Depoimento de Boa Noite para um Namorado
Eu queria
Eu queria um jardim
Apenas de rosas negras e mortas
Assim como você
São lindas
Sombrias
E mortas
Mórbidas
E melancólicas
Apenas queria tê-la em minha mãos
Apenas
E então apenas
Uma última vez
Há muitos tipos de amor;
há amores que acendem a noite,
outros que sacodem as emoções
e outros que serenam o espírito,
mas o amor que honra a vida,
esse sim, é o melhor.
E lá ficaram, mas não tão entregues como durante a noite. Ela buscava algo e ele buscava algo, ambos furiosos, fazendo caretas; enterrando a cabeça um no peito do outro eles se buscavam e seus abraços e seus corpos arqueados não os faziam esquecer, mas lembrar-se da obrigação de continuar buscando; como os cães raspam desesperadamente o chão, eles raspavam os seus corpos e, desamparados, decepcionados, para alcançar ainda uma última felicidade, eles às vezes passavam à larga língua sobre o roso do outro. Só o cansaço os acalmava e os tornava mutuamente gratos.
Não pode chover o tempo todo.
O céu não pode cair para sempre.
E embora a noite pareça longa.
Suas lágrimas não podem cair para sempre.
O mundo seria perfeito....
Se todo dia fosse sábado,
Se toda noite tivesse festa,
Se toda cidade fosse praia,
Se todo mar fizesse onda,
Se toda estação fosse verão,
Se todo amigo fosse um irmão,
Se todo namorado(a) fosse fiel,
Se toda música nos fizesse refletir,
Se todo céu tivesse estrela,
E se todas as pessoas fossem maravilhosas como você!
O Gondoleiro do Amor
Barcalora
Dama Negra
Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;
Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.
Tua voz é cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento.
E como em noites de Itália
Ama um canto o pescador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.
Teu sorriso é uma aurora
Que o horizonte enrubesceu,
— Rosa aberta com o biquinho
Das aves rubras do céu;
Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.
Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias,
Arqueja, palpita nua;
Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no langor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor!?
Teu amor na treva é — um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa — nas calmarias,
É abrigo — no tufão;
Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor... Rosa!
Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.
Ando a ver. O caracol sai ao arrebol. A cobra se concebe curva. O mar barulha de ira e de noite. Temo igualmente angústias e delícias. Nunca entendi o bocejo e o pôr-do-sol. Por absurdo que pareça, a gente nasce, vive, morre. Tudo se finge, primeiro; germina autêntico é depois. Um escrito, será que basta? Meu duvidar é uma petição de mais certeza.
É você, meu mundo de paz
Eu te quero mais, meu universo é você
Sem ti, é tudo vazio, é noite de frio
De olhar sem me ver
O amor, que existe em nós dois
Agora ou depois irá renascer
Sente em meu colo e adormeça
Encoste sua cabeça
Escute esse peito meu,
E o coração que é meu
Bate pra te acalentar
Pode ficar a vontade
Que a saudade há de passar
Quero te fazer carinho
Teu amor é o caminho
E gosto de caminhar
Estou aqui. Eu amo você. Não me importo se você tiver de passar a noite inteira acordada chorando, eu fico com você. Se você precisar dos remédios de novo, não tem problema, tome – eu vou amar você do mesmo jeito, se fizer isso. Se você não precisar dos remédios, vou amar você do mesmo jeito. Não há nada que você possa fazer para perder o meu amor. Vou proteger você até você morrer, e depois da sua morte vou continuar protegendo você. Sou mais forte do que a Depressão e mais corajosa do que a Solidão, e nada nunca vai me desanimar.
Não se chora apenas
com a noite estendida sobre o sono dos homens,
com o silêncio pulsando em poros de imperceptíveis silvos
trêmulos, sussurrantes, urdindo a trama de inúmeros aléns.
Não se chora apenas
com a solidão concentrada em firmes bosques,
num chão de sombras por onde as lágrimas se embebam,
e nem a palidez das estrelas seja um breve indício de presença.
Não se chora sempre de cara virada para um tranquilo muro.
Nem sempre se pode dizer: é da ausência, é da noite,
é do silêncio, é do deserto...
da planície vazia, do mar fatigante, do assombro enorme da treva...
Chora-se em pleno dia, à luz do sol, diante do mundo povoado.
Caem lágrimas em pedras quentes, com borboletas, flores, gorjeios,
nuvens brancas, moças cantando, janelas abertas, ruas alegres.
Alguma coisa em nós é maior e mais grave que as expansões da vida,
alguma coisa é maior que o candelabro azul do dia
com flores, pássaros, canções entrelaçados nos seus doze braços.
Nem é de nós, nem nos pertence.
Sentimos que é da terra e dos homens,
da desordem do tempo,
da espada das paixões sobre o peito do sonho.
