Dedicatorias Educador de Infancia

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O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.

Os governos tendem à monarquia, como os corpos gravitam para o centro da terra.

O sábio que não fala nem escreve é pior que o avarento que não despende.

O erro é a noite dos espíritos e a armadilha da inocência.

O trabalho involuntário ou forçado é quase sempre mal concebido e pior executado.

Ambos se enganam, o velho quando louva somente o passado, o moço quando só admira o presente.

A vida reluz nos olhos, a razão nas palavras e ações dos homens.

A avareza contribui muito para a longevidade, pela dieta e abstinência.

A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.

As mulheres dão mais valor aos atrativos do que as paixões.

Uma nuvem sobre a alma cobre e descobre muito mais a terra, do que uma nuvem no horizonte.

Quando desejamos pomo-nos à disposição de quem esperamos.

Um versificador não considera ninguém digno de ser juiz dos seus versos; se alguém não faz versos, não sabe nada do assunto; se faz, é seu rival.

O louvor que mais prezamos é justamente aquele que menos merecemos.

Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos.

A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.

O remorso é no moral o que a dor é no físico da nossa individualidade: advertência de desordens que se devem reparar.

A Máquina do Mundo

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.

(Trecho de A Máquina do Mundo).