Depoimento para meu Filho de 18 anos
A Nathalia chegou à faculdade. Aos dezessete anos, cursa o primeiro período em química. Nada a ver com o seu pai, sujeito subjetivo e sonhador, que planta letras e quase sempre colhe satisfações abstratas, de cunho estritamente pessoal. Às vezes alguns expedientes transversais, a exemplo de palestras educativas, convertidos em recursos econômicos. Até o emprego modesto, conseguiu por ser escritor também modesto. Vender livros, mesmo, é caso de algumas eventualidades como chegar aos lugares certos, nas horas certas, e ter a chance de mostrar o produto quase anônimo.
Porém, ninguém pense que a Nathalia escapou de minha rede sonhadora. E o melhor deste aspecto é que ela representa justamente a esperança da concretização do meu sonho característico de pessoa lunática: Tempos cada vez melhores, onde os filhos decidam mais e mais seus caminhos, ideologicamente opostos ou não aos de seus pais, porque terão sempre campo e liberdade para escolher. Conquistarão confiança e compreensão irrestritas, por se fazerem respeitar na sua individualidade. Minha filha futura química é, portanto, motivo de orgulho, além de representar um claro elogio a este pai poeta, cronista e visionário. Não apenas por sua escolha, ou por estar na faculdade, mas principalmente por ser uma filha amorosa, honesta, sincera e de postura moral que daria orgulho a qualquer pai.
Está quase criada, a Nathalia. Tenho ainda a tarefa de criar a Júlia, quatro anos, com o desafio de orientá-la para se tornar, igual ou diferente, uma pessoa especial feito a irmã. Com isso, ficarei cada vez mais lunático e sem apego a bens de consumo... Afinal, que mais pode querer da vida quem cria um, dois ou dez filhos que, por serem exemplos de humanidade, cidadania e talento, ajudarão a fazer do planeta o sonhado lugar melhor para viver?
A REVOLTA DO LIXO
(Uma historinha para crianças de 0 a 100 anos)
Uma caixinha de leite condensado já devidamente vazia foi atirada no quintal por Dona Carmem, porque ela estava na varanda preparando um bolo; apressada e desatenta não viu a lixeira por perto. Uma chuva um pouco mais forte logo levou a caixa, que foi parar num córrego pertinho dali. Dona Carmem, que não é de fazer lambança, logo depois da chuva deu por si e foi procurar a embalagem. Não a encontrou, mas também não deu muita importância, porque afinal, era só uma caixinha.
Quando chegou ao córrego, a caixinha deu de cara com um jornal. Fez amizade com ele. Sem demora, um carrinho de madeira que estava logo ao lado se aproximou. Resmungão como ele só, reclamou do mundo e da vida e disse poucas e boas do menino que o desprezou. Pensava, inclusive, numa forma de se vingar, mesmo sendo apenas um brinquedo inutilizado pela falta de peças e por algumas partes quebradas.
Mas ali não havia somente caixa, jornal e carrinho. Além de muitas outras embalagens, impressos e brinquedos, também havia latas, vidros, plásticos, sacolas, garrafas pet, ferro, madeira... Uma infinidade de sucatas que lambões de todas as classes, idades, etnias e religiões atiraram nas ruas, nos quintais e pátios públicos. Isto sem contar com os não lambões, como Dona Carmem, que acabaram deixando a desejar, por causa da pressa e a desatenção que resultou dela.
Foi aí que aconteceu uma coisa inusitada: Toda aquela lixaria, que poderia ter tido sina mais digna, em muitos casos sendo reciclada e voltando a ser algo importante, resolveu se vingar dos cidadãos daquela cidade: Uniu-se à primeira chuva intensa e forte que não demorou a chegar, para punir a todos, até os que não tinham culpa, com uma enchente de proporções catastróficas! O evento gerou muitos danos, encheu as ruas de lama, ratos e doenças, e deixou centenas de pessoas desabrigadas!
O que não se sabe até o presente momento é se aquele povo aprendeu a lição ou se continua deseducado. Gente, desde que o mundo é mundo, é mesmo assim: Demora muito a aprender que a vida é um bem precioso e que ela depende muito do nosso amor por nós próprios e pelo ambiente que nos cerca.
É engraçado como, aos 19 anos, eu aparentemente já vivi mais romances do que um protagonista de novela das nove. Pelo menos é isso que dizem por aí. Segundo as fofocas, eu sou infiel, mulherengo e emocionalmente indisponível. Tudo isso sem nem sair muito de casa. Um talento raro, reconheço.
