Depoimento para uma Garota que eu Amo

Cerca de 469878 frases e pensamentos: Depoimento para uma Garota que eu Amo

Vem cá e deixa eu bagunçar teu cabelo, ser tua motorista, e esquentar teus pés no frio. Vem cá me pegar no colo, me chamar de vida e atrapalhar meus estudos. Vem comigo pra eu rir da tua cara quando tu falar que tá bravo e falar que tu é lindo. Vem cá e se atira de cabeça, alma e coração nessa relação que tem tudo pra dar certo, e vai dar certo, que já deu certo, vem cá vem.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Trecho da crônica "Vem comigo acreditar nas nossas loucuras!"

...Mais

⁠Eu sempre vou estar ao seu lado, mesmo que seja só como um obstáculo para você superar.

Só por você eu estou disposto a trocar todos os meteoros do céu.
(Dao Ming Si)

"Ver você dormindo e sorrindo é tudo que eu quero pra mim"

"O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar." —

Os meus pedidos de desculpa

O que é que eu faço para te deixar orgulhosa?
O que é que eu tenho que fazer para acreditares que sou capaz?
O que é que eu faço se alguém vier e me deitar a baixo?
E procuro-te para me ajudares a levantar, mas tu não estás lá porque estás chateada comigo?
O que é que eu tenho de fazer para me desculpares por tudo o que tenho feito?
O que é que eu tenho de fazer para nenhuma de nós sair magoada disto tudo?
O que é que eu te posso dizer quando tudo isto acabar?
Se “desculpa” costuma ser a palavra mais difícil de se dizer....
O que é que eu digo então?

Esta vida continua....
Comecei a aprender mais e mais sobre a responsabilidade
Então reparei que muitas das coisas que eu faço afectam muitas pessoas à minha volta
Aproveito então para pedir nesta folha, desculpa por tudo o que tenho feito, coisas que ainda sou fraca e incapaz de vos dizer na cara
Sei que tenho de começar a tomar responsabilidades pelos meus actos...
Desculpe pelas coisas que a deixam em baixo, porque na maioria das vezes nem penso no que estou a fazer.
Desculpe por ter mudado a sua vida para cuidar de mim; tenta manter-se ocupada, mas os seus pensamentos são sempre os mesmos. Você cuidou da sua família e de todos à sua volta, amou e ama todos eles da mesma maneira...e nem sabe a quantidade de vezes que peço para vocês os três não me deixarem.
Desculpe por deixá-la muitas vezes sozinha.
Desculpe por ter de fazer tudo por sua conta, sem muitas vezes contar com a minha ajuda.
Desculpe se cresci muito depressa, quem me dera tê-la ouvido mais, quando mais nova, para não ser assim.
Desculpe pela sua vida ter dado uma volta de 180º.
Desculpe pelas vezes em que se zanga comigo.
Desculpe pelas vezes em que os vícios falam mais alto.
Eu entendo que todas as pessoas têm problemas, não sou assim tão cega para não ver isso.
Todos os sentimentos que tem dentro de si, transmitem-se em todas as minhas incertezas. Se ao menos eu conseguisse pedir desculpa por estar errada, e ter vergonha do que faço...não era preciso sofrerem por minha causa, mas podem sempre pôr a culpa em mim.
Desculpa se demoro a entender o teu ponto de vista, sabendo que estou errada, mas tentando inverter a situação.
Desculpa por demorar muito tempo a responder quando me chamas ou falas para mim, mas estou sempre com a cabeça noutro lado, onde ninguém me pode encontrar.
Desculpa pelas vezes em que não te falo, ou quando chego mais tarde e nem te dou explicações.
Desculpa pelas vezes em que tenho de ir e nem te ligo.
Desculpa pelas vezes em que te deixo triste.
Desculpa por todas as vezes que te falto ao respeito.
Desculpa pelas coisas erradas que faço, quando não estou contigo nos momentos em que mais precisas.
Desculpa pelo facto de não gostar de estudar, mas sei que ficas preocupada quando não o faço.
Desculpa pelas coisas que não te digo, mas não tenho coragem...mas podes sempre pôr a culpa em mim.

Vocês são a melhor coisa que eu tenho no mundo, e tenho toda a coragem e força para dizer que tenho orgulho em ser da vossa família.

Que é, pois o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei.

É que hoje eu tô correndo tanto, sorrindo tanto
Olha o que plantamos, sorrisos e não prantos

Da minha alma para a tua

Da minha alma para a tua, eu deixo esse pequeno pedaço de luz que ainda resiste dentro de mim.
Não porque eu esteja sempre forte, inteira ou certeira, mas porque aprendi que mesmo os cacos guardam brilho.

Se eu pudesse te olhar agora, olho no olho, diria que a vida nem sempre é leve — e está tudo bem não ser. Diria que a gente se perde, cansa, duvida, desmorona. Que às vezes o mundo pesa, o peito aperta, e a esperança parece fina demais para nos sustentar.

Mas também te diria que existe algo invisível que insiste.
Uma força que não se vê, mas se sente.
Um recomeço que nasce silencioso, como quem pede licença.

Da minha alma para a tua, eu deixo esse abraço que não precisa de braços:
o abraço do reconhecimento.
Daquilo que dói, daquilo que pulsa, daquilo que ainda sonha.

Eu te desejo profundidade — daquelas que não te afogam, mas te devolvem ao teu próprio eixo.
Desejo descanso na tua mente, respiro no teu peito, leveza no teu passo.
E desejo que, mesmo quando tudo parecer escuro demais, você consiga perceber que existe um fio de luz costurando cada parte do seu caminho.

Se em algum momento você sentir que está só, lembre-se:
minha alma conversa com a tua no silêncio.
Não para salvar, não para ensinar,
mas para caminhar junto.

