Depoimento para Mim Mesmo

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Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.

Certa vez, uma conhecida da faculdade afirmou para mim:
"Sabe, eu não posso casar-me com um pretinho e ter filhos escuros. Não posso fazer isso, eu estaria a pecar contra a minha cor."


Atravessado por aquelas palavras, fiquei por alguns minutos pensativo.
O facto curioso é que ela não é branca, mas sim uma preta minimamente clara, que no seu falar se denominam "mulatas".
A que nível a pretude desceu, para até se vangloriar de pensamentos medíocres. A ignorância é, de facto, algo que me assusta — reflecti.

"Tenho um grande fascínio pela morte, ela simplesmente é interessante. Parte de mim diz: vamos tentar... Eu rio e, ao mesmo tempo, sinto uma paz. Hoje é um excelente dia para desapegar da vida."

Não mais por mim, não mais por nós.


Quando você sorri.
Quando você brinca.
Quando você canta.
Quando você dança.
Quando você faz tudo de mais divertido.
Porém não sente aquele calor de felicidade depois que cada um desses momentos passa.
Quando você sente que nem é mais por você, que você faz a felicidade do seu dia ou os momentos de força, mas é por quem não quer te ver mal, é por quem você não quer ver sofrer. Você vai seguir, você vai fazer, você vai se levantar, mesmo que saiba que vai cair mais e mais vezes, mas não é mais por você. Você irá apenas ser a casca de alegria, mesmo sabendo que por dentro nada mais floresce e nada mais germina alegria. Porém você sabe que irá até onde for necessário e fará o que for necessário para que as pessoas que você ama sorriam, se sintam bem e sigam pensando que você está bem. E assim será. Seguiremos até onde for permitido, pois vontade de seguir por você mesmo não existe mais. Seremos o melhor do que podemos ser por quem amamos, mas na primeira oportunidade de descansar a mente e o corpo, iremos nos entregar. Simplesmente por que não vemos mais sentido em seguir por nós mesmos.

Cair


Venha, se junte a mim e veja a chuva cair
Poças novas se criam em cantos que antes eram imperceptíveis e
Os torna o centro das atenções
Viram problemas a serem evitados
Raios de sol tocam nossa pele, dando início ao fim.
Cicatrizes de um chão já muito batido voltam à tona.
E logo voltam a ser imperceptíveis
Caem no esquecimento até uma próxima chuva.

Saber que vc não gosta de mim dói, mas saber que alguém te magoou dói mais ainda.

Ah que saudade me dá do teu calor, das tuas mãos em mim, teu corpo quente me arrepiando...tua voz me apaixonando, teu sorriso me encantando e nossa vida colorida cheia de versos, sonhos e melodias.
Minha vida é tua, minha alegria é você e meu sonho foi teu...era tudo teu.

Se eu tivesse o poder de parar o tempo, eu o faria nesse exato momento, só pra eternizar em mim, um pouco de você.

Não guardei a dor, nem lamentei o lamento
quando eu estava só pensando em mim —
mas agora cada suspiro ecoa eu sei do que sou capaz,
como prece perdida na noite sem fim.
E nessa ausência que me abraça sem piedade,
descubro que o silêncio sabe mais de mim
do que todas as palavras que falei.
Se volto ao passado, é apenas para entender
que o que dói não é a solidão,
Nem é saudade do que quase foi amor.
E mesmo assim, o vento que atravessa portas fechadas,
lembra que há feridas que são curada ainda que ficam as cicatrizes,

“É estranho pensar que o mundo me enxerga com mais valor do que eu consigo enxergar em mim.”

Tudo o que eu rejeito no outro é algo que ainda não aceitei em mim.

A reação que eu tenho diz mais sobre mim do que sobre a situação.

Se em mim houve mudança, saiba que foi você quem primeiro se alterou,mas a rotina de julgar o mundo, e não a si mesmo, lhe impediu de ver.
Pois é mais fácil apontar o que se move lá fora,do que encarar o silêncio e a revolução que ardem dentro do próprio peito.

Na brisa que sopra, te sinto
Numa risada sem nexo, lhe ouço
Sorriso que me ilumina,
Trago em mim a saudade
Que só aumentou o amor
Nesse meu coração
Que é teu, e sempre será

Eu quis por muito tempo negar o desfecho que tivemos.
Senti raiva do não tentar e raiva de mim mesma por ainda te querer.
Tentei negociar pois nosso amor era muito valioso para apenas se esquecer.
Entrei em uma limbo depressiva na qual não sentia mais vontade de existir e nem sentir.
Mas no fim, eu aceitei. Aceitei o que fomos, aceitei nosso amor. Aceitei que não era a hora. E aceitei que por mais que reconheça o nosso amor, aceitei sair do mesmo.

A minha benignidade é insuficiente, mas a graça de Cristo é que faz a diferença dentro de mim.

A única coisa boa em mim é a presença de Deus. Não posso perder aquilo que me mantém vivo.

⁠Foi percorrendo o deserto que encontrei minha verdadeira força e acredite, ela não vem de mim, vem dEle.

⁠Você acende essa chama em mim,
que eu sem saber como apagar,
me queimo completamente nela.

⁠Esperam de mim mais do que posso oferecer.