Dedicatórias para Trabalho de Tese

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Liberdade em todas as letras

Embarcada numa viagem,

Gentileza de todas as rimas

Encarada como miragem.



Liberdade por todos os ares

Escrevendo a tua história,

Mergulhando nos teus mares

Eternizando a tua memória.



Livremente refazendo o céu

A poesia virou altar,

Um soneto feito de mel

Navegando de tanto rimar.



A curiosidade é tanta

Que é capaz de peregrinar,

E de pôr os pés em terras,

E por outros mares navegar.



A liberdade é tão audaz,

Exuberante e garrida,

Despreocupada de rimas

É capaz de fazer poesia,

Vestida de trinta e três estrelas.



A liberdade foi tão cheia de paz,

Que largou as malas,

Voou com as minhas letras,

E aos passos de mil peregrinas

Foi ao encontro daquilo que é capaz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não importa como acontece,

Ele chega bem de mansinho,

De um jeito que te aquece;

Não importa, ele acontece.



Essa liberdade que se solta,

E que te prende,

Cantarola de dia,

E de noite suspira...;

Ao poeta sempre inspira.



Não importa, mas é assim,

Ele vem de forma indescritível,

Cheio de si, e sublime em mim;

Não importa, mas é incrível.



Essa prisão que não é prisão,

E que te deixa livre,

Só com o teu violão,

Espera, crê e confia;

Fazendo bagunça no meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho uma canção, uma rota

E a carta náutica

Até para decifrar:

a rota que me leve

para viver e te reencontrar.



Talvez eu não consiga chegar,

- não me importa!

Eu não vou sossegar jamais!...



Porque talvez eu não transmita

- segurança

Através do meu jeito de calar

E de seguir em frente,

Neste mundo descontente.

Eu tenho um jeito de me expressar

- diferente

Talvez não me perceba assim,

Eu falo diferente sim;

De um jeito que jamais esquecerás de mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho o balanço das amendoeiras

(mãos extremamente macias),

Tempo para escrever poesias

(tenho muito o quê cultivar),

Tempo para ventar versos...,

(para espalhar o meu perfume)

E no teu íntimo penetrar.



Valsa em mim, não durma!

Balançam as amendoeiras,

Lá no meio da rua...,

Assim sendo infinitamente - tua,

Um acorde iluminado pela Lua

Ciente de que és o Sol e regente,

Das orquestras das orquídeas

Dos afetos sem perfídias,

Valsa em mim porque me toca

Algo mui sublime que plantaste

De tal forma que hoje rio à toa.



Tenho tempo porque tenho,

Tempo e o balanço

das amendoeiras,

O que há em mim,

tem tempo para tudo;

Tenho no pulso

O relógio do amor,

Para mim, o amor não passa

E não muda - nunca!



Brisa tão mansa,

Como a infância,

Doce esperança,

Mística cândida,

Sublime poética

De ser trigueira

E madrugadeira

Que balança

Como uma amendoeira.


A minha extravagância

Tão atemporal,

A minha loucura

Tão celestial,

Nascem do desafio

Tal como o vento

Cortante,

No oceano

A desafiá-lo,

Sou um mistério

Inteiro;

Nascido para te desatinar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não pode e não

haverá de existir

Nada mais belo

e interessante,

E que nos conduza

a (fluir);

Nos levando

ao infinito

Do amor e da vida

alucinante.



Não sossego

e nem deixo sossegar,

Porque o que sinto

é de arrepiar:

Na poesia e na gentil

arte de amar.



Não devo nada

a ninguém

Nada mais

justo e forte:

É princípio

de (alguém)

Que é capaz

de amar

Até além

da morte...



Não calo e nem

deixo de escrever,

Aquilo que sinto_ eternizo

Na poesia o quê é,

e também há de ser!



Não nego o quê

bate no peito

Arrepiando a pele,

O amor é assim:

imperfeito.

Revirando o juízo,

Para tudo ele

encontra um jeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A poesia tem

a leveza das espumas

Ela voa pelo ar

tal como as plumas,

A poesia vira tudo,

e até te [revira

Te fazendo novo

para amar incrivelmente.



O canto que vem

de dentro,

É fruto que ninguém segura,

É a natureza que

ninguém [furta];

Ela é expressão do

meu sentimento.



