Dedicatórias para Trabalho de Tese
As censuráveis cadeiradas da política
(Base legal: Art. 5º, inciso IV da CF/88 c/c art. 13 do Pacto de São José da Costa Rica – Decreto nº 678/92)
Cenas de agressões políticas
Correm mundo afora
Avilta a política pátria;
Destrói o sentimento de pudor;
Imundície que se avoluma
Animus vulnerandi ou laedendi
Nada justifica a violência selvagem
Tudo isso segrega os bons
Desestimula homens bons;
A ingressarem nesse jogo da farra odiosa;
Um fisiologismo cruel, massacrante
Altamente censurável e avassalador;
Algo ignóbil; repugnante; deplorador;
Destruidor de essência.
Antes se discutia o baixo nível
Da política brasileira;
Discussões acirradas
Sobre sanguessugas do dinheiro
Do pagador de impostos;
Os abutres do erário público;
As corrupções homiziadas
Em cuecas e armários falsos;
O desvalor da política partidária;
Os crimes reiterados;
O afastamento dos homens bons desse circo;
Nessa pocilga fétida, imunda, abjeta;
Os covardes expropriadores do dinheiro do povo;
Os homicidas da esperança do povo;
Hoje, o Brasil oferece ao mundo cenas de terror
Das armas do ódio; do despreparo;
Do desequilíbrio e insensatez
Do escárnio da maior cidade do Brasil
São Paulo Terra da garoa
Do Trem das onze
Da Rua Augusta
Da Avenida Paulista
E das cadeiradas do terror
Em cenas de terrorismo
Destruidor da moralidade pública;
Um submundo da carniça;
Do verme que destrói a moralidade;
A probidade; e os todos os valores
Comezinhos de um povo sofrido
Que clama por justiça social.
Cenas de vandalismo; um filme de terror;
Um monte de abutres famintos
Disputando o produto em decomposição;
A putrefação da ética e da moral;
Covardes que abusam do sistema de justiça;
Atores que passeiam metaforicamente
Impunes, sob o manto e benevolência
Das leis penais brasileiras;
Das lesões e das injúrias
Vendedores de sonhos;
Comerciantes de fumaça.
Artistas da bazófia e do engodo
Hoje, as armas brancas utilizadas
Como amortecedores da região glútea
São utilizadas como armas de crimes;
Cuecas, cadeiras, cofres, ilhas, helicópteros,
Guarda-roupas; tudo isso são artigos
De desvios e agressões
Que massacram a esperança do povo brasileiro.
U•T•O•P•I•A
Nos devaneios que a vida traça,
A existência em laços se enlaça,
E, sem aviso, me vejo a parar,
Sem saber das emoções a desvendar.
Teu olhar se crava em mim, profundo,
E, sem perceber, me perco no mundo,
Horas se vão, vagueio a sonhar,
Na dança dos teus olhos a me embalar.
Entre a utopia e o real caminho,
Me perco, em pensamentos me aninho,
Na fronteira do sonho e do dia,
Esperando a hora da nossa harmonia.
Ah, se o sonho fosse agora verdade,
Se eu pudesse viver essa felicidade,
Mas o tempo, cúmplice de amor,
Promete: falta pouco, meu doce fervor.
“Mamãe não quer aceitar que esse homem não é mais o marido dela. Eu não quero aceitar que esse homem não é mais meu pai. E ele parece aceitar que não tem mais ninguém. Confuso? Dolorido? Assustador!
Sei que morremos um pouco, todos os dias, sei também que não somos donos de nada, nem de ninguém, mas é muito difícil experienciar essa teoria.
Temos necessidade de agarrar a vida, tomar posse das pessoas que amamos, segurar a felicidade para que ela não escape e sempre ficamos com as mãos vazias, um gosto amargo de frustração na boca e a sensação que morremos virgens, sem entender nada.
Um sonho?
Não sei, acho que nunca saberei se sou parte do sonho, ou a sonhadora.
Uma viagem?
Não sei se sou a viajante, a capitã ou apenas o barco.”
"Não tema seguir em frente. Quem se prende ao passado é como um balão amarrado ao chão: pode até se sentir elevado, mas nunca experimentará a vertigem que o verdadeiro sonho provoca."
Além do animal que teme a morte, existe um ser que deseja ser aceito, amado. O que acontece na vida são apenas consequências desses desejos.
Por que você inventou morrer?
Partir assim de repente, sem avisar.
