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Depoimento para uma Garota que eu Amo

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Com muito custo, chacoalhei minhas mangas. E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que não virou nada.

Eu tenho tanto pra te dizer e... no entanto, veja meus olhos rasos d’água: é a expressão de todo o carinho que sinto por você!

- Bem, como você já sabe, eu adoraria fazer parte disso.
- Do quê?
- Do que faz você feliz.

NÃO, não sou limitado a isso ou aquilo, posso ter vários eus dentro de eu mesmo.

É como se eu estivesse esperando… Não sei o quê, não sei quem. Mas parece que estou aqui só esperando que chegue, que chegue algo que vá mudar tudo.

Eu quero o que dá vontade, simples assim.

E se eu tivesse feito outras escolhas, onde eu estaria?

Eu odeio a ausência quando o que eu preciso é da presença.

Muitas vezes anda sendo assim, eu fingindo estar bem e sorrindo sempre. Só para não atrapalhar a felicidade de quem está junto comigo!

E na verdade, eu tenho muito medo de dizer que estou feliz. Vai que tudo desmorona de novo?

Me importo sim com o que dizem de mim, mas isso não quer dizer que eu vá mudar a minha vida por causa de um comentário de alguém que acha que pode me julgar.

Eu posso rir da minha desgraça, porque ela é minha. Você não.

Tantas perguntas, tanto na minha cabeça. Tantas respostas que eu não consigo encontrar.

Você não se importa ou finge tão bem quanto eu?

Eu sou persistente. Eu vou atrás daquilo que quero e que eu acho que tenho capacidade de conseguir.

Certas pessoas eu não trocaria nem por todo ouro do mundo.

Desejo que você não esmoreça, porque é tão bom estar de “bom jeito”. Acho que eu devia abandonar minha “tragédia” em um ato...

Clarice Lispector
Montero, Teresa (org.). Correspondências. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.

Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 13 de outubro de 1946.

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Amor? Ah, aquilo que sinto por tudo o que me faz bem... sim, eu sei o que é!

Eu acredito em lágrimas.

Me perguntam, assim, o que tu achas de tal coisa. Pô, eu não sei o quê que eu acho. Na hora eu acho uma coisa, meia hora depois eu posso achar outra. Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, acho que tudo é passível de uma outra interpretação.