Depoimento para Mim Mesmo

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"Corre de mim que hoje estou puro talento"

Quatro Rotas


Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.


Quatro rotas.


Quatro versões de partida.


Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.


Sem mapa,
sem promessa,
sem você.

Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.

Não é só no peito, é em mim inteira,
um peso que chega e nunca beira.

Feito de tudo que eu não soltei,
de tudo que senti e nunca falei.

Dias parados, querendo voltar,
coisas em mim sem saber onde ficar.

Eu sigo firme, mesmo cansada,
carrego o mundo sem dizer nada.

E no silêncio onde ninguém vê,
eu luto comigo pra não me perder.

Você viu distância.

Eu via ruínas
tentando ficar de pé
dentro de mim.

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Tantas tacadas eu já peguei,
que o acesso à mim mudou de lugar.
Hoje, quem quiser entrar,
precisa saber ficar.


Não abro mais portas
pra quem chega fazendo barulho,
nem entrego meu caos
pra quem nunca soube cuidar do meu silêncio.


Intimidade não é presença,
é permanência.

Hoje eu observo antes de abrir.
A última vez que confiei sem filtro,
quase me perdi de mim.

⁠O EU – Pergunta minh'alma
Pergunta a mim, o que te incomoda?

Disse a Alma – Ora, até quando ficarás onde estás?
Não lutarás por aquilo quer tanto quer?
Ou mesmo conquistarás aquilo que a vida de aprove lhe dar?
Ah EU, até quando se castigarás, e sozinho estarás?
Lamentando as percas e dores?
Ser levanta-te.
Respira e vive, pare de se acomodar...
Viva intensamente: ame, ria, brinque, divirta-se...
Chore, entristeça-se, faça tudo com intensidade,
Daqui a pouco a vida desfalece e se vai.
Então levante e viva!

"Tem uma versão de mim que existia antes de tudo ficar assim. Eu lembro dela como se fosse outra pessoa que eu conheci há muito tempo. Ela sorria com mais facilidade. Era como se qualquer momento simples já fosse o suficiente."
– Luiza Barbosa

Imagina se eu vou gostar de uma pessoa que não gosta de mim. Eu quero que ela faleça.

Enquanto ajudo meu filho a compreender o mundo, também estou aprendendo a compreender a mim mesma. 💙
A maternidade me ensinou que cada pessoa tem seu próprio tempo, sua própria forma de sentir e enxergar a vida. Nessa caminhada, descubro todos os dias a força do amor, da paciência e do autoconhecimento.
Gratidão por cada aprendizado. ✨🦋

🌻 "Cuidando do meu filho, aprendi a olhar para dentro de mim e descobrir partes da minha história que eu ainda não conhecia."
💙 "A vida nem sempre traz respostas rápidas, mas cada descoberta sobre nós mesmos é um passo de crescimento."
✨ "Enquanto ajudo meu filho a compreender o mundo, também estou aprendendo a compreender a mim mesma."
🦋 "Nem toda jornada é visível aos olhos. Algumas acontecem dentro do coração e da alma."
💫 "O autoconhecimento não muda quem somos; ele nos ajuda a entender quem sempre fomos."

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

Poesia “Retinto” — autor: Mateus de Jesus Silva


Para mim não tem escolha,
ou nunca foi escolha?
Eu não escolhi ou tive opção de escolher?
Ou de me identificar: pardo ou branco?


Não teve descoberta,
ninguém me perguntou ou nunca me perguntaram.
Simplesmente rotulado pela minha pele.


Não preciso colocar "sou negro!" na bio do Instagram,
nem de alisamento que me deixe mais confortável para os racistas,
nem tampouco de inverno que me deixe clarinho como meu avô.


Não precisa de estilo,
não precisa de bandeira
e nem tampouco de posicionamento.


Eu simplesmente sou,
ou sou acusado de ser.

Romantizar erros, longe de mim;
implicar com acertos, mantenha distância.

“Toda repetição dolorosa pede uma pergunta: quem em mim ainda observa a vida a partir da mesma ferida?”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.

Sou mimada.
Sou dengosa.
Maliciosa.
Teimosa,fogosa...
Sou muitas em varias
Sou varia em mim.
Unica,sensível,fera indomada...
Terna e suave.
Sou tua.
Sou minha
Sou mulher.

Não tente entender quantas
Mulheres existem em mim
E sim aquela que pode
Dominar você.

Escreva a sinfonia perfeita pra mim ♫ ♫ ... A melodia dos teus "Ais".Puro prazer. Hannah Lessa