Ai, poesia!...

Tão perfumada,

Escrita tão plena,

e tão apaixonada;

Voltei a ser menina

em versos [simples,

Não menos belos e

não menos importantes.



O barulho do mar

é como o riso,

Ninguém consegue

prever,

E jamais conseguirá

[conter];

Ele é como o curso

do destino.



Ria bem alto,

mesmo sem

contentamento.

Alegre-se

[sempre],

afastando todo

o sofrimento,

A liberdade pode vir

a qualquer momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Lembre-se de mim, assim:

como margarida vestida de sol.

Lembre-se de mim, assim:

como um sorriso sem fim.



Recorda-te que passei,

e que o amor um dia foi lei.

Agora, tudo mudou:

o tempo - implacável - passou.



Contente-se com a lembrança

Que não dissipou, e não passou,

Recorda-te da borboleta mansa,

- repousada na tua mão

Eu que fui verso e virei canção

Para sempre no país do teu coração;

Serei a tua razão,

- inesquecível -

Lembre-se de mim assim:

como o teu amor celestial

E de todos o mais incrível.



Libertei-me do ninho,

Sou o amor que voa sozinho,

Libertei-te para não voltar,

Viver para me amar

É tua responsabilidade;

Deixe-me no meu destino,

Sou o curso do rio de volta

Para a vida e para o mar,

Assim na poesia estrelar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

As flores sobre o asfalto,

- suspiram

As emoções ao alto,

- inspiram

Multicores descrevem:

os amores secretos,

e os desejos indiscretos.



Em versos sinceros,

- imensuráveis

Não menos belos,

Censuráveis por uns,

- admiráveis

Por alguns...,

Curvados as boas letras

Para que não te esqueças.



Porque me descortinas,

Danço no meio da neblina,

Faço propositalmente rimas,

Canto de menina,

Bordado de senhora,

Cuidado de poetisa,

Passo de dançarina,

Sono de musa repousado

Desdobrado sobre as colinas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A noite caiu desapercebida

De um jeito jamais visto

O luzeiro foi descansar

A Lua como a lamparina

Ilumina o altar da noite

De forma a fazer o céu gingar

Em companhia das estrelas.



A manhã surgiu desapercebida

De um jeito surpreendente

O luzeiro pôs-se a levantar

A Lua foi descansar

O luzeiro bem acordado

Surpreende o céu da noite

De forma a fazê-lo a se dissipar

E levar com ele todas as estrelas.



As moças sempre se encontram

Manhã, tarde e noite de mão dadas

Nestes versos mal escritos

As moças que mais parecem fadas

Estações da vida e dos tempos

Emoções que caem como chuva

Entre o céu e a terra - se apaixonam

Como certas brisas que se encontram

À beira do abismo bem em frente ao mar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Recolhe o tempo dentro de ti,

Brinca com o tempo adentro,

Recoste sobre o meu ombro

E deixe o corpo falar de tudo.



Retire entre nós as espumas,

Deixe que nasça todas as luas,

Entregue-se aos sons das ondas

Para tomares ciência e as contas.



'Inverne-se' para o verão chegar,

Recrie-se para a paixão balançar,

Liberte-se de tudo o que te prende

E deixe livre só aquilo que sente.



Desce a aura rosa do céu,

Dando sorriso ao mar,

O Sol doce como mel,

- Assim resolveu se entregar

Durante as baixas temperaturas,

Ele resolveu rimar-se com o mar,

Aberto as boas loucuras de amor

Remando no oceano de tanto amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ali, logo ali está,

A vida a vibrar,

Bem no mangue,

Não tão distante,

E bem perto do mar;

Na Ilha dos Remédios,

Vou a cura procurar

Pela cura do mal de amor,

Devo ir, e se lá eu não for,

Comigo para sempre ficará

A repleta dor desse mal de amor,

- Que talvez nunca passará... -



Ali, bem dentro de ti,

Com o barulho do mar,

Sublime cantante,

Menestrel brilhante,

Indo sempre ao mangue,

Para a vida cultivar,

Nas carregadas redes de pesca,

Para enriquecer a festa e alimentar,

O povo que luta e ama,

Nessa terra que o mar balança,

Floresce no sorriso a alma açoriana.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrita sobre linhas de ouro,

Tranquila em curvas e retas,

Revista na valsa das horas,

Exata como ilhas e terras.



