Depoimento para Mim Mesmo

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A verdade pode machucar e até fazer chorar, mas mesmo assim, nunca devemos deixar de dizê-la...

Mesmo nos dias ruins, você continua sendo alguém importante.

Vou onde o vento me leva, mesmo que o passado ainda tente me segurar. No cheiro do mar, encontro um conforto estranho, parte angústia, parte vontade de recomeçar.

Após abismos, aprendemos que bom mesmo é a paz do caos de um dia qualquer!

O amor mais bonito é o de Deus
pois me faz conviver com a sua beleza
mesmo em fartos campos de guerra
me conduz em paz pelos cantos da Terra.

“A beleza da vida não está em ser perfeita, mas em florescer mesmo nas imperfeições.”


Roberto Ikeda

⁠A conquista e primeiro desafio
O desejo de ter o corpo quente mesmo no tempo mais frio ciúme na incerteza
se será um romance ou encontro casual coisa do mundo atual no final cada um segue
Um caminho há uma vontade de amar e ter amores e um jardim com pouca água e muitas flores.

Ser leve, ser solto...
De bem com a vida, com todos, e principalmente consigo mesmo.

Não sei se estou me movendo pra frente. Sem querer percebo estar é no mesmo lugar.
Como quando criança assustada, esperando a tempestade passar.
E ela, passa!⁠

Nem sempre quem está perto de nós está junto de verdade, às vezes mesmo tendo muitos a nossa volta continuamos sozinhos!

Quem é sincero com a vida, naturalmente se torna sincero consigo mesmo.

Amores são como sapatos, se precisa se espremer para entrar, não serve para você, e se mesmo assim insistir em ficar, vai doer.

Mesmo caído continuo lutando, mesmo sem brilho estarei aqui...

O mais importante é a intenção e a sinceridade, ou até mesmo um abraço.

“Nada é feito sem esforço, mesmo que doa.”

⁠Quem pensa grande não sabe escrever pequeno...
Mesmo com poucas palavras escreve muito.

Solitária é a vida que se vive solitário de si mesmo.

Aquele que sabe rir de si mesmo, diverte-se até o fim.

"A Gravidade Suave dos Anjos Pacientes"


Mesmo quando me enrolo com meus próprios pensamentos,
— nessas linhas tortas que escrevo sem querer —
há uma presença que não me solta.
Eu a sinto no canto da alma,
um suspiro que parece vir de dentro, mas não é meu,
como se alguém soprasse calma
no exato ponto onde costuro minhas incertezas.


Ela não reclama,
embora eu viva dando nós impossíveis
na fita frouxa dos meus dias.
Não me pressiona,
mesmo quando minha cabeça inventa labirintos
e meu coração tenta sair pela porta errada
só para ver se muda o final da história.


E ainda me segura quando eu tropeço —
o que, convenhamos, acontece mais vezes
do que a gravidade recomendaria.
Anjos definitivamente têm mais paciência que humanos,
e talvez riam de mim em silêncio,
não por maldade,
mas porque sabem que eu levo tudo a sério demais,
até o drama das pequenas incertezas
que duram menos que um café.


Às vezes converso com essa presença,
como quem fala com o vento
esperando uma resposta que já conhece.
Digo:
“Você não cansa de me acompanhar
nos meus tropeços filosóficos?”
E ela me devolve uma espécie de luz,
um levantar de sobrancelhas invisível,
algo entre:
‘Claro que não’
e
‘Lá vamos nós de novo, mas eu gosto de ver você tentar.’


No fundo, eu sei:
ela entende que viver é equilibrar-se
entre o que sinto e o que invento,
entre o que espero e o que temo,
entre a leveza que desejo
e o peso que insisto em carregar.


E mesmo assim permanece.
Me guia sem dizer,
me abraça sem braços,
me acalma sem voz.


Talvez seja isso que os anjos fazem:
acompanham nossa dança desajeitada
pela vida,
gentilmente prevenindo quedas
e permitindo outras
— só as que ensinam a rir de nós mesmas.


Porque, no final,
toda existência é essa mistura curiosa
de tropeços, reflexões e paradoxos,
e eu,
com toda minha elegância atrapalhada,
só consigo agradecer
à gravidade suave desse ser paciente
que me segura,
me entende,
e ainda me deixa seguir pensando demais,
como quem diz:


“Continue.
Seu caos também tem poesia.”

A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.