As pessoas falam de mim como se estivessem narrando um documentário. “Ele é assim”, “ele faz isso”, “cuidado com ele”. Às vezes eu fico até curioso pra saber em qual episódio eu perdi essa parte da minha própria vida. Porque, sinceramente, se eu fosse metade do que falam, eu estaria cansado demais pra responder mensagem.
O mais divertido é a confiança. Não é “acho que”, é “tenho certeza”. Fonte? Vozes da cabeça, provavelmente. Um viu algo, contou pra outro, que aumentou um detalhe, que inventou o resto. Quando chegou em mim, eu já tinha três amantes, dois corações partidos e uma fama que eu nem pedi.
Dizem que eu sou mulherengo, mas esquecem de mencionar que eu me apego fácil, fico ouvindo áudio longo e ainda mando “chegou bem?” depois. Infiel, então? Mal consigo organizar minha própria vida, imagina manter vidas duplas. Isso exige planejamento, e eu ainda erro até horário de compromisso.
No fundo, eu rio. Rio alto. Porque enquanto tem gente gastando tempo criando versões minhas, eu tô aqui vivendo a versão real, cheia de falhas, confusões e zero roteiro. Se falassem menos de mim, talvez sobrasse tempo pra cuidarem da própria bagunça.
Então deixo falarem. Que falem muito. Que inventem, que fofiquem, que cochichem. Eu viro piada deles, eles viram piada minha, e a vida segue. Afinal, se aos 19 eu já sou lenda urbana, imagina aos 30. Eu só espero que, até lá, as histórias fiquem melhores.
— Cyrox
Se tem uma coisa que eu, com meus gloriosos 19 anos, tenho de sobra são problemas pessoais e medos completamente desnecessários. Alguns até fazem sentido, outros claramente nasceram às três da manhã, quando a mente decide trabalhar contra você.
Eu tenho medo do futuro, por exemplo. Não do futuro distante, tipo velhinho alimentando pombos. Tenho medo do futuro próximo mesmo, daquele “e agora?”. Medo de não dar certo, de escolher errado, de olhar pra trás e pensar “era pra eu ter feito diferente”. Ao mesmo tempo, morro de medo de ficar parado. Ou seja, tenho medo de ir e medo de não ir. Coerência passou longe.
Também tenho o incrível talento de transformar pequenos problemas em grandes dramas internos. Uma mensagem sem resposta vira um filme de suspense. Um “a gente conversa depois” vira uma série de 12 temporadas na minha cabeça. E o pior é que, na maioria das vezes, não acontece absolutamente nada. Mas tenta explicar isso pro meu cérebro.
Tenho medo de não ser suficiente. Suficiente pra mim, pros outros, pra quem eu gosto. Medo de decepcionar, de falhar, de parecer perdido demais. O detalhe engraçado é que eu já estou perdido, então talvez esse medo seja só medo de confirmar o óbvio.
Financeiramente, finjo que sou tranquilo, mas qualquer conversa sobre dinheiro me dá vontade de rir de nervoso. Faço piada, brinco, digo “uma hora dá certo”, enquanto mentalmente calculo quantos anos vou levar pra ser minimamente estável. Spoiler: muitos.
Também tenho problemas com o famoso “pensar demais”. Penso tanto que canso. Penso no que falei, no que não falei, no que poderia ter falado melhor. Às vezes penso tanto que esqueço de viver. Outras vezes penso tanto que acabo rindo da situação, porque se não rir, dá vontade de deitar no chão e fingir que virei um tapete.
Mas nem tudo é drama. Eu rio dos meus próprios medos. Faço piada com minhas inseguranças. Brinco com o caos interno como se fosse um amigo inconveniente que aparece sem avisar. Afinal, se eu não rir de mim, quem vai?
No fim, meus problemas e medos andam comigo, mas não mandam em mim o tempo todo. Sou um jovem de 19 anos tentando entender a vida, errando bastante, acertando às vezes, e rindo sempre que dá. Porque se tem algo que eu aprendi cedo é que crescer é assustador, confuso… e absurdamente engraçado, se você olhar do jeito certo.
— Cyrox
Se tem algo que eu aprendi nos últimos anos, é que ou a gente se arrisca e conhece o novo, ou então, ficaremos para sempre na nossa zona de conforto. Permanecer no mesmo lugar evita dores e decepções, mas a longo prazo, tras arrependimento e sensação de incapacidade. Temos que arriscar, não tem jeito. Precisamos conhecer o novo, botar tudo a perder, e assim, ter a chance de ganhar tudo de novo, se tornar uma pessoa melhor e mais corajosa, cheia de vida e de história. Eu sei que no futuro vou me arrepender do que eu não fiz.
