Dedicatória para Mim
#ALVORECER
Hoje acordei com saudades de mim...
Estranho não é?
Sentir-se assim...
Do céu desceu um anjo...
Convidando-me para dançar...
Eu não me sentia...
Nem falava tão pouco...
As folhas de minhas jabuticabeiras...
Soltam-se também bailando...
Perfume de flor de laranjeiras...
Pássaros voando...
Enquanto o sol se erguia...
Entreguei-me a bailar...
Tão longe eu ouvia...
A vida despertar...
Com sede e evidente desejo...
Respirei profundo a cor e a luz...
Do anjo um beijo roubado...
Surpresa de amor...
Que me conduz...
O que levamos dessa vida...
É a sensação que renova a gente...
Cumplicidade que me dá asas...
Oscilando entre mostrar
e esconder...
Tranças de tempo e realidade...
Risos de felicidade...
Pura sensualidade...
Assim viver...
Quantos "nunca mais" ancoraram em nosso cais...
Agora, uma nova hora...
Um novo horizonte...
Na esperança de mais sonhar...
De mais querer...
Nesse alvorecer...
Sorrio...
Beijo o vento...
Vou vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
#O #ABRIGO
Sublime, amor...
Se deres falta de mim...
Procure-me nas flores de um jardim...
Procure-me na madrugada...
Em noites caladas...
Procure-me nas estrelas...
Sob a lua prateada...
No horizonte infinito...
Na saudade partida...
Na brisa leve e mansa...
No sorriso de esperança...
Procure-me nos encontros das ternuras da vida...
Aprenda que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido...
Aprenda que você pode suportar...
Que é forte...
E que pode ir muito mais longe...
Para ter o coração em paz...
Só quem já se perdeu...
Sabe apontar o caminho...
Não duvide do que lhe digo amor meu...
Aprenda que ninguém, nunca, está sozinho...
Que não há garantias no amanhã...
Nada nos pertence...
As ruas são feitas de pó...
Felizes são aqueles que cultivam jardins...
Viver...
É tão simples assim...
Que a luz lhe guie...
Por mais que lhe mostrem a escuridão...
Que o remorso e o rancor...
Não façam morada em seu coração...
E por mais que mintam para você amor meu...
Sempre acredite em você...
Pois mesmo estando longe...
Estarei consigo...
Poderás me sentir...
Bem lá dentro de sua alma...
Onde moro e me abrigo...
Sandro Paschoal Nogueira
#SOU #POETA
Já contei todas as vaidades que senti...
Que devorou parte de mim enquanto vivo...
E no instante em que escrevo esse poema...
Ilustro um sonho...
Quero contar-lhe a beleza que não vês...
A lua no céu, esplendorosa...
As fadas que escondidas brincam...
Nas gotas dos orvalhos...
Que vales a desilusão dos homens?
Diante do tempo que desarvora?
Diante do canto dos querubins...
Enquanto o céu chora?
E por isso sou poeta...
Poeta que respira o suave sono...
A paz, o último bem, último e puro...
Murmurando ao vento o desalento...
Tênue neblina vaga na rua...
Em companhia à minha alma calada...
Diante dos anseios que tive...
Quantas, quantas vidas passadas...
Anos após anos, vem e vão...
Tal qual flor aberta e fresca junto a pedra...
Que agora jaz no chão...
Que pede o poeta de seu amante coração?
Apagar algumas lembranças?
Criar outra ilusão?
A minha alma, talvez, não é tão pura,
Como era pura nos primeiros dias...
Sob o clarão da silente lua...
Nas alta horas, vaga nas rua...
Na triste estância do abandono...
Na esperança em luz no futuro...
Pouso meus olhos fundos...
Vi correr os meus dias...
Vida que fatiguei...
Em toda parte busquei...
Cântaros de alegria, cálices de fel...
Muitos provei...
Noite adormecida...
Nessas horas lânguidas...
Possa novo ardor florescer...
E da crisálida...
Nova alma resplandecer...
Então sim, essa alma de poeta...
Cantará a ventura, o amor e a paz!
Sandro Paschoal Nogueira
#QUANDO ?
Saberei que sou amada...
Quando me olhar com mais carinho que desejo...
Quando por mim tiver mais ternura do que paixão...
Quando mostrar que o que há de vir será melhor do que está...
Enquanto segura minha mão...
Saberei que sou amada...
Quando você acender relâmpagos no pensamento...
Não medindo esforços para me ver...
Me cercando de atenção...
Para me ter...
Saberei que sou amada...
Quando sentindo você a loucura...
