Depoimento para uma Garota que eu Amo
Ecos
Sou de fato o maior pecador que eu conheço. Digo isso com a maior honestidade do meu ser. Todas as coisas que eu procurei na minha vida foram as que me fizeram mal, por muito tempo andei totalmente entregue a todo tipo de exagero, somei uma bagagem negativa enorme. De repente me encontrei lutando com os retornos invisíveis que eu mesmo criei, um barulho ensurdecedor se fazia ouvir na beira do poço da minha existência. A princípio não te vi, não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floreceram comigo. Os ecos do barulho permanecem, mas tu me faz entender que são apenas ecos.
Você partiu o meu coração,mas não parta embora agora,fique,termine de destrui-lo,até eu ver você partindo de minha vida
Quem sou eu?
Sou alguém que se cobra muito?Talvez eu queira mudar pelas pessoas e não por eu mesma?
Nós dançamos,ou melhor,eu danço,eu canto,eu sorrio diariamente,eu me busco dentro do meu próprio eu,ás vezes encontro alguém que não existe ou alguém tão real que parece de mentira.
Eu sou apenas mais um alguém,mais um que desses vários outros 'eus' por aí.
Alguém que quer ver quem ama sendo feliz,e, realmente espero que eles desejem o mesmo para mim.
Só compreende quem associa as informações! Que por sinal muitos chamam de coincidências,
e eu chamo de evidências!
BN1996
22/05/2020
ersatzspielerin
teimo em não acender a luz, encalhada
sem saber se quem – eu ou o mundo
é suplente de algo primevo
se o que existe é a tensão ou
degrau de recursividade.
o violento da memória é a retenção do vazio.
penso em palavras multiportantes, como não me escapa fazer:
merimnologia, ou: considerar é arder.
mermeridade, ou: ansiar é condenar-se.
metameridade, ou: a parte pelo todo.
palavras me procuram, procuram a nós
porque as salvamos de um desígnio adjunto
nos lançamos aos fins da tensão.
me vejo merócrina, exocito
e a elas entrego
qual impostora estertorada
o grau primeiro das coisas.
Eu preciso dizer o que sinto e penso de alguma forma - é um alívio! Mas o esforço está ficando maior que o alívio.
Ás vezes eu só queria desabafar um pouco, mais lembro que ninguém me entenderia e só me julgaria. Até porque ela não está passando por isso, e ta tudo bem... Ninguém iria entender, na maioria das vezes nem eu me entendo.
Onde não houver rancor, eu serei visto.
Onde existir paz, eu serei notado.
Quando não houver conflito, eu serei sentido.
Quando existir perdão, eu serei percebido.
Se não houver medo, eu serei olhado.
Se existir comunhão, eu serei alimentado.
Ass.: o Amor.
E que te chegando a velhice, eu desejo que se possas ver em teu rosto não as marcas da dor que te fizeram rugas,
mas sim a paz que ilustrou teus dias.
Um bom dia pra todo mundo! Eu não tenho pressa de nada, tô light, viu gente. Quem tiver pressa, peça licença que eu deixo passar.
Era assim! Assim era.Eu sei que era!
As moças, das famílias com mais recursos financeiros, só podiam namorar os rapazes que fossem do mesmo nível financeiro ou com um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça; só se fosse no "namoro"escondido." As moças que namoravam "escondidos", para ir ao cinema, onde ocorria os encontros tinham que sempre estar acompanhadas com alguma amiga, ou com os pais, que as levavam até a porta do cinema.,Nunca iam sozinhas. O pretendente atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando iniciava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a namorada. Vez ou outra,depois de estar sentado e já de mãos dadas com a namorada, "arrebentava a fita," as luzes eram acessas, era, então, a hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema , apagava se as luzes, voltava, no escuro o pobre coitado à procura da namorada e poder, outra vez, se sentar ao lado dela. . Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o rapaz. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho, sempre com o argumento de que eles, os pais, não haviam criado a filha para aquele tipo de rapaz. Fim!
"Parece sonho…
… mas acho que não"
Ei!
Porquê você não deixa eu acordar…
… com você dormindo?
Tipo assim.
Grudadinha em mim.
Olha amor!
Eu garanto o teu sorriso...
... e a tua felicidade.
Eu garanto o meu melhor.
E também!
O meu precioso carinho.
Aliás!
Eu me garanto pra você.
Ei!
Porquê você não sai do meu sonho...
... e me envolve em tua realidade?
Porquê?
Porquê você não faz isso?
Eu prometo sorrir sempre.
Aliás!
Sorrir o dia todo…
… é o que mais quero ao seu lado.
Então amor!
Ahhhhhh!
Que alegria extrema…
… seria sorrir contigo.
E não só hoje.
Mas!
Para todo o sempre.
Admilson
23/05/2020
Um pouco de mim
Seriam poesias, tudo aquilo que escrevo?
Alguns poucos textos eu diria que sim.
Já outros tantos, eu afirmo que não!
A maioria são amontoados de letras soltas em frases desconexas de ideias vagas…
São delírios,
exercícios de imaginação...
As vezes contos, confissões, desabafos,
ou pura ficção...
Uns são muito extensos,
Há aqueles de duas linhas...
Guardo tudo aqui dentro...
Essa coleção que é só minha.
Um dia, quem sabe,
publico tudo num livro
onde revelarei tudo sobre eles
e, talvez,
um pouco de mim.
EU SOU
EU SOU, como o ar que percorre este mundo alucinado
Tentando alegrar o coração de um ser magoado
EU SOU, como a luz que ilumina o mundo diariamente
Tentando evitar quem ao mal conduz, um pobre ser vivente
EU SOU,como uma rocha dura difícil de ser quebrada
Tentando evitar a dor que perfura, a alma de uma pessoa abandonada
EU SOU, como a natureza contida na floresta
Lutando para preservar a beleza, daquilo que ainda resta
EU SOU, como os animais
Que lutam para sua sobrevivência
Sou o coração dos Pais que educam seus filhos
Com a mais pura convivência
EU SOU, como o mar, grande e tão profundo
Tentando loucamente limpar
O ódio e o mal existente no mundo
EU SOU, aquele que me amo
E apesar do meu jeito de ser, o mundo vai saber
Que também sou um ser humano
ORIGINAL ESCRITO EM 26/07/1989