Ainda é um pouco difícil falar sobre o que aconteceu. Os anos se passaram, mas eu lembro todos os dias de você. Quando eu soube que você partiu desse mundo, tentei mentir para mim mesma. Eu já estava em em um momento complicado e se eu me permitisse sentir mais essa dor, eu teria desabado. Tentei falar que tudo não passava de um pesadelo. Mas não adianta, a realidade é sempre mais forte. E eu demorei para tentar processar o que aconteceu. Eu mal conseguia olhar nossas fotos. Elas me trazem lembranças lindas, mas muito dolorosas para quem nunca soube lidar com essa partida. Eu demorei anos para voltar ao local que mais marcou nossa juventude. Pela primeira vez, me permiti viver a dor da sua partida. Chorei toda a mágoa que tinha acumulada ao longo desses anos. Eu tentei evitar o luto, pois tudo era muito forte para mim. As lembranças, suas fotos, a dor que eu sentia quando lembrada de você. Eu até cheguei a me afastar das pessoas que me faziam lembrar de você. Não foi fácil para ninguém. Você era tão jovem, tinha tanta coisa para viver, aprender. Mas com o tempo, eu tive que encarar minha dor. Tive que encarar a dor da sua partida. E hoje, depois de tanto tempo, eu tomei coragem para ver um vídeo nosso. Tantas lembranças incríveis surgiram. Pedi tanto a Deus para que você esteja em paz. Venha me visitar em um sonho, por favor, para me dizer que está bem e que eu já posso seguir em paz. Que você entende minhas razões.
Depois de todos esses anos, decidi, finalmente, retornar à minha cidade natal e fazer uma visita. Eu era muito jovem quando decidi ir embora e explorar novos caminhos. Não me arrependo jamais dessa decisão. Só que naquela época, jamais poderia imaginar o quão desafiador seria estar aqui novamente.
A sua partida doeu por muito tempo, e esta cidade é repleta de lembranças suas — lembranças lindas, mas dolorosas para alguém que sente tanto a sua falta. Ainda assim, eu sabia que estava na hora de voltar.
Após duas noites seguidas sonhando com você, senti como se fosse um sinal para voltar e revisitar esse lugar que marcou tão profundamente minha infância e juventude. Então, deixei a tristeza de lado e fui. Eu sei que você entenderia as razões pelas quais eu demorei tanto para voltar para cá.
É doloroso lidar com histórias do passado que nunca foram resolvidas, e a sua partida foi uma delas. Eu sabia que, em algum momento, precisaria confrontar todas essas emoções. Definitivamente, não foi fácil. Porém, quando cheguei aqui, senti uma paz imensa. Senti a sua presença — era como se você estivesse orgulhosa por eu estar aqui.
Visitei novamente vários lugares que marcaram minha vida. Essas ruas, parques e casas nos trouxeram tantos momentos bons, não é mesmo? Enquanto eu viver, vou lembrar de você. E eu juro que, desta vez, não vou demorar tanto para voltar.
Lá fora está um dia frio e nublado, enquanto dentro de mim, permanece um sol forte, daqueles que ilumina a alma.
Não posso dizer que fiz as pazes com o passado, mas, de certa forma, estou lidando melhor com essas emoções. Você era força, resiliência e otimismo. Guardo cada memória no meu coração. Saudade é para sempre.
Tenho 19 anos e, sinceramente, se relacionar com alguém mentalmente instável é tipo comprar um pacote surpresa às três da manhã. Você nunca sabe o que vem, só sabe que vai mexer com o psicológico. E o pior? Eu entro achando que sou o equilibrado da história. Spoiler: não sou.
É assim: num dia tá tudo ótimo, conversa profunda, clima leve, aquele sentimento bom. No outro, silêncio total. Aí eu fico encarando o celular como se fosse um enigma: “ok, visualizou… mas não respondeu… será que eu fiz algo ou só parei de existir emocionalmente?”
O mais engraçado é que eu sempre penso: “dessa vez eu dou conta, dessa vez eu vou ser maduro”. Não dou. Em pouco tempo eu já tô acordado tarde demais, ouvindo música triste e refletindo sobre decisões que claramente não pensei direito.
Relacionar com alguém assim é virar terapeuta sem formação, paciente sem tratamento e, às vezes, o próprio problema. E eu, com meus gloriosos 19 anos, achando que compreensão resolve tudo. Resolve sim, confia.
Eu entro tentando ser calmo, racional, compreensivo… e saio mais confuso do que cheguei. No fim, somos dois tentando entender quem tá pior da cabeça. Um debate eterno que não leva a lugar nenhum.