Intensas veias cor de rubi,

Mexendo com as intenções,

Serenas intenções por ti,

Extasiando as intenções.



Consignada rubra estrela,

Brilhante no firmamento,

Flórea e bem vermelha,

Fiel eleita pela beleza.



Comungada com os astros,

Seguindo os teus passos,

Vou vivendo a sua espera,

Só para viver nos teus braços.



Para uns sou o veneno,

Eu te inebrio,

Para outros o remédio,

Eu te acordo,

Sou o mais fino vinho,

Jardim acetinado e vero,

Carrego a grande espera

Do tamanho de tudo e do mundo,

A minha alma não cede, é sincera;

Posso vir até sofrer, mas não em vão;

Nasci para te entregar o meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O tempo cria a sua própria margem,

Ele constrói a sua própria ponte,

E concede ao amor a gentil passagem,

Colocando os destinos em ciranda,

E fazendo rimas com perfume de lavanda.



Na regente sinfonia, no ápice do amor,

E no pico da extâse - não me deixes,

Porque esse prazer não pode passar

- em branco -

[ele deve ser vivido nas fendas],

E saboreado nas [boas entrelinhas]...



Deixa-me escrever sobre nós em teu

Corpo, e não se pônha em fuga!...

Quero ser tocata na boa ré [maior],

E não me faço de rogada se como presa

Eu for executada em ré [menor]!...



O teu olhar rapino encontrou a vítima

perfeita [em pleno desamparo],

Talvez eu não alcance as vielas estreitas

Do teu coração [altar oculto],

Derramada diante dos teu olhos escuros,

Faço de tudo e desfaço-me de tudo,

Arrisco-me nesses versos vadios

Para um dia ser tua - e serva desse amor,

Despudorado que é o dono desses versos desnudos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não existe erro

quando é amor,

O amor é só questão

de acerto,

O amor não

requer segredo,

Geralmente, o amor

voa alto,

Ele caminha com os

pés no chão,

Tem talento para

ser arribação.

O amor requer

doçura,

E requer grande

atenção,

Dizem que é

uma loucura.

Porque quando

ele chega:

Ele vem

que vem...

E faz na gente

um delicioso

Vai-e-vem-vem-e-vai,

Quem ama

nunca trai,

Quem ama

não cai,

Porque tem

certeza,

Que amar de verdade

É para todos

que têm coração

De rara beleza,

e vida interior

Com grande

riqueza...

Quando se ama,

sempre

Nasce em nós

um poeta,

Porque

nascemos

Todas às vezes

que amamos;

Enquanto, o coração

estiver

Batendo é sinal

de que não findamos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu tenho um amor preclaro,

Um ramalhete de orquídeas,

Intenções, delícias e rimas

Para entregá-las à você.


Estou disposta a não te perder,

Sou cítara nas tuas mãos,

Posso até ser um furacão,

Faço tudo para te ter...


A minh'alma tem temperos

[intensos]

Temperos que dependem

[dos teus temperos]

Somos inteiros que se

[encaixam]

Poesias que sábios

[não decifraram]

Lábios que ainda sequer se

[beijaram]

Corpos que ainda não se

[amaram].





Nunca imaginei me apaixonar,

Tenho você para planejar,

O teu corpo é a minha carta de rota,

Vou te sobrevoar como uma gaivota...



Confie,

Eu me entrego,

Leve de mim o amor mais sincero,

Eu te espero - animadamente,

Porque para te amar só se for

[solenemente]...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Muito além do que os teus

olhos podem ver,

As curvas perigosas nasceram


Para serem tateadas,

experimentadas e [saboreadas...

Os olhos muitas vezes traem,

Mas os toques jamais

- eles fazer gemer...

As curvas sinuosas

fazem as almas [apaixonadas...

Só de pensar nas tuas curvas:

bem as quero!...

Porque nelas está

o mapa da mina,

O mapa do melhor

dos teus mistérios...

Está escrita

nas tuas curvas

que elas formam um

poema que me excita;

E nos tantos mistérios

que as tuas curvas,

- sempre me aguardam

Escondem um mistério

que não se elucida.

