingir mais um sorriso, acabe sorrindo de verdade.
Eu gosto de falar. Falar com quem tem a discutir me deixa incrivelmente animada,sempre espero algo surpreendente daquela pessoa, mas como sempre,estou esperando demais. Para onde foram as pessoas interessantes? O mundo ainda não acabou, então, por que diabos não vejo mais graça nele?
Eu escrevo em tudo, em qualquer lugar. Cadernos velhos,folhas soltas, janelas e principalmente na minha mente. São poucas as vezes em que escrevo para valer, que guardo minhas palavras e minhas frases perdidas. A maioria delas, nem sequer faz sentido,e nem quero. Meu objetivo é me fazer entender minha própria confusão e não colocar outros nela. Mas mesmo assim,escrevo. Escrevo para mim, e não para você. Escrevo sobre mim e daqui a algum tempo, não mais sobre você.
Eu te prometo não só a eternidade,eu prometo te amar além dela. Muito além. Não se preocupe,eu sempre vou estar aqui.
Aprenda a parar!
Sabe, normalmente quando eu vejo esses recados dele ou quando ele chama meu nome,o mais simples ato da parte dele,faz meu coração acelerar
e depois ao perceber que ele vai embora, ficava um bom tempo tentando fazer ele parar de bater feito um louco,como se ele dependesse do outro para viver,mas hoje
foi um ''Oh olha o ele ali'' uma leve aceleração e pronto foi só mandar ''Quieto ai dentro!'' e ele obedeceu ficou quietinho na dele sabendo que ele ja se machucou demais por não conseguir se calar. Hoje, meu coração finalmente aprendeu a obedecer ordens e está ali,quietinho.
Ótimo, você já voltou, destruiu as poucas paredes que eu havia posto de pé. Missão cumprida. Agora pode desaparecer logo? Já está na hora de recomeçar a construir.
- Eu vou lembrar disso e sorrir.
- Ou chorar.
- Por que chorar? Sorrir é melhor.
- Algumas pessoas choram ao lembrar do passado.
- Mas eu vou ter dito adeus.
- Isso é doloroso. Significa perder algo,e você não gosta de perder.
- É.
- Então... isso é motivo para sorrir?
- Não. É motivo para se orgulhar e depois sorrir.
Talvez eu comece a escrever em cadernos a partir de hoje. Do nada,me apareceu essa vontade,essa súbita vontade de poder escrever em uma folha de papel e guardar de recordação. Não sei exatamente o porque afinal odeio ler o que escrevo,me estressa. Meus próprios pensamentos me deixam estressada. Gosto de escrever no momento. Na hora. No ato. Sentindo aquilo e não programar todo o processo para ficar bonitinho e padronizado.
Coisas padronizadas são irritantes,uma hora ou outra,perfeição fajuta perde a graça. E bem isso me leva de volta ao querer escrever em cadernos. Pra que diabos eu quero guardar minhas palavras se eu nem ao menos gosto delas?
Quem sou eu?Primeiro me diga, quem é você? Se você conseguir fazer isso sem acrescentar ou tirar detalhes,então talvez um dia eu consiga te dizer de verdade, quem eu sou. Por enquanto me defino como um processo em andamento,ainda esperando ser finalizado ao longo do tempo.
“Fingimento”
Vivo fingindo
Todo o tempo não sou eu.
Da vida estou fugindo
Tenho medo de ser seu.
Que me tenha eu quero
Mas meu medo
Não me deixa te pertencer
Por isso finjo, minha imagem adultero.
Fujo do meu fingimento
Já não me reconheço.
Fujo do que sou.
Fujo do meu sentimento.
21/07/2010
“Poesia”
A poesia é meu refugio,
É onde fico pra sair da vida, da realidade.
Na poesia eu me esquivo, e me alivio,
De tudo que me causa fatalidade.
Na poesia conto historias de amor,
Vivo a minha imaginação,
Mesmo sem sentir dor,
Na poesia eu encontro a libertação.
Nas minhas estrofes, saio do vazio
Nas minhas prosas eu me amparo,
Saio do mundo vadio.
Na poesia, do mundo me separo.
Na poesia me abrigo,
Nela encontro asilo,
Na poesia me desligo,
A poesia é meu sigilo.
Nela falo de amor, vida, sofrer...
Pode ou não ser verdade.
Mas a poesia, tudo me faz esquecer.
Mesmo que seja ou não sinceridade.
Com ela, mesmo estando só, não estou...
Na poesia falo da minha saudade,
Falo de tudo o quero ser e sou...
Na poesia eu tenho a liberdade
De falar tudo o que meu coração pensou.
21/07/2010