De me querer toda sua...
Me cercará de cuidados...
No momento preciso...
Pelo simples fato de me ter ao seu lado...
E embora eu nada diga...
Se mostrará apaixonado...
Saberei que sou amada...
Quando eu pedir para me encostar em seu peito...
Para ouvir seu coração...
E dele fazer meu porto seguro...
E você feliz e sem jeito...
Em suspiro mostrará ser feliz...
Me fazendo me sentir...
Como eu sempre quiz...
Saberei que sou amada...
Quando eu perceber no brilho dos olhos seus...
Que neles eu me encontrei e também serão os meus...
Saberei que sou amada...
Quando sorrir por nada...
Quando juntos podermos sonhar...
Que criança sempre quero ser ao seu lado...
Que meu desejo incontentado...
Será realizado...
E só assim então...
Sentirás o meu carinho...
E sentirás o meu cuidado...
Um ciúme sem sentido...
Desejo de carinho...
Passeando com a felicidade...
Sendo feliz de verdade.
Sandro Paschoal Nogueira
#INTEIRO
Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...
Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?
Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...
Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...
Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#AS #PEDRAS #DA #MINHA #VIDA
Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim...
Com algumas construí castelos...
Torres e muralhas...
Com outras...
Depois de um tempo...
Abandonei-as por aí...
Minha vida cresceu entre as pedras...
Pelas estradas que segui...
De meus sonhos...
Nunca desisti...
Entre elas plantei flores...
As reguei com muitas lágrimas...
E por tanto que vivi...
Também tive muitos amores...
Aprendi muitos segredos...
Entre tais, uns da vida...
As pedras também sonham...
Imóveis e caídas...
As mãos que me atiraram pedras...
Para todos eu sorri...
As pedras acabaram...
E mais forte fiquei e estou bem aqui...
O vento conta minha história...
As estrelas testemunham...
E hoje por onde passo...
Sobre as pedras vou seguindo...
Bem sei eu...
Que à vida vou mais amando...
E com ela tendo mais cuidados.
Sandro Paschoal Nogueira
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#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
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#RENDAS #NOTURNAS
Triste de mim de alma nua...
Entre as rendas brancas e puras...
Aqui, acolá, acordo à vida...
Disfarço...
Chorar não posso...
Olho pro indefinido...
A confundir os caminhos...
Sozinho no mundo...
Tudo então segue a verdade...
É o que me conduz...
A esperança, a força, a luz...
Um tecido envolvendo a eternidade...
A incerteza do destino...
Esgotando na vida...
Todo o sentido...
Uns acabam...
Outros vem...
E no pensamento que se tem...
Que o que menos merece...
As vezes é o que mais tem...
Na alta noite e nas horas incertas...
Rondo sem fé e sem lei...
Ante um espelho opaco...
Não reconheço o que vejo...
Revolvendo na memória...
O mau fado...
Arranco das rotas veias...
Um suspiro rompendo as cadeias...
De chaves na mão...
Batendo o pé na calçada...
Retorno ao leito desmanchado...
A carnal tentação desenfreada...
Então, por fim, se acalma...
Paisagem morta que a terra conquista...
Aguardo os sonhos...
Esqueço das horas e mais nada...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
.
#LABIRINTO
Talvez houvesse uma flor...
Ai de mim, que nem pressinto...
O labirinto que habito...
O peso das estrelas me é leve...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que vale a pena esperar?
E aguardo os sonhos...
Enquanto secretamente moro em meu jardim...
Pedras e trepadeiras se enroscam...
Pássaros, borboletas e beija-flores...
Perfume de jasmim...
Como ontem já não sou mais...
Tempo fugaz...
Vida tão passageira...
As nuvens, uma a uma...
Passando a correr...
Renovo o fogo que perdi...
Mas o que sou nem eu sei…
Deserto de águas sem fim...
O céu azul, chamarei de meu…
Enquanto tudo mais passa...
Sob o vento triste...
Que espalha as folhas abandonadas...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Ai, ai de mim...
Enquanto caminho eu já sou o passado...
Todos os momentos que nos coroaram...
Todas as estradas que abrimos
irão achando seu fim...
Dessa procura extenuante e precisa...
Não teremos sinal senão o de saber que iremos, por onde formos, de encontro de um para o outro...
Cinzenta é a cor do céu... Decerto vai chover...
Soa um cântico antigo no vento dessa tarde...
Nos bancos tristes que há na cidade...
Sobe em mim próprio como um desejo
Ou um remorso da mocidade…
Gente igual por dentro...
Gente igual por fora...