Mas vou admitir: tem um certo charme. A intensidade, o drama, a sensação de que tudo é grande demais. Só que cansa. Porque amor não deveria parecer um teste psicológico diário.
No resumo final, se relacionar com alguém mentalmente instável me faz rir de mim mesmo, refletir demais e aprender do jeito mais cansativo possível. E rir de mim mesmo ainda é a parte mais saudável disso tudo.
Assinado: um jovem de 19 anos que claramente não aprende rápido, mas pelo menos tenta manter o senso de humor
— Cyrox
A melhor parte da minha retrospectiva de todos os dias e anos e reconhecer o amor de Deus em minha vida, São tantos cuidados em cada detalhe sem que eu seja merecedor. Obrigado Deus por tudo e por tanto
01/01/2026
Oi, 2026.
No começo dos anos noventa, os anos dois mil pareciam tão distante que para uns era até improvável, muitas previsões equivocadas, muita desinformação até então.
E os anos dois mil vieram cheios de novidades, bugigangas, modinhas, e muita diversão. Passaram-se anos, décadas, eu realmente não imaginava nem com que idade estaria em 2026.
Sempre vivi o momento, e quantos momentos nessa vida, meu Deus! Momentos bons, ruins, desastrosos, felizes, enfim...
Nesse fim de ano pude refletir a simplicidade que Jesus nos propõe. Jesus, nascido em uma manjedoura, um homem sem estudo, que aprendeu somente a ler e escrever. Mas com uma sabedoria inebriante. Isso me encanta de uma forma surreal.
O aprendizado que podemos tirar com isso tudo, na vida pode haver de tudo, mas quando nós encontramos na simplicidade é que a nossa alma se deleita.
Hoje, mais velha, acho que a principal lição nessa estrada é ser verdadeiro. Mostrar sua verdade ao mundo, ser quem você é e simplesmente ser grato por isso.
Tenho 19 anos e um talento especial: vacilar com estilo. Não é qualquer vacilo, é aquele vacilo bem pensado, bem executado e, claro, repetido. Porque aprender na primeira vez é coisa de gente comum, e eu claramente me acho acima disso.
Eu olho pra trás e penso: “não, dessa vez eu fui gênio”. Não fui. Fui emocionado. Confundi intensidade com conexão, drama com profundidade e achei que minha presença resolvia instabilidade alheia. Olha a audácia. O ego de um garoto de 19 anos é uma coisa linda e perigosa ao mesmo tempo.
O melhor é que, mesmo errando, eu erro confiante. Eu entro nas situações achando que sou o ponto de equilíbrio, o cara lúcido, o diferentão. Resultado? Saio com mais histórias pra contar e menos certezas sobre mim mesmo. Mas calma, faz parte do charme.
Eu ignoro sinais óbvios com uma elegância impressionante. Bandeira vermelha pra mim não é aviso, é decoração. Eu vejo tudo, entendo tudo… e sigo mesmo assim. Porque, na minha cabeça, “comigo vai ser diferente”. Nunca é. E ainda assim, eu insisto.
O sarcasmo vem depois, quando eu finalmente percebo que fui o palhaço da própria narrativa. Aí eu rio, balanço a cabeça e penso: “ok, pelo menos rendeu caráter”. Vacilo vira aprendizado, aprendizado vira ego inflado, e o ciclo recomeça.
No fim das contas, eu me acho incrível até quando erro. Não porque o erro foi bonito, mas porque eu sobrevivi a ele com consciência, ironia e uma autoestima teimosa. Errar faz parte. Errar do mesmo jeito várias vezes já é personalidade.
E no fim, sou só um jovem de 19 anos, especialista em vacilos, dono de um ego questionável e totalmente convencido de que, no próximo erro, vai fazer melhor. Ou não. Kkkkkkk
— Cyrox
“Debaixo da Casca”
Bom dia.
Acordei com um desejo que pede voz há anos:
organizar o mundo que carrego dentro.
São ideias demais, caminhos demais, emoções demais —
como se minha mente fosse um cruzamento onde ninguém obedece o sinal.
Ser escritor, ou algo próximo disso, é caminhar com excesso.
Às vezes as palavras correm;
às vezes param todas, como se fizessem greve.
Eu falho, assumo, e recomeço — sempre.
Hoje declaro meu querer mais sincero:
reunir minhas crônicas, dar forma ao que sinto e penso,
e transformar tudo isso num livro dedicado aos meus alunos,
meu verdadeiro conteúdo.
Digo sem medo: não dou conta sozinho.
