Dedicatória para a Mãe

Cerca de 142141 dedicatoria Dedicatória para a Mãe

Ao verem suas coragens, enxergam as próprias covardias.
Ao verem suas conquistas, não enxergam seus esforços.
Como se na frente do espelho poderem apenas se olhar sem refletir.

LIVROS DE INFÂNCIA

Eia em marcha meu Rocinante,
Vamos em busca de sonhos, vamos avante,
Não tenho tempo para bobagens ou inimigos,
Apenas quero viver e cuidar dos amigos,

Daqueles que me cativaram,
Isto o príncipe me ensinou,
Em nossas viagens,
Ou navegando rios com perigos,
Com Huckleberry Finn,
Ou em visitas as princesas de nossos sonhos,
São muitas aventuras e estórias sem fim,
Tempos felizes e risonhos.

Ah! Branca, Cinderela e Rapunzel,
Cachinhos e minha pequena Sereia,
Brincávamos debaixo do sol com nuvens por véu,
Construindo castelos de areia,
Sonhando acordados,
Dormindo felizes e inocentes,
Sem especiais cuidados.

Aventuras mil com Simbad, João e Maria e o Gato de Botas,
Protegidos pelo Soldadinho de chumbo, em todas as rotas,
Abrigados na casa de tijolos e fazendo guerra de travesseiros,
Fomos na meninice grandes felizes e arteiros.¹
As vezes enfrentando vilões,
Como em Ali Babá e os quarenta ladrões
Em outras ficamos no meio,
Da vida do patinho feio,
Ouvimos a resposta do espelho,
Corremos com Chapeuzinho Vermelho,

E o medo do Saci, da Mula e do Caipora,
Do Curupira, da Cuca e outros bichos,
Que enfrentamos em duelos,
Dentro e fora do Sítio do Pica-pau Amarelo,
Ah! Seu Bento,
Por sua causa e de outros,
Tive muito passatempo.

Agora saímos desse cenário,
Pra trás ficam sonhos, feiticeiras e leões
Ficam também armários,
Assim como imaginações.
Ai que saudades eu tenho...²

Tragédia:
é perder o sonho por um pesadelo.

"É melhor, muito melhor, contentar-se com a realidade; se ela não é tão brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir."
(Machado de Assis)

A vida é mais do que a beleza que se imagina; é a força que se tem para enfrentar o que se vive.
MARCELO CASTILHO ASSIS ⁠

Quero conquistar o mundo sem permitir que o mundo me conquiste por dentro.

Em um mundo de valores invertidos, a liberdade precisa ser conquistada. Não à toa, muitos escolhem voluntariamente uma prisão confortável, desde que o risco fique por conta dos outros.

Entrelinhas

Analisei cada palavra
Cada frase
Analisei o conjunto
Tentei entrar no teu sonho
Nos teus pensamentos
Tentei decifrar-te...
Arrancar de dentro de mim a interrogação
Decifrar o que está dentro dos parênteses
Nada encontrei
Tudo ficou nas entrelinhas...

A possibilidade da realização de um sonho se concretiza ao darmos o primeiro passo.

A solidão é amiga do poeta. No centro do silêncio está seu mundo de fantasias e sonhos.

Insignificantes seriam os dias sem uma razão para comemorar, um sonho para buscar, uma razão para viver. Insignificantes seriam as horas sem um motivo para alcançar, uma intenção para resgatar, um amor para cultivar. Insignificantes seriam os minutos sem ter uma certeza de onde pisar, uma luta para continuar e uma vida sem a magia para sonhar.

Se quiseres me conquistar, apressa-te. O trem passa e não pergunta se queremos embarcar para a viagem.

⁠As melhores coisas são conquistadas no caminhar.

Não desisti de tudo. Nem deixei para trás meu sonho. Apenas, dei uma pausa para fazer o que era necessário.

Sempre fui otimista e sonhadora. O que não aconteceu foi porque não era para acontecer e o que aconteceu foi o que a vida me deu de presente, e eu aceitei.

Sonhar é transformar o que idealizamos em realidade.

Precisamos sonhar. É o sonho que nos leva a seguir adiante. É o que nos mantém vivos e esperançosos.

Nunca devemos desistir de sonhar, pois o sonho é o combustível da nossa viagem para a realização dele.

O medo abandona nossos sonhos pelo meio do caminho.

Desistir dos nossos objetivos e sonhos é entregar de bandeja a vitória àqueles que não aceitam o nosso sucesso.

Sonho artificial


As pessoas vivem aprisionadas a um padrão social, alimentando crenças limitantes e, em nome delas, se autodestroem. Vivem uma vida que não existe — um sonho artificial, distante da verdade. Tornam-se artistas impecáveis, encenando papéis que não lhes pertencem, enquanto renegam quem, por coragem ou necessidade, ousou sair do roteiro.


Isso não é poesia. É assustador. São pessoas que se colocam em pedestais frágeis, julgando, ferindo e apunhalando o outro, enquanto batem no peito para se autoproclamar honestas e dignas. Mas a verdade é dura: a maioria — talvez todos, não sei — são apenas covardes. Covardes demais para abandonar a zona de conforto, para lutar pelo que querem, para assumir o que amam.


No fim, essa omissão também vira crime. Crimes silenciosos ou explícitos, como os cometidos pelos pais dessa menina de 15 anos. Porque nem todo pai é pai de verdade. E, da mesma forma, nem todo humano é humano de verdade.