Dependência
Ao mesmo tempo que meu coração bate forte querendo morada e não apenas pequenas paradas com tempos contados ele bate fraco por saber que amar é fácil,mas ser amada não é tão possível pra minha alma solta que grita em tons de cinza liberdade preta.
É sábio quem consegue deixar partir os seus próprios medos ou os instrumentos mantenedores do medo.
PREMONIÇÃO
Meus batimentos perdiam a força a cada dia que se passava. Você vinha me visitar, dava-me um beijo na testa e colocava mais uma flor ao lado da minha cama. Para você, todos aqueles gestos externavam seu amor por mim, mas nunca fôra isso. Nos últimos meses antes do diagnóstico, você nunca me deu uma flor, nem se quer um beijo na testa, tudo que sentia ao seu lado era ausência de calor.
Diariamente, deitada e enfraquecida, observei você achar estar me amando, quando a única coisa que eu enxergava em tudo aquilo, era alguém se culpando pela minha doença, alguém tão egocêntrico a ponto de achar ser a cura daquilo que não se cura. Seu coração palpitou por mim, mas não foi de amor, foi paixão. Economize essas rosas e os beijos na testa, ainda não estou morta.
Na humanidade do ser, para se viver se faz necessário depender um do outro. Entretanto, existe a dualidade, onde a forma de cada um se expressar o faz criar seu proprio mundo, com suas regras de ser e viver. Assim, de um lado existe o dominador, onde tudo pode e tudo faz, cria suas leis e impões suas regras, e mesmo que ele, o dominador, cometa erros, diante de suas imposições estará sempre certo, porque é ele quem manda. Do outro lado está o dominado, que nada pode, mas tudo faz e tudo aceita, mesmo sabendo que o dominador está errado, pois sabe que por mais que esteja certo e o dominado errado, ele tem que obedecer. Deste modo cria-se a forma de viver neste planeta ou em outros planos. Nada é igual em nenhum lugar, pois o dominador nunca aceita estar errado e por ser ele quem domina, está sempre querendo estar acima de tudo e todos, alimentando seu ego. Então cria-se a máxima do existir da desigualdade, porque não há um entendimento na discussão, porque o dominado para viver em paz, aceita os erros do dominador e suas regras como verdade, sabe que nunca será igual, pois para ser igual, terá que mudar seus princípios e ser igual ao dominador, cometendo os mesmos erros. Deixará de existir pelo seus acertos que não serão reconhecidos, pois a recompensa do justo é a ingratidão. Portando, não adianta fugir da realidade da existência, não existe um meio termo, ou você domina, ou deixa ser dominado, senão.... O que lhe restará em sua existência aqui, ou em qualquer lugar, é apenas a solidão. Porém cuidado, mesmo na solidão existe uma dependência, pois a solidão para existir, depende de você se excluir para conviver com ela.
As pessoas estão sempre buscando por algo que as diminua, que as encarcere, que as reduza, lhes tire poder, lhes tire a responsabilidade. Com frequência, em atendimento a esses planos acidentais e não premeditados, se assume um deus, uma religião, um estado psicológico, uma doença, um gosto químico, que tal como as outras formas de fuga, se transforma em uma forma de dependência.
LIBERDADE!
Vou contar a história, de como tudo aconteceu:
- Entre milhões de pessoas, foi à você que dei minha liberdade.
Porém repassando as lembranças, consigo ver claramente:
Você me amou apenas quando quis!
Mas mais do que a mim, você amava sua própria liberdade.
- No meu coração ouço uma voz dizendo para voltar para você.
Mas não posso voltar a atrás, preciso ser livre.
Romper esta corrente em nome dessa liberdade.
- Mas eu dei à você tudo, até a minha própria liberdade.
Liberdade!? Fique ao meu lado e pegue a minha novamente!
- Nunca lhe prometi nada.
E você nunca saberá o que liberdade significa para mim!
- Bom, as lembranças também me mostram claramente que você nunca quis me magoar.
E no meu coração, eu sei que você está certo.
Vivemos na era da razão, então vou esquecer tudo que passamos juntos.
Quando se tratar de ser livre, tudo é correto.
- Mas a voz, ela continua a me chamar!
Mas não vou voltar atrás, quero ser livre.
E mais, vou romper estas correntes agarradas a nossa liberdade!
- Que seja, apenas não se engane, quando você não estiver mais livre,
quando você estiver marrado em torno do dedo de outra,
você vai lembrar de tudo que disse para mim!
- Aceite, vou ignorar a voz, não vou voltar.
Vou ser livre de qualquer corrente.
Você não sabe o que isso significa para mim, a liberdade!
Lembre-se, eu nunca lhe prometi nada!
Baseado na música “Liberty”.
Produção – John Luongo e Gary Hellman.
Interpretação – Kon Kan.
Pensei que já tivesse esquecido a ti
Bastou eu te ver pro meu coração doer
Ainda não consigo deixar você
Não sei te abandonar
E dói como no primeiro dia
Como pode?
Você já não se importa comigo
E eu ainda morreria por você
Daria toda a minha riqueza
Se ao menos por um dia
Você me amasse
Se tivesse apenas mais 1 minuto de vida
Você seria meu último pensamento
Eu achava que precisava de você pra ser feliz, mas eu encontrei alguém bem melhor, mais inteligente, mais atraente, mais decidido, mas capacitado, mas vivo mas verdadeiro, mas único, mais autêntico, mais ele, menos você!
Quando os recursos se esgotam, as forças terminam e a razão se cala é o momento de nos conscientizarmos de nossa total dependência de Deus e confiarmos Nele.
A simbiose entre os dois era tão poderosa quanto explosiva. Impossível aquela história de amor não acabar em tragédia.
"Uma constante necessidade de estar na companhia dos outros, é uma evidência da falta de amor próprio, é da repugnância que temos de nossa própria companhia."
A oração não faz Deus conhecer as nossas necessidades. Ela é fruto do reconhecimento da nossa dependência de Deus.
Enquanto o pecado continua assalariando os seus vassalos com a morte, Deus, em Cristo Jesus, continua concedendo gratuitamente a vida eterna aos que com Ele fazem aliança de fé, fidelidade e dependência.
"Deus, que a minha vontade seja sempre fazer a tua,sim, todo bem em mim vem de Ti, todo mal, vem de mim e do diabo, ainda que o Senhor sustente tudo."