Porque no fim, somos isso:
um encontro de sobrevivências,
um eco de sensibilidade,
um gesto de presença.

Da minha alma para a tua —
que você continue existindo com verdade,
sentindo com inteireza,
e deixando no mundo a marca bonita
de quem sobreviveu à própria tempestade
e ainda escolhe tocar outras almas com cuidado.

Eu!

Hoje eu descobri que nada dura para sempre!
Que tudo na vida é passageira, e o que fica são apenas lembranças, e um sentimento de saudade que nos leva a loucura de querer voltar no tempo e começar tudo outra vez, o que foi bom, o que foi ruim... , Queremos sempre mudar o que já foi mesmo parecendo banal ainda sonhamos com a realização daquele sonho de criança esquecido nos anos da vida, aquele ultimo abraço caloroso de um amigo que se mudou e nunca mais você o viu, das brincadeiras de roda, dos amigos da escola, da casa que você morou, de ouvir aquela musica que seu avô tanto amava, de reencontrar aquele velho amor que há tanto tempo ficou protegido pela esperança de que um dia tudo seria diferente.
Hoje descobri que não sou nada, que não tenho e não posso nada. Descobri que a cada segundo que passa jamais o sentirei novamente, que a cada instante eu morro pouco a pouco deixando de ser, deixando de sentir eu envelheço a todo instante e não sei o que vai acontecer daqui há um segundo, tenho medo de que me esqueçam, mais também sei que isto é inevitável a morte não é o fim de tudo somos eternos enquanto nossa lembrança estiver viva nas lembranças de um alguém.
Tenho tanta coisa pra fazer ainda, mas já deixei de fazer tantas coisas pequeninas que jamais terei a oportunidade de realizá-las, tantas vezes quis dizer que amava, mas o medo me impediu de tentar, quantas palavras amiga deixei de dizer e vi lagrimas rolarem em rostos angelicais...
Assim como eu muitos outros se lamentam por ai, falando mentiras que são verdades, não sabemos quanto tempo temos por aqui e aproveitamos tão pouco tudo que temos, deixamos as pequenas coisas de lado buscando apanhar estrelas para guardar seu brilho em caixinhas de musica somente para satisfazer o nosso egoísmo.
Aprendi que somos todos passageiros do tempo e que vivemos numa escuridão porque não queremos enxergar a verdade de que a vida é pra se viver, e não para se compreender.

Se você começar a sentir minha falta, lembre-se que eu não fugi. Você que me deixou ir.

Eu não podia deixar um homem do seu calibre, longe da minha manha. Teu jogo de talento, estava acabando com minha malícia.

Rebeca

-

Já te fiz muita canção
São quatro, ou cinco, ou seis, ou mais
Eu sei demais
Que tá demais

Eu chego com um violão
Você só tá querendo paz
Você desvia pra cozinha
E eu vou cantando atrás

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você

Se juntar cada verso meu
E comparar
Vai dar pra ver
Tem mais você que nota dó
Eu vou ter que me controlar
Se um dia eu quero enriquecer
Quem vai comprar esse CD
Sobre uma pessoa só?

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Explosões

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.

Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.

Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.

Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2003.

A minha infância morreu há muito tempo; mas eu vivo ainda.

Eu acredito em desejos e na capacidade das pessoas em fazer um desejo se realizar. Acredito mesmo. Toda a vez que eu vejo um pôr-do-sol eu fazia um desejo em segredo um pouquinho antes do sol se esconder no horizonte. Parecia que o sol tinha levado meu desejo com ele. Eu fazia logo quando o ultimo raio de sol brilhava. E um desejo é mais que um desejo é um alvo, é algo que seu consciente e subconsciente podem tornar realidade

Eu contemplo aquilo que ninguém observa, eu penso o que ninguém reflete, abraço o que sempre é desprezado, talvez seja porque quando mergulho não tento ficar na superfície sempre tento ir mais profundo. Pois os seres humanos buscam as resoluções de seus problemas na superficialidade, enquanto que, é lá no fundo que está o tesouro, e, lá no fundo poucos chegam. Mergulhe mais profundo, e veja as coisas como elas são e não como aparentão ser, enquanto isso, te aguardo lá!

Viajar!
A estrada que me apetece é aquele por aonde eu vou.
Viajar é não ser adaptável às formas do cotidiano. É quebrar a carapaça e se expor a aquilo que não se conhece.
De que me serve estórias de outros se não trilho as minhas próprias. De que me serve mapas escritos por mim se não os sigo.
Bom e sentir o peso da mochila em meus ombros, carregada com uma barraca, algumas roupas, o colchão inflável, e todos os meus sonhos.
Bom é se adaptar ao clima, as pessoas, ao modo de vida, então partir e fazer tudo de novo. É bom se perder às vezes. Melhor ainda é se achar, pra não se perder mais.
E as comidas? Ah! São muitas e de todos os tipos.
Bom são as poesias escritas na estrada, as danças do povo, flores, o luar, o sol e ela.
Ela que viras elas se você não tem ela. Ou ela que é bem melhor do que elas se você a tem e ela o tem.
E como é bom voltar para casa com bagagem repleta de estórias novas, distribuir os presentes e dormir em seu ninho. Mas o melhor de tudo é o enriquecimento da alma do pensamento, da mente, do corpo.
Viajar. Se na de avião vou de ônibus, se não de ônibus vou de bicicleta, se não de bicicleta vou a pé, se não a pé compro muletas que me agüente que eu agüente com elas. Mas estarei na estrada que me apetece.
Viajar!
(E.C.)

Hoje eu acordei gostando mais de mim, vou cair fora numa boa...

"Se você quiser me julgar, vá em frente. Eu cansei de tentar me opor contra os julgamentos falsos e o mínimo caráter das pessoas."