Portanto, amor, mais

do que me ver:

- venha para me ter.

E se for o caso, venha

até para me usar!...

Para eu ter motivos

para escrever

deixando as gentes

repletas de poeminhas,

e com as almas [enamoradinhas].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Trago-te imperiosamente,

Sensualmente,


Para beijá-lo deste jeito,

Para mergulharmos

Profundamente,

Um no outro...



Trago-te sensualmente,

Tacitamente,

Para beijá-lo de todos os jeitos,

Para nos abraçar com os nossos abraços,

Ternamente,

Carregando juntos um tesouro...



Trago-te apaixonadamente,

Vulgarmente,

Para beijá-lo dos jeitos mais escandalosos,

Para você se enroscar nas minhas colunas

De mármore branco,

Para o bom conjugar do nosso fino ouro...



Trago-te largamente,

Carinhosamente,

Para beijá-lo intensamente,

Para a gente se explorar extensamente,

Sexualmente,

Porque nos pertencemos imensamente...



Trago-te amorosamente,

Ternamente,

Juntos vamos para Thassos,

Temos o amor como a nossa [joia,

Que levaremos até para a Lagoa [Giola,

Porque em nós cabe o Universo [esplêndido,

Carregamos juntos o amor [primeiro

E derradeiro,

Juntos viajaremos o mundo [inteiro...

Inserida por anna_flavia_schmitt

O teu beijo é a fonte que beija os bosques

- naturalmente me tens

Como o pasto se entrega para a chuva

- nada me detém


Sê meu, porque escolhi ser tua,

- por mais de mil e uma noites

E com todos os teus toques.


Irei me banhar na tua seiva

No primeiro ensejo,

Não escondo o meu desejo

à ti entrego-me toda,

Dou-te o meu melhor desvelo.



Se é maravilha o quê estou sentindo,

não nego, e revelo que maravilhada estou,

Por ti o meu coração brilhou e ainda brilha;

E ele continua brilhando,

desde o dia que elogiastes a minha escrita quando ainda ela era reduzida

à modestos e religiosos 'versos',

Provocaste-me os impulsos mais diversos...


Ainda me provoca a tal ponto que continuo

escrevendo como refúgio,

- escrevo para me refugiar dos outros, é claro!

Escrevo para estar mais perto de ti,

- insinuo

Sem nenhum pudor, desnudo-me para ti.


Nunca viste nada mais sem vergonha, creio

- com jeito de brisa e cheiro de mato

Um coração carinhoso e ensolarado,

- com a intensidade de uma queda d'água

E com um corpo pelando feito brasa,

Com versos e fluidez para descrever,

- o amor in natura

Que chamam até de loucura...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A eternidade se torna desdita

E completamente 'frondosa'

Porque longe da tua paz

Sinto-me desventurosa.



Porque te busco em letras

Uma por uma perfumada

Sonho um dia ser por ti amada.



Eu já tinha a ciência

Que jamais de ti escaparia

Disseram-me que eu enlouqueceria

Pelo teu olhar fatal que desafia.



Busquei ganhar os teus olhos

Bem sabes, que o teu corpo também

Não mintas para mim, eu vejo o além.



Conheço a tua intenção penetrante

Tentes ser comigo vacilante

Não encontrarás nada tão vibrante

E que chegue perto do meu seio amante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não irei atrás de você,

Nada irei te cobrar,

Para lembrares sempre de mim,


Como um jardim em plena espera,

Vibrando pela primavera,

Que só o amor conserva.



Sempre voltarás correndo para mim

Porque o meu tempo é sempre ameno,

E o meu jeito é veramente sereno.



Porque se entregaste ao meu jeito,

Eu sou insaciável, viciante,

Como a flor que produz pólen,

Só para atrair a abelha,

Eu exalo uma aromatizante centelha.



Sou flor de alcaçuz,

Tenho perfume, cor e brilho,

Para povoar o teu espírito

Com o meu florir que seduz.



Ainda não conheceste bem a primavera,

Preparo-te todos os dias para ela,

Porque aqui sempre estarei de sentinela,

Aguardando de vez pela tua entrega,

Eu sempre estarei à tua espera.

Inserida por anna_flavia_schmitt