Dedicatorias de Amor de Madrinha para Afilhada
Bom dia, meu amor, eu te amo e Deus te abençoe. E em seguida um beijo de língua.
Será assim toda manhã da nossa vida, depois de uma noite de descanso, dormindo de conchinha ou segurando firme a mão do outro, pernas entrelaçadas no frio ou no calor. De verão a verão, de janeiro a janeiro, todos os dias da nossa vida, te amarei e prometo te fazer feliz todos os dias. Eu te amo!
POEMA
A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.
Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
O Engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.
A um rio sempre espera
um mais vasto e ancho mar.
Para a agente que desce
é que nem sempre existe esse mar,
pois eles não encontram
na cidade que imaginavam mar
senão outro deserto
de pântanos perto do mar.
Por entre esta cidade
ainda mais lenta é minha pisada;
retardo enquanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas esta gente
e minha simpatia calada.
Ser madrinha é um privilégio enorme! Uma grande responsabilidade, uma delícia! Tem coisa mais gostosa do que ser chamada de “dinda”? É um vínculo eterno, uma chance de ter um filho que não é seu. Amar como se fosse seu filho. Uma prova de amor dos pais do seu afilhado, mostrando que confiam em você.
Ser madrinha é receber a confiança de um pai para cuidar do seu filho, como se fosse seu próprio filho. É ser especial demais para receber esse presente e saber retribuí-lo, pois os afilhados crescem, as madrinhas envelhecem, mas o amor permanece. Ser madrinha é estar sempre presente. É ser mãe antes de ter filhos. É ter alguém para cuidar. Ser madrinha é estar presente na vida do meu afilhado!
Querida fada madrinha, a próxima vez que resolver me trazer um príncipe, por favor, certifique-se do prazo de validade.
MINHA MADRINHA
Ela sempre me ensinava que não devia aceitar a responsabilidade de fazer algo, que não fosse capaz de desenvolver. Algo que estivesse além de nossas forças, e o gozado, muitas vezes me pegou fazendo castelo de cartas de sonhos, sem saber que na primeira lufada de realidade tudo iria a chão, e aquilo que era realidade, não passava de mais nada do que ilusão, então só restaria estórias para escrever
Até hoje não sei se escrevo poesia, verso, prosa poética ou o que, só sei que sou um poeta, pois vivo com um pé na realidade, outra na ilusão e a cabeça buscando a perfeição.
São curtas e pequenas minhas estórias, um pouco intensas demais, pois levam a pensar em tudo que está aí, e muito mais... Algumas vezes no que serão outras no sentir, questiono a mim e a vida, pergunto-me não se é sofrida, mas se é bem vivida. Está no meu escrever a razão e o fim do meu viver, sei que não escrevo poesia, mas pura filosofia, esta que um dia me disseram ser a ciência tal, que o mundo sem a qual, viveria tal e qual.
No começo gostei da frase, mas não gosto do sentido dela, e vi que tinha que construir não mais um castelo de sonhos, mas uma casa, cujos tijolos fossem palavras, que exprimissem sonhos, desejos e ilusões, analisadas pelos sentimentos e pela razão!
No começo procurei assunto, achei que a solução estava no mundo exterior, na vida dos outros, no viver em sociedade, e outras coisas mais que são tantas, que me cansa até em pensar nelas. Hoje sei que a minha realidade está em mim, na minha casa, na rua em que moro, no meu pequeno mundo, que todo tem igual: aí sou universal!
Mas nada é tão teu quanto eu, nem a noite é tão tua quanto eu, pois no escuro sou teu farol para iluminar as trevas. Nada é tão meu quanto você, pois nem o brilho das estrelas é tão intenso quanto o teu sorriso. Nada é tão maravilhoso quanto o que sinto por ti, pois já te amava antes mesmo de te conhecer. Já estávamos predestinados. Nada é tão forte quanto o que sinto por você, pois é com amor que viverei te amando. E nada é tão importante do que você na minha vida. Poderia te chamar de meu O², ou de meu levantar, ou de meu bom dia. Mas te chamo de meu amor porque preciso somente de ti e por ti sou somente apaixonado. Bom dia e eu te amo!
Que o universo não me perdoe por tentar com tanta força ser feliz.
você acha que eu
mudei seu jeito de
enxergar o mundo,
que o tornei um
lugar mais aprasível
você quem tem mudado
meu jeito de me
enxergar no mundo,
e nunca foi tão confortável
morar na minha própria pele.
Você vai rir. E chorar. E se sentir abraçada. E vai chorar de novo. Mas vai olhar para si mesmo com carinho. E entender que a vida é sobre ciclos que começam todos os dias, em muitos lugares, com pessoas diferentes. Você vai se sentir confortado. Mas antes, vai doer um pouquinho.
Qual é o teu maior medo?
Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nossos maiores medos são os de sermos poderosos além da conta.
É nossa luz, e a não a nossa obscuridade que mais nos apavora.
Ser pequeno não serve ao mundo, não há nada de sábio em se encolher pra que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.
Nós todos fomos feitos pra brilhar como as crianças. Não está apenas em alguns de nós, está em todos, e, na medida em que deixarmos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo na medida em que nos liberamos dos nossos medos. Nossa presença automaticamente libera os outros.
