Depoimento para Mim Mesmo
Preciso encontrar a verdadeira força que há dentro de mim. pois o caminho é longo, haverá ainda muitas batalhas a serem vencidas.
"Talvez não me achem interessante e até falem de mim, mas não me importo. Pois ando tão ocupada que quando sobra tempo, prefiro pensar em mim."
"Os melhores conselhos por mim vividos, até hoje, recebi, em um silêncio total, na presença de Deus."
Há um cansaço em mim que se afasta do ruído das conversas vazias onde muito se fala, mas nada realmente é dito.
Ninguém notou quando eu quase me perdi em mim mesma. Quando o sentir estava forte demais e aprisionou minhas mãos, me obrigando a suportar o fardo do eu com a cabeça.
Amo-te.
Tentei mentir para mim mesma. Afogar esse sentimento que nunca entendi. Falhei. Sempre falhei.
Queria arrancar de mim tudo o que não é meu e ter uma conversa comigo mesma. O diálogo poderia ser curto, nem mesmo seria necessário. Se eu fosse eu, nua dos outros e vestida de mim, eu me entenderia apenas olhando dentro dos meus próprios olhos.
Eu tenho todos os sonhos do mundo, guardados dentro de mim.
Sonhos bons, de amor e paz.
E mais tudo aquilo que o dinheiro não traz.
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
Me estudo por dentro para entender o outro fora de mim. Conhecendo minhas dúvidas, comportamentos, sentimentos, experiências e falhas, consigo perceber o que influencia minhas atitudes e, com isso, compreender melhor as atitudes, os sentimentos e os comportamentos do outro. Ao me conhecer, tenho uma referência para entender o outro e suas complexidades.
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