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Eu não sei mais o que dizer, a não ser que não consegui dormir ontem à noite, porque sabia que tudo está acabado entre nós. É um sentimento diferente para mim, algo que nunca esperei, mas, olhando para trás, acho que não podia ter acabado de outra maneira. Você e eu éramos diferentes. Viemos de mundos diferentes, e apesar disso foi você quem me ensinou o valor do amor. Você me mostrou o que era gostar e desejar outra pessoa, e eu sou um homem melhor por causa disso. Quero que você nunca se esqueça disso.
Não sinto nenhuma amargura pelo que aconteceu. Pelo contrário. tenho certeza absoluta de que o que nós tivemos foi real, e fico feliz por termos tido a chance de ficar juntos, mesmo que tenha sido por um breve período. E se, em algum lugar distante do futuro, voltarmos a nos encontrar na nossa nova vida, eu vou sorrir para você com alegria, e vou me lembrar do verão que passamos debaixo das árvores, aprendendo um com o outro e cultivando o amor. E, talvez, por um breve momento, você também sinta isso e retribuia o sorriso, e saboreie as lembranças que para sempre compartilhamos.
Apenas me dê mais uma chance para fazer isso certo, eu posso não sobreviver durante a noite, eu não irei para casa sem você.
Carta de reflexão, quaresma 2025.
Boa noite,
Todos os anos, o período da quaresma me faz refletir profundamente. É um momento em que me pergunto sobre muitas coisas e sinto a necessidade de compartilhar. Então, começo esta carta aberta pedindo desculpas por qualquer desabafo que possa machucar seus sentimentos ou sua consciência.
Este ano de 2025 está complicado. O início parece uma extensão do ano de 2024, que foi um dos piores da minha vida. Ao olhar para trás, percebo quantas perdas e dores acumulei. Muitas lágrimas foram derramadas em silêncio, escondidas no escuro do meu quarto ou debaixo de uma árvore em um vasto terreno onde ninguém me via. E, quando alguém se aproximava, eu colocava o velho e grande sorriso escandaloso que todos conhecem.
Perdi, ao longo desses últimos cinco anos, o maior apoio da minha vida: minha avó, no dia 9 de setembro de 2021. Em 16 de fevereiro de 2024, vivi o fim de um sonho que nunca havia sonhado. Quando finalmente comecei a sonhar, foram apenas dois Natais, e tudo foi jogado ao ar, não por minha culpa.
A virada de ano em 31 de dezembro de 2024 foi a mais triste da minha vida. Olhei ao redor e não consegui me conectar com nada nem com ninguém. Quando 2025 chegou, bebi água e disse a mim mesmo que seria o meu ano. É engraçado, mas me faz rir, mesmo que com um nó na garganta.
Em 20 de janeiro, um dia marcante, olhei para a mesa e lembrei da minha avó, que sabia exatamente a palavra certa para animar qualquer um. Como ela me faz falta! Em fevereiro, pensei que tudo iria mudar, mas mais uma vez quebrei a cara. É difícil confiar em alguém hoje em dia. Depositei minha confiança e sentimentos, e novamente fui decepcionado.
No dia 25 de fevereiro, me senti o maior louco, o maior imbecil e o maior fraco do mundo. Foi o dia em que pensei que tudo terminaria. Senti que estava só e disse adeus ao mundo. Minha avó era a única que eu sabia que me acolheria para onde eu fosse. Comprei o remédio e preparei tudo, mas uma força inexplicável me impediu de seguir em frente. Até hoje, não encontrei aquilo que seria meu fim, e isso é um mistério, pois já revirei a casa de cabeça para baixo.
Eu tinha como lema a música "Viva e não tenha vergonha de ser feliz". Mas hoje, essa frase já não faz sentido. Sinto vergonha dessa tal felicidade, que parece não querer estar perto de mim. Reflectindo sobre todas essas experiências de solidão, fraqueza e quedas, percebo que Deus e a ancestralidade devem ter algo de grande valia reservado para o amanhã ou para um futuro ainda distante.
É curioso pensar como, mesmo com um coração tão fraco que não suporta mais sofrer, consigo ainda encontrar força para sorrir e para ter pessoas ao meu redor. Uma resposta que ainda busco.
Ao escrever tudo isso, deixo uma reflexão para você que está lendo esta carta. Nós, que muitas vezes carregamos nossas dores, não merecemos permitir que os momentos tristes nos sufoquem. Pode parecer hipocrisia, afinal, quem tentou se matar e passou por tantas dificuldades pode falar assim? Sim, posso. E repito: não deixe que nada te sufoque. Se você está em lugares ou relacionamentos que não te completam e trazem dor, afaste-se.
Nós somos luzes, e não podemos deixar que essa luz se dissipe.
Uma excelente noite a todos.
Atenciosamente,
Fernando Luis de França.
São José de Ribamar, 18 de março de 2025.
Boa noite,
Hora da morte, dura e pesarosa reflexão
Por Adílson César de Paula Alonso do Carmo.