Não sei qual abismo temo...
Salvo, apenas, o meu sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...
Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...
Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...
Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...
No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Por fazer lisonja às flores...
Invejosas as estrelas para mim não brilham mais...
Um negro azul-cinzento...
De onde o oriente dorme...
Tardo sono...
Frio sem vento...
Silêncio que se ouve...
Coração vazio e mal que se sente...
De quando ama e não tem...
Que hei-de fazer senão sonhar...
Dia após dia...
Sentindo tudo de todas as maneiras...
Mas a noite perdura uma calma de espanto...
Somente a lua na escuridão sussurrando...
-Podia ter sido amor,
e foi apenas traição...
O medo dará seu último vintém...
Nesse desassossego que me fustiga...
Pouco a pouco passando...
Minha incerta vida...
Tão negro o labirinto...
Ai de mim, que nem pressinto...
Em meu rosto pálido nenhum fulgor...
Não foi nada, não foi nada:
poderia ter sido amor...
Sandro Paschoal Nogueira
Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...
Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...
Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...
Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...
Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...
Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...
Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...
Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...
Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...
Sandro Paschoal Nogueira
Um dia, talvez, haverá novos sonhos...
Ouvirei com encanto alguém que não conheço...
Para mim será o começo de tudo...
O começo de um novo mundo...
Agora para mim já tão frio e já tão tarde...
E sem fazer nenhum alarde...
A minha alma não descansa...
Não sou nem mesmo uma lembrança...
Uma esquecida sombra que ninguém repara...
Todo o amor é desejar...
Embora se viva às avessas...
Se o tempo troteia...
E pesa como uma estrela...
Quão afortunados são os amantes...
Quão infelizes os ignorantes...
Estranha cousa esta...
A ventura de querer ver-te bem...
Mãos de renúncia...
Mãos de amargor...
Ao perder seu amor...
Semente divina...
Que só n’alma germina...
Exalta o viver...
Em doce tortura...
Ai amor...
Que sorte de quem tem você...
Repara...
Aqui eu sem luz e sem vida...
Quando, alta noite, me reclino e deito...
Clamo por ti...
No vazio do meu leito...
Só o silêncio...
Sandro Paschoal Nogueira
No declive do tempo os anos correm...
E o tempo esmaga tudo...
Ai, ai de mim enquanto caminho...
São inúteis as palavras destes versos...
Nada entenderás...
Só quero o que me é devido...
Com licença, quero passar,
Tenho pressa de viver...
Não tenho tempo a perder...
Nesses dias que embranquecem meus cabelos…
Ferido de silêncio duro e violento...
Com um beijo me despeço...
Eu andava à sua procura quando ainda não existias...
Sinto...
Sem planejar nenhum destino...
Que é preciso partir...
Os nossos sonhos uniram-se
talvez muito tarde...
Anda a bruma a fazer-me medo...
Não há luar,
Não há estrelas...
Já não sei mais o quero...
Já não sei o que vejo...
Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sandro Paschoal Nogueira
Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...
O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...
A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...
Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...
No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...
Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...
Sandro Paschoal Nogueira
Se eu pudesse saber o quanto de mim ainda vive em você... Se seu coração ainda pulsa diferente quando escuta aquela música, se sua pele ainda lembra o toque que só existia entre nós. O amor que tivemos não foi desses que o tempo leva com o vento... foi daqueles que se cravam na alma, que doem mesmo depois de tanto silêncio. Às vezes me pergunto se você também fecha os olhos e se perde nos mesmos instantes que ainda moram em mim. Porque, mesmo longe, mesmo depois, há amores que nunca dizem adeus... apenas se escondem onde ninguém mais vê.
Deixei muitos pedaços de mim para trás... Não sobrou o suficiente para compartilhar. O tempo e a dor corroem e fragmentam tudo. Embora o meu amor seja eterno, não é mais intenso o bastante para querer ficar contigo. Você não vale a pena. Aliás, nunca valeu!
Sob o céu estrelado, a doce melodia,
Tu dizes ser louca por mim, amor que contagia.
Na dança do destino, somos loucos a sonhar,
Unidos em desatino, juntos a navegar.
Teu sorriso é a luz que guia minha jornada,
No abraço do tempo, minha alma acalentada.
Oh, como anseio por tua voz, a saudade que traz,
Em cada pensamento meu, és o eterno compaz.
Nossos corações entrelaçados, laço etéreo e forte,
Nessa história de amor, és minha sorte.
Jamais poderias saber, o quanto és meu alicerce,
Em teus olhos, vejo a vida, o amor que floresce.
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