E aceitar ajuda também é política —
a política da humildade, da construção, da responsabilidade.
Quero romper minha própria casca.
Deixar sair o que é frágil e forte,
íntimo e público,
poético e indignado.
Quero transformar minhas aflições em páginas
e minhas páginas em memória viva.
Bom dia a quem tenta não viver só por fora.
Bom dia a quem insiste em ter miolo num país de cascas polidas.
Bom dia a quem escreve, tropeça, levanta
e segue —
porque a palavra sempre encontra seu destino.
Nos últimos anos, francamente, tenho aproveitado mais a companhia da minha solitude, fico isolado no meu mundo particular, em boa parte do meu tempo, até certo ponto é salutar, entretanto, a presença de pessoas continua sendo muito significante, umas mais do que outras, mas todas tiveram a sua participação, algumas delas ainda continuam participando e sem dúvida, certos momentos sem elas não seriam os mesmos.
Então, agradeço a Deus pela vida de cada uma com quem estive, principalmente, pelas que permanecem comigo, melhorando o meu dia, motivando o meu riso, dando sentido para vivências inesquecíveis, presentes sempre que possível, seja pessoalmente ou por mensagem, apesar da distância, das minhas imperfeições, dos imprevistos, da falta de condições favoráveis, que reforçam o fato de que a simplicidade por ser incrível
Não é errado desfrutarmos da nossa própria companhia, pelo contrário, é algo imprescindível, conviver ou ter que lidar com outros mundos, mesmo que, temporariamente, não é fácil, todavia, não é impossível, mais difícil deve ser para um eterno solitário, pois, certamente, com a solidão, determinados lugares e ocasiões seriam inexpressivos, descartáveis da mente, não teriam tanto brilho, portanto, ambos são necessários, a convivência com outros e o conviver consigo.
Tolice é acreditar que o tempo nos envelhece. Os anos não são velhos nem novos — são apenas ciclos que se repetem, máscaras diferentes sobre o mesmo rosto da existência. O calendário muda, mas a essência da vida continua presa ao mesmo tabuleiro, onde muitos jogam sem perceber que não há vitória final.
Vivemos como peças de uma engrenagem invisível, fiéis ao paradoxo de existir sem propósito, repetindo gestos, sonhos e derrotas. A matrix que nos envolve não é feita de códigos, mas de hábitos, ilusões e certezas que nos mantêm no mesmo campo de batalha. Lutamos contra inimigos que não existem, enquanto o verdadeiro combate deveria ser contra a apatia que nos consome.
O tempo não é prisão, é espelho. Ele não nos dá futuro, apenas devolve o reflexo do que escolhemos ser. Quem espera que o próximo ano traga milagres sem mudar a própria postura, continuará rodando no círculo vicioso, acreditando que envelhece, quando na verdade apenas repete.
Deus! Eu te agradeço pela tua presença em mim, nestes 62 anos de idade! É verdade que não me curaste, desta doença de Parkinson! Ainda assim eu te amo! Porque tu estás comigo! Permite Senhor, que eu sempre aceite, o que tens preparado para mim! Faça-se a tua vontade e não a minha!
Abençoa, a minha família, neste ano que está a começar! Abençoa todos os amigos! Assim seja amém!
Durante vários anos da minha vida, comecei o dia dia 1° de janeiro ao seu lado. E esse é um dos motivos pelos quais, para mim, é difícil pensar em começar mais um ano, porque sei que não terei você comigo. Olho para trás e vejo um passado cada vez mais distante em que estávamos juntos nessa época. Os anos anteriores me prendem a você e as lembranças de tudo que vivemos. Nosso tempo juntos nesse plano foi curto, mas intenso o suficiente para deixar memórias lindas e inesquecíveis. Sei que o futuro me reserva apenas a sua presença espiritual, embora eu ainda me iluda de vez em quando. Enquanto isso, me apego ao amor que sinto por você, que quem sabe, nos acompanhará em outras vidas.
Finalmente meus 40 anos...
Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...
Daqui a 10 anos, você pode estar muito feliz lembrando das boas escolhas que fez na vida ou muito infeliz relembrando as escolhas ruins.
- Relacionados
- Frases de filho para mãe que são verdadeiras declarações de amor
- Frases de mãe e filho que mostram uma conexão única
- Aniversário de 18 anos
- 20 anos de casados: mensagens que celebram duas décadas de união
- 43 mensagens de aniversário de 50 anos emocionantes
- 77 frases de aniversário de 15 anos para celebrar a idade tão esperada
- Feliz aniversário, meu amor: frases para uma surpresa inesquecível