Hoje, acordamos com a triste notícia de que dois conterrâneos de Corinto faleceram. Aliás, nesses últimos meses muitas pessoas de variadas idades faleceram. A princípio, normal - sem menosprezar a dor e o sofrimento dos familiares - pois somos finitos e partiremos um dia. Isso me remeteu a um pensamento: antes, víamos os amigos de nossos avós falecerem e, posteriormente, os amigos de nossos pais. Agora, estamos presenciando os nossos amigos contemporâneos. A ordem natural das coisas, dos seres e da vida, dirão muitos. Nascer, crescer, envelhecer e morrer. Contudo, percebo que alguns têm furado a fila e partido fora do combinado, como dizia Rolando Boldrin. Há razão para isso, pergunto-me sem expectativa de resposta. Talvez estejamos nos descuidando em muitos sentidos de nossa existência, descuidando psíquica e afetivamente. Talvez, só talvez, estejamos desatentos com nossa alimentação, com atividades físicas, exames médicos periódicos, etc, etc, etc.
Tenho tentado descobrir em qual desse fatores estamos falhando porque não fiz o curso nem o treinamento para morrer agora, minha tia Nelma me perguntou esses dias se eu tinha medo de morrer, respondi a ela que medo eu tenho. O que eu não tenho é pressa e nem vontade.
Minha intenção nesse breve texto é chamar a atenção para alguns cuidados essenciais para longevidade, como: cuidar de sua saúde, ter uma vida social ativa, ser otimista, evitar os vícios perniciosos a saúde, tomar as vacinas, ter sempre um propósito, controlar o estresse, se alimentar de forma saudável e em quantidade saudável, não espere ficar cheio para parar de comer. Por fim, seja positivo, isso talvez eleve sua imunidade e prolongue sua vida.
Sabemos que vamos morrer um dia, Noé começou a fazer a arca com mais de cem anos, eu nem comecei a juntar a madeira ainda. Quero morrer jovem o mais velho possível, com saúde, disposição e principalmente com lucidez, porque quando chegar do outro lado tenho algumas considerações para fazer com Deus.
VOCÊ E DEUS
Muitas pessoas, assoberbadas com as amarguras do caminho, não desejam mais pensar em Deus.
Asseguram que se Deus existisse não permitiria tanto sofrimento na face da terra.
Outras admitem a existência de Deus, mas estão certas de que ele não interfere na vida dos homens, deixando-os por conta do acaso.
Há, ainda, pessoas que se decepcionaram com os religiosos e por essa razão não querem mais saber de Deus.
São tantos os argumentos e tão distantes da realidade, que o Criador nem leva em conta nossas infantilidades e continua regendo o universo com justiça, amor e misericórdia.
No entanto, se você não acredita em Deus, isso não importa. O importante mesmo é que Deus possa acreditar em você.
Em verdade, você sempre está bem próximo de Deus, fazendo a sua parte para a manutenção da harmonia do universo, mesmo sem se dar conta disso.
E ainda que não queira admitir, existe um vínculo muito estreito entre você e Deus.
Deus é o Criador.
Você, porém, pode colaborar na obra divina, na condição de co-criador.
Deus é o Pai.
Você, todavia, pode tornar-se genitor triunfante, contribuindo para o progresso do espírito em prol de todos.
Deus é o infinito.
Você, sem embargo, pode, na sua finita posição, colaborar em prol da glória da vida nos corações que transitam na dor.
Deus é amor.
Você, entretanto, pode desdobrar os sentimentos e repartir as fortunas da bondade que carrega, entre os necessitados que o cercam.
Deus é a perfeição.
Você, querendo, pode crescer, mediante o serviço nobre, lapidando suas arestas, a fim de refletir-Lhe a grandeza no espelho da sua purificação.
Deus é a verdade.
Você, também, pode disseminar as lições da divina sabedoria, que refulgem no Evangelho de Jesus.
Deus é o poder.
Você, desejando, conseguirá edificar a felicidade em toda parte, quando queira.
Deus é a harmonia.
Você possui, igualmente, as melodias da excelsa beleza na pauta do coração, podendo, também, cantar baladas de esperança e paz em seu nome.
Deus é vida.
Você não pode conceder a vida a ninguém, é certo, no entanto, poderá salvar muitas vidas que perecem por falta de amparo e socorro.
Deus é a causa primeira.
Você o traz dentro do coração. Desate-o e permita que em você a sua presença gere felicidade em derredor.
Pense nisso!
Jesus disse: "vós sois deuses".
Conduzindo o Pai Criador ao cerne da sua vida, você pode fazer tudo em prol de você mesmo, modificando as paisagens ermas do mundo, a fim de que mais rapidamente se estabeleça
o reino dos céus entre os homens.
Pense nisso e faça a sua parte. Porque o Criador, sem dúvida, está fazendo a dele.
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