Por que você morreu?
Mania de ser do contra.
Só pra deixar saudade.
Pra deixar esse buraco no peito.
Pra deixar vazio o lugar na mesa.
Pra viver só nos sonhos
que insistem em deixá-lo vivo
todas as noites.
Inventou essa besteira de morrer.
quebrando o combinado
abandonando todos os seus projetos,
seus pensamentos, sua voz...
E nunca mais voltar...
Há falsos gestores públicos que são ecléticos: conseguem ser ao mesmo tempo, narcisistas, hipócritas, vendedores de sonhos, cabotinos, ilusionistas, medíocres, porta-vozes da razão, concussionários do erário e quejando.
Um dia, quem sabe, eu encontro
O amor que tanto sonhei,
Aquele que vem com calma,
Que fica, que nunca errei.
Será um amor sem pressa,
Que chega quando o vento parar,
Trazendo nos olhos o brilho
De quem também quer amar.
Um dia, talvez ao acaso,
No meio de um dia comum,
Encontrarei, eu sei,
O amor que tanto sonhei.
Os olhos continuam a ver-te
e as mãos estão frias
de transpirar vontades
partir é preciso
mesmo sem passagem
a vida nada mais é
do que uma constante
miragem
a estrada flutua
e ainda te vejo nua
ao menos se o mar
estivesse perto
um porto incerto
haveria de surgir
é preciso ir
― o sonho é só um sonho ―
olhos medonhos
nada podem impedir
há uma luz
lá adiante
― é preciso ir.
Tanto lutei, busquei, sonhei..., mas nada adiantou
Só me perdi no caminho que eu mesmo escolhi trilhar
Tudo é tão mutável, que nos perdemos
E o coração não é capaz de aceitar um sentimento pela metade
E o que sentimos? E o que acreditamos? Morre!
Nesse momento nos agarramos em algo para não desistir do caminho escolhido em outrora
Mas de repente, o que nos fez ficar..., já não é o bastante para continuarmos a tentar
Buscamos o amor, a sinceridade, a lealdade...
Tudo isso se tornou tão antiquado e não importam mais
O tempo já passou e tudo mudou depressa demais
É nesse momento que queremos voltar ao início e recomeçar por outro caminho
Mas existe o medo, as incertezas: Você não é mais o mesmo, o caminho não é mais o mesmo.
Como trilhar um novo caminho? Como acreditar ser o que você deve seguir?
Não importa, o seu coração já perdeu tempo demais, e você já nem mesmo sabe quem você é!
- Um amor no sitio encantado
Num chalé sereno, um jovem casal,
Sob a luz da noite, o amor inicial.
Sentados no banquinho de madeira,
Fizeram juras, promessas, à vida inteira.
Olhos que brilhavam, corações em festa,
No primeiro olhar, a alma se manifesta.
Sonhos entrelaçados, risos a ecoar,
No sítio encantado, onde o tempo vai parar.
“Vamos envelhecer juntos”, prometeram,
Na brisa suave, seus planos teceram.
Caminhar por trilhas, dançar sob a lua, muitos CNPJ’s, e vida flui.
Cada momento, uma história que flutua.
E assim, os anos passaram, com ternura,
Construindo um lar, vivendo a aventura.
A vida ensinou, mas o amor persistiu,
Em cada desafio, a fé nunca se esvaiu.
Ao chegar aos 75, voltaram ao lugar,
Sentaram no banquinho, prontos a recordar.
Um cigarro aceso, um riso compartilhado,
Relembrando a juventude, o amor eternizado.
Com mãos entrelaçadas, seus olhos se encontraram,
As promessas de outrora, na memória, brilharam.
Na simplicidade do ser, a grandeza do amar,
No banquinho de madeira, a vida juntos a celebrar.
Que o doce da mel da ilusão
Não me falte em momentos medonhos
Que venha com sedução
Para alimentar meus sonhos
Sou feito de Luz,
De Cicatrizes
E Também de Gratidão!
Sou feito de Histórias,
Guardo memórias lindas,
Absorvi no tempo as marcas que foram se eternizando
E permitiram que eu me tornasse o que Sou!
Vivi grandes batalhas, algumas silenciosas
Outras contadas no tempo!
