Depoimento para uma Garota que eu Amo
Você e eu somos soldados. E, se a gente não conversa, apodrece por dentro.
Perguntas-me do silêncio
eu digo
meu amor que sabes tu
do eco do silêncio
como podes pedir-me palavras
e tempo
se só o silêncio permite
ao amor mais limpo
erguer a voz
no rumor dos corpos
Aos 95 anos, meu corpo pede pra ficar deitado. Mas eu não me rendo.
Você deve me achar maluca, e talvez eu seja mesmo. Ou o mundo ficou maluco, e fugir dele é a única coisa sã a fazer. O tempo dirá.
Parece que um espaço enorme se abriu em meu cérebro, cheio de ideias novas. Sinto-me evoluído. Eu renasci.
Eu prefiro inventar os personagens. Os que eu invento para mim mesmo são mais interessantes.
O mais perto que chego da poesia de maneira satisfatória é na letra da canção, que eu entendo como a forma literária mais próxima. Na feitura das letras, existe muito o rigor da poesia, mas com o apoio do ritmo e da melodia.
Se eu quisesse macho pra fazer fantoche, eu já tinha feito há muito tempo.
Eu não gosto muito de gritos,
mas, às vezes, entendo que é bom gritar, porque se a gente não alertar os outros, a gente mesmo pode adormecer.
Eu não penso em morrer, porque para morrer não precisa pensar. Agora, para viver eu penso, porque para bem viver é preciso melhor pensar.
Amigo (a)! Se eu não lembrar mais de você é porque esqueci de mim. Se de mim esquecer, certamente alguém, além de nós, de mim lembrou…
No passado eu fazia mais do que pensava. Agora, penso mais do que faço. Talvez, o meu pensar hoje faça alguém fazer melhor no presente do que eu fiz no passado.
Eu não preciso falar o nome de Deus a toda hora e todos os dias, porque fazendo referência às coisas boas e edificantes, reconheço que todas procedem Dele a Quem pertence a glória.
Quando eu cansar de correr vou andar, quando cansar de andar vou sentar, quando cansar de sentar vou deitar, mas no presente
estou me preparando para poder voar…
