Depoimento para Mim Mesmo

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Ser forte cansa, mas desistir dói mais, então eu sigo, mesmo trincado, mesmo exausto.

A fé inabalável é a bússola que nos guia mesmo quando o horizonte se esconde sob densas nuvens de incerteza, sendo a certeza da presença Dele em cada passo. Eu escolho confiar, mesmo sem entender o desenho completo dos planos divinos, pois a Palavra dita que Seus caminhos são mais altos e Seus pensamentos maiores do que podemos conceber em nossa limitada visão humana. É nessa entrega total que reside a verdadeira força, sabendo que a ausência de resposta imediata não significa Seu abandono, mas sim a preparação de algo que transcende toda expectativa, exigindo apenas a paciência daquele que sabe que o melhor de Deus está por vir.

O medo da solidão é o medo de ter que encarar a si mesmo. Se você não é boa companhia para si, como espera ser para o mundo?

A raiva é punir a si mesmo pelo erro de outro. O perdão não é um presente para o outro, é a chave que liberta você da prisão do passado.

As estrelas são as cicatrizes do céu, a prova de que mesmo o infinito é marcado pelas explosões que o fizeram nascer.

O universo conspira a favor de quem não desiste de si mesmo, o maior alinhamento é a fé inabalável na sua própria jornada.

A verdadeira liberdade é não precisar provar nada a ninguém, apenas a si mesmo, e viver sob a única régua que importa: a sua paz.

A sua história é importante demais para ser contada com meias verdades. Seja inteiro, mesmo que a inteireza te custe a aceitação alheia.

Há almas que são a própria combustão poética, incandescentes mesmo vestidas com o tecido mundano da prosa, sua beleza não é a métrica, mas a substância indomável de sua essência.

Há dias em que a alma parece uma casa sem teto: tudo entra, tudo molha, tudo desaba. Mas mesmo nas ruínas, algo dentro pede reconstrução. E esse pedido é prova de que a esperança, embora pequena, ainda respira. Respira fraco, mas respira.

Fé é continuar a plantar mesmo com frio na alma, dedos entorpecidos e céu fechado.

A coragem verdadeira conversa com o medo e, mesmo tremendo, responde: VAMOS.

As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.

As lembranças que mais doem são também as que mais amei. Elas têm perfume e corte ao mesmo tempo. Passei a tratá-las como se fossem frascos delicados. Abrir um a cada dia é exercício de coragem. E as lágrimas que saem servem para
regar memórias.

A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.

Às vezes penso que sou ilha e ponte ao mesmo tempo. Isolado, construo travessias para quem está perto. Há dias em que não quero ponte alguma. Outros, sou inteiro de tal modo que abraço o mar. E nessas variações, descubro meu próprio ritmo.

Meu respeito a todos os corações que, mesmo feridos, recusam-se a endurecer. Vocês são a luz do mundo.

Não busco a estética da frase bonita, mas a crueza da palavra honesta, mesmo que ela me deixe exposto e sem defesas.

Minha esperança é uma sobrevivente teimosa, mesmo ferida e sem fôlego, ela insiste em se manifestar nos escombros.

Talvez a força seja exatamente isto: a incapacidade de desistir, mesmo quando tudo em nós grita pelo fim.