Não me tornei um personagem épico daqueles que as narrativas históricas apontam e desenham como se fossem imortais…
Sou real,
De uma vida feita de retalhos, de tardes à sombra de uma árvore,
De memórias de risos de crianças à beira de um rio no entardecer de um domingo qualquer,
Dos pés descalços debaixo dos pinheiros procurando o gramado molhado pelo sereno no anoitecer…
Sim!
Eu carrego cicatrizes,
Nos olhos, nas mãos, nos ossos,
No corpo e na alma!
Aprendi que são necessárias
Pois o que é de um homem sem suas cicatrizes,
Suas memórias,
Suas Histórias?
Ah, eu canto vitórias,
Elevo meu canto ao Soberano Deus
Que tanto me deu,
Que tanto bem me faz
E meu canto é de gratidão…
Gratidão pelos rios que vi passar em minha vida e sei que lá, muito longe, encontraram o mar…
Gratidão pelas flores que plantei e as espigas de milho que colho,
O arroz que malhei
A enxada que carreguei nos ombros
Ainda menino no meio dos trigais,
Coberto pelos milharais
Com um milhão de coisas para contar!
Sim!
Eu sou feito de Gratidão!
100% do meu Ser irradia Gratidão e paz,
Derramo flores pelos caminhos,
Colhi tantos frutos lindos que só Deus pode compreender a infinitude desse sentimento…
No altar não acendi velas,
Levo as luzes
Das quais me fiz e me tornei
No decorrer do tempo
Ao escrever minha História…
Levo comigo rostos da infância,
De adolescentes brincando nos gramados, caindo e escorregando na lama…
Eu sou feito de memórias, de histórias, as mais lindas, aquelas que encantam…
[…]
E eu vejo um rio de sonhos
Onde os meus se transportam
E crescem até chegar no mar…
Eu sou Luz,
Me vesti de pura luz e me embriaguei
Da grandiosidade do amor de Deus,
Que me veste de sonhos em cada anoitecer
E me permite acordar sorrindo
Porque eu conquistei o que Ele me pediu,
E dos talentos que recebi
Multipliquei por dez, cem, mil, milhões
Tão bom é o tempo que Ele me concede
Para buscar estrelas nos olhos de um idoso, doente, enfermo
E colher sorrisos nas crianças, nas pessoas puras
De cuja bondade a vida é feita!
Eu sou luz!
Eu sou um pouco de tudo isso
Mas o melhor de tudo
É que o que sou
Ninguém poderá ser!
O que vivi e viverei
Ninguém poderá viver!
Porque cada um é único
E emana luz
Ou desaparece na escuridão…
…
(Proibida reprodução)
(Texto parcial)
Selvagens
Na rua, tanta gente
a procurar a gente sua
nada fácil
nas metrópoles
selvagens
sonhos enfileirados
na distância
saudade de casa
gritando solitária
juntar as mãos
manter a fé
quem sabe amanhã,
se Deus quiser!
Carrego comigo muitos desejos não realizados, abafados pelas responsabilidades dos caminhos que escolhi. É estranho perceber que, em busca de um propósito maior, precisei deixar de lado certos quereres, como se cada passo para frente demandasse um sacrifício silencioso. Há uma dualidade entre o que sonho e o que posso, onde abrir mão se torna parte do preço de alcançar aquilo que, acredito, definirá meu futuro. É como se cada escolha levasse um pedaço de mim, moldando-me, mas também criando vazios que talvez nunca sejam preenchidos.
Guardo tantos desejos no silêncio, ofuscados pelos planos que desenhei para um futuro maior. É como se, ao escolher um rumo, eu tivesse trancado portas para outras possibilidades, aceitando que nem tudo que quero cabe no caminho que tracei. Há uma sensação agridoce em saber que, para realizar algo grandioso, precisei/precisarei deixar para trás certas partes de mim - pedaços que permanecem ali, como ecos de um querer que escolhi não seguir.
𝑪𝒐𝒏𝒆𝒙𝒂𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒖𝒏𝒅𝒂
Quando decidir amar somente a beleza,
Não esqueça de colher seus sentimentos vazios.
O amor pedia conexão, coração a coração.
O desejo superficial é ralo como a chuva no sertão.
Saciar-se o coração com amor e virtude,
O pra sempre não se encontra em qualquer lugar.
Mas sim, em conexões.
"As grandes conquistas começam com a coragem de dar o primeiro passo; nunca subestime o poder de um sonho."
Eu sei que algum dia você vai me pertencer. Vou chorar de alegria, vai ter fim o meu sofrer. E pra sempre a seu lado eu vou viver.
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