Depoimento de Boa Noite para um Namorado

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Eu sou como você um simples mortal, mas entre eu e você nada é igual.

E o sol foi tirar um cochilo atrás das nuvens cinzentas (sentimentos e emoções tristes) e é por isso que existem dias nublados.

“Somos almas errantes que despertam em constante metamorfose nessa vida, que sejamos a luz de um bom dia... “

O autismo e a caixa de Pandora tem algo em comum: -No caso de Pandora a caixa na verdade era um jarro que continha todos os males do mundo e quando ela abriu deixou escapar menos a esperança. No caso do autismo o mistério desse mundo escapa pela crises mas a mãe segura em seu peito com uma força descomunal essa esperança dentro de sua alma.

Hoje acordei meio assim…
Desejando tudo e convicta de um impossível sem fim.
Aí Deus entra no meu pensamento e faz o mundo do meu filho autista ser possível para mim.

Um relacionamento amoroso ou mesmo de amizades e mesmo entre familiares é um forte regulador biológico do estresse. Essas relações de apoio mútuo, resiliência, respeito, compreensão e entendimento diminuem o cortisol e trazem saúde, amor, fé e encorajamento para enfrentar as adversidades da vida. Enquanto relações marcadas por conflitos constantes, raiva, o não *perdoar* elevam o cortisol e prejudicam não só a alma, mas o organismo num todo. Lu Lena

Ser mãe de autista é viver um estado de alerta permanente, mas também descobrir uma força capaz de transformar o mundo para o filho poder entrar no mundo da mãe e ele no dela, unificando esses dois elos tão distantes ao mesmo tempo tão próximos num só tempo, num só respirar da vida gerada e no corpo da alma genitora. Lu Lena

MONTANDO PEÇAS

Sou uma alma acoplada em um corpo efêmero.
Todos os dias, ao acordar,
reviro dentro dele pedaços
de um tempo que ficou para trás.
São como peças de um quebra-cabeça
que insisto em montar.
E quando conseguir?
Deixarei minha história de vida
para alguém contar.
Lu Lena

REDE DE ESTRELAS


Peguei o cordão umbilical e amarrei cada ponta em uma estrela; então, um anjo me emprestou suas asas para que eu fizesse uma rede, onde pudesse descansar minha alma no céu.
Lu Lena

O ECO DO INFINITO

No tilintar de um serafim, tua voz chamou por mim. Flutuei no infinito, viajando por mares em nuvens de algodão. Dançamos enlaçados na lua, almas errantes em busca de inspiração. Despertei desse sonho folheando manuscritos num álbum de recordação.

Lu Lena

Minha nova fase, nova marca!

Pessoal, a partir de agora, o meu conteúdo ganha um novo detalhe em minha assinatura: o ano de criação. Essa mudança marca o início de um processo de reformulação, onde a minha intenção passa a ser um estilo mais atualizado.

Essa mudança na assinatura será adotada sucessivamente daqui para frente (e também nas revisões dos textos anteriores) onde tenho minha coletânea no Site Pensador, mas fiquem tranquilos, pois os mesmos manterão a sua originalidade, quero apenas torná-los mais modernos, permitindo que os que apreciem meus escritos acompanhem a minha evolução.

O antigo se encontra com o moderno! Fiquem atentos às novidades que estão por vir!

Lu Lena / 2026

CASTELOS FECHADOS

Ser autêntico neste mundo caótico é um ato de coragem. Se você consegue transcender seus sonhos, realizá-los e não se deslumbrar nos castelos fechados que não são seus, aí sim: a originalidade é íntegra.
E só sua.

Lu Lena / 2026

O DESVIO DO CAMINHO


A vida é um caminho feito de reticências
onde os três pontinhos
representam a Santíssima Trindade.


Mas é incrível como nos desviamos
desse percurso
fazendo das reticências
um ponto de interrogação.


Lu Lena /2026

"A igreja está na conserva de Deus, e o mundo está em um estágio de putrefação".

Não racionalize a dor de um problema que não é seu.

Senhor Romeo

Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.

Ninguém me deve nada, fiz o que podia fazer e se fosse hoje, faria mais um pouco. Me arrependo pelo que não fiz nunca pelo que fiz, por que faria um pouco mais, de novo. Vim a está vida para servir e nunca ser servido. Vim para amar os diferentes, carentes de amor. Só rogo que me respeitem, no meu jeito desprendido de ser, afinal cheguei aqui despido, fruto de um ventre materno morno e amoroso e de certo, uma hora irei embora, ao ventre da mãe terra, ao feliz lugar de reencontro de meus amados e queridos ancestrais.

O verdadeiro fracasso é um sistema que perpetua a desigualdade e ignora as necessidades básicas da população. O socialismo não é a filosofia do fracasso, mas a busca por um mundo mais justo e solidário.

Poema V
"O Arquiteto de Si"


Um homem que pensagrande,
Cuja alma o orgulho nãocomanda.
Sem busca por aplausosvãos,
Nem cede ao medo que do mundoemana.


De olhos na realnecessidade,
Disciplina fora e dentro dolar.
Ouvindo anciãos comhumildade,
Aprendendo dia a dia aquestionar.


Tudo com zelo eprimor,
Como se para Deus fosse amissão.
Pois o Criador é o seuGestor,
Com excelência edireção.


Justiça faz aopartilhar,
Sua parte no fluxosagrado.
Pois sabia que, aoentregar,
O seu vaso seriarenovado.


Das sobras, o chão eleerguia:
Terras, mercadorias evalor.
No equilíbrio de quem sabia o quefazia,
Moldou-se um homemvencedor.

O que esperar, se na vida tudo é um breve,
Breve adeus, uma curta esperança.
Sem romper incertezas, espere,
Espere que venha uma grande bagunça.

Não espere, a vida precisa de ousadia,
Onde o adeus, não deve ter espaço.
Rompa com a insegurança e faça,
Seja o seu melhor não um tolo.

Esvazie- se e preencha os espaços,
Com amor e valor,
Com fervor e audácia.

Festeje, mesmo que sozinho, na dor,
Abrace a alegria da vida,
E faça valer seu